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Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza afirma que setor vive situação catastrófica

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Fotografia: Associação De Cabeleireiros Apbcib

A Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza afirma que setor vive uma situação catastrófica.

O presidente da Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza, Miguel Garcia, em declarações ao Novum Canal, salienta que o setor é constituído por “micro empresas em que os empresários investiram avultadas quantias para abrir e dinamizar os seus negócios”.

O responsável pela associação recorda que “as empresas do setor para abrir negócio têm de efetuar um avultado investimento e já aquando do primeiro confinamento realizaram um investimento em aquisição de materiais, produtos e equipamentos de higienização e desinfeção e de adaptar os espaços às novas regras impostas pela DGS”.

“O setor encontra-se numa situação catastrófica dado que o mesmo é constituído, em grande escala, por micro empresas em que os empresários investiram avultadas quantias para abrir e dinamizar os seus negócios. A abertura de um estabelecimento quer de cabeleireiro, barbearia e estética requer um investimento inicial considerável quer em relação a obras de adaptação dos espaços (instalações sanitárias, rede de água, de esgotos e instalações elétricas especificas) e a manutenção e renovação dos mesmos, acompanhando as tendências ao nível da moda com o propósito de fidelizar e captar clientes num mercado muito concorrencial. Essa renovação tem incidência, também, a nível dos utensílios e equipamentos utilizados neste setor dos cuidados pessoais. Mas para além deste investimento contínuo foi necessário, a fim de abrir após o primeiro confinamento, um avultado investimento em aquisição de materiais, produtos e equipamentos de higienização e desinfeção e de adaptar os espaços às novas regras impostas pela DGS”, disse.

 O responsável pela Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza realça que logo aquando do no primeiro desconfinamento cerca de 20% (vinte por cento) dos estabelecimentos acabaram por não reabrir.

“Verificou-se que no primeiro desconfinamento cerca de 20% (vinte por cento) dos estabelecimentos acabaram por não reabrir, com especial incidência, nos dos grandes centros urbanos, nos mais antigos e com uma clientela mais idosa. Os que se mantiveram abertos, depois de um mês e meio de euforia, devido à necessidade de recorrer aos serviços prestados, registaram uma quebra de volume de trabalho motivada quer pela perda de rendimentos das suas clientes, quer pela alteração dos seus hábitos e ritmos de frequência na deslocação aos estabelecimentos, quer pela obrigatoriedade de teletrabalho, quer pela ausência de eventos sociais, etc…”, expressou, sustentando que “os estabelecimentos dos cuidados pessoais partiram para este novo confinamento com uma situação muito mais fragilizada do ponto de vista económico e o fato de o mesmo se estar a verificar mais prolongado afetará, de forma profunda, a sobrevivência de mais de 50% dos estabelecimentos deste setor que ou acabaram por encerrar ou acabaram por equacionar os seus quadros de pessoal e dimensionar os mesmos às suas necessidades (despedindo pessoas)”.

Miguel Garcia destacou que os apoios concedidos – APOIAR. Pt ( (com a dotação esgotada) e o APOIAR Rendas – “na forma como foram concebidos e nos requisitos exigidos excluem muitas empresas e empresários”.  

“Teremos, também, que registar que os apoios concedidos – APOIAR. Pt ( (com a dotação esgotada) e o APOIAR Rendas – na forma como foram concebidos e nos requisitos exigidos excluem muitas empresas e empresários”, afirmou, afiançando que as  “medidas são manifestamente insuficientes e não tem em consideração a realidade deste setor constituído por micro empresas”.   

Fotografia: Associação De Cabeleireiros Apbcib

“As medidas são manifestamente insuficientes e não tem em consideração a realidade deste setor constituído por micro empresas, com um tecido empresarial desgastado pelo anterior confinamento e que estando completamente encerrados sem possibilidade de prestarem os seus serviços, online ou por takeaway, veem a sua receita reduzida a zero pelo que o seu apoio deveria de ser a 100% correspondente a sua perda total de receita. Não faz qualquer sentido as regras de apoio serem iguais para as empresas que podem ter alguma receita na venda online e aquelas que não têm qualquer receita, como por exemplo o APOIAR RENDAS que quem tiver uma redução de faturação acima dos 40% tem a comparticipação de 50% (cinquenta por cento) do valor da renda”, atalhou, sublinhando que não é possível, nesta fase, quantificar os prejuízos.

“No momento presente não temos, nem ninguém, tem a possibilidade de quantificar esses prejuízos”.

Face a este cenário,  Miguel Garcia confirmou que a manter-se esta situação, muitos estabelecimentos irão encerrar.

“Não há dúvida por tudo o que foi exposto muitos estabelecimento irão fechar e não só pequenos mas como médios e, eventualmente, grandes”, frisando que este fecho  terá inevitavelmente, também, consequências ao nível do emprego.

 “Com a redução da prestação de serviços as empresas são forçadas a adaptar os seus quadros de pessoal às suas necessidades. Com a redução da prestação de serviços é evidente que terão que reduzir o número de trabalhadores ao seu serviço. Têm sido efetuados um grande número de extinções de postos de trabalho”, asseverou.

O dirigente da Associação Portuguesa de Barbearias, Cabeleireiros e Institutos de Beleza assumiu que “os estabelecimentos do setor dos cuidados pessoais, dado a prestação dos serviços essenciais que prestam e as condições em que os prestam, com todos os cuidados higiénico-sanitários e em respeito por todas as normas impostas pela DGS nunca deveriam ter sido encerrados”.

“Deveriam ter sido incluídos nas exceções. Não houve noticia de quaisquer focos de contágio em qualquer estabelecimento deste setor”, acrescentou, esclarecendo que as “associações e clubes artísticos, antes do início do confinamento, fizeram essa solicitação ao Governo salientando esse caráter essencial solicitando a sua inclusão dento dos cuidados de saúde e bem estar. Não fomos atendidos nessa pretensão mas quando insistimos no encerramento dos estabelecimentos que têm a revenda de produtos profissionais que deveriam ser, apenas, vendidos aos profissionais a resposta é que esses bens são essenciais para a população em geral e como tal as mesmas não poderiam ser privadas dos mesmos. Ou seja, a prestação dos serviços dos cuidados pessoais não é essencial mas os produtos que só devem ser manuseados por profissionais qualificados (dada a sua especificidade e perigosidade de um manuseamento indevido) foi considerada essencial”.

Sobre esta matéria, Miguel Garcia enfatizou que “todos os estabelecimentos para estarem abertos são obrigados a cumprir as regras impostas pela DGS para o seu funcionamento sob pena de aplicação de graves coimas”.

“A fim de haver uma exteriorização desse cumprimento e de firmar esse compromisso nasceu o projeto #oseuespaçoseguro. Esta iniciativa teve como objetivos, reforçar a confiança dos clientes, de demonstrar e reafirmar, de forma pública e visível, o compromisso dos espaços de beleza no cumprimento de todas as regras de higiene e segurança, implementadas pela Direção Geral de Saúde. Dado que a campanha foi direcionada para o consumidor final foi criado um KIT ESPAÇO SEGURO: os espaços aderentes estão identificados através de um dístico visível do exterior do estabelecimento, um manifesto explicativo do empenho e dedicação dos profissionais quer à sua arte quer à defesa da segurança e saúde das suas clientes, a ser afixado no interior do estabelecimento, bem como três dísticos para afixar nas bancadas”, atalhou.

Questionado sobre o futuro do setor, Miguel Garcia manifestou que este terá de ser encarado como um “desafio”, “muita dificuldade e resiliência”.

“ Numa única palavra : UM DESAFIO a ser ultrapassado com muita dificuldade e resiliência. Mas para se falar em futuro os estabelecimentos deste setor terão que abrir no imediato e é essa exigência que fazemos dado que nunca deveríamos estar encerrados: trabalhamos por marcação, a nossa capacidade de atendimento está reduzida a 50% (cinquenta por cento), as clientes estão  obrigadas a desinfetar as mãos à entrada, os profissionais obrigados a desinfetar as mesmas entre cada atendimento, o material utilizado é descartável, é obrigatória a desinfeção de mobiliário, materiais e equipamentos entre cada cliente, com desinfeção frequente (várias vezes ao dia) das  instalações, os profissionais trabalham de máscara e viseiras e as clientes são atendidas com máscaras. Basta verificar a exigência no cumprimento destas regras e o que acontece, por exemplo, nas grandes superfícies comerciais do ramo alimentar. Onde está a maior segurança?”, questionou, recordando que “existem tratamentos ( ao nível da estética) que foram interrompidos e há situações graves ao nível da saúde (não de embelezamento) ao nível da podologia que afetam gravemente a locomoção das pessoas”

“A nossa abertura imediata é uma exigência que, quer os profissionais do setor fazem, quer as suas próprias clientes que se vêm privadas de serviços essenciais que vão para além do cortar do cabelo ou das colorações. Existem tratamentos ( ao nível da estética) que foram interrompidos e há situações graves ao nível da saúde (não de embelezamento) ao nível da podologia que afetam gravemente a locomoção das pessoas”, reforçou.


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