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Jovem especialista em vitrinismo prepara manual sobre como ajudar comércio a crescer e atrair clientes

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Fotografia: Bruno Monteiro

Bruno Monteiro, um jovem vitrinista, residente no Porto, mas com ligações a Paredes e Paços de Ferreira,  onde dá formação, vai lançar um manual tendo como foco a área do Visual Merchandising e de que forma esta técnica pode ajudar o comércio local e os proprietários dos estabelecimentos a transformarem os seus espaços em verdadeiros pontos de venda para os clientes.

O manual está em processo de impressão, mas o autor acredita que será apresentado assim existam condições e a crise sanitária que continua a assolar o país o permitam.

Ao Novum Canal, o jovem que trabalha também em produções fotográficas, realçou que esta obra combina estratégias de marketing com comunicação visual, design de interiores e outras áreas, sendo o Visual Merchandising uma técnica/estratégia que permite potenciar/valorizar os produtos, as marcas, tornando os espaços mais atrativos, atraindo clientes e potenciando o comércio local.  

“Em março do ano 2020, o país parou por completo devido à pandemia. Como sou formador, para além de vitrinista e visual merchandiser, a minha área foi bastante afetada. Tinha a minha agenda cheia de trabalho, tanto com formações como montras e lojas, mas tudo parou. Por isso, como vi que estava em casa, comecei a pensar que o pós-Covid ia trazer uma necessidade grande no que toca à imagem das lojas, as pessoas iam estar com mais atenção aos detalhes e até pensar em mudanças que até, então, não viam necessidade por estarem imbuídas no ritmo de trabalho. Tudo isto me fez pensar na parte das casas, mas depois vi, que nas lojas e nos negócios, nas montras, ia acontecer o mesmo, e por isso ia ser uma área que ia ser necessário reinventar-se, porque o cliente não se ia comportar da mesma forma. Percebi que as montras assim como o interior das lojas teriam que ser alterados e mesmo decorados com outra imagem. Essa foi a razão. O livro está cheio de dicas, inclusive, falo da fase que ainda estamos a passar e como se pode solucionar com o que se já se vem fazendo na reciclagem, mas com cuidados”, disse, salientando que Visual Merchandising é uma estratégia  que está ao alcance de muitas pessoas, num só clique no Google.

Ainda sobre as razões que o levaram a fazer este manual, Bruno Monteiro explicou: “Escrevi este livro porquê? Porque estou no terreno já há seis anos, ou seja, trabalho em proximidade com o cliente e o proprietário do negócio e isso dá-me a sensibilidade para entender as suas necessidades e o quanto em Portugal ainda se tem de trabalhar para melhorar a área do Vitrinismo e Visual merchandising. Dou formação a comerciantes e outras pessoas que procuram esta área e isto tudo deu-me traquejo e permitiu-me evoluir de forma muito rápida para que percebesse que faltava em Portugal um livro totalmente adaptado. Temos nomes técnicos que muitas vezes encontramos em inglês e este livro não. Para além de ser próximo ao que o mercado português neste momento precisa, pode ser lido por qualquer pessoa, seja profissional, estudante ou interessados na área. É um manual de consulta. Quero que as minhas visões, aquilo que acredito que seja o vitrinismo e visual merchandising atual, seja levado a muito mais pessoas”, avançou.

“Acrescentei a palavra “manual” porque não existem manuais para esta área e já há tantos cursos, por isso é, também, um objetivo, chegar a escolas de formação”

Além da ligação e da paixão pelo vitrinismo, Bruno Monteiro destacou que a opção por elaborar este manual teve, também, subjacente o facto de não existirem muitos manuais nesta área, assim como uma preocupação com a vertente pedagógica.

“Acrescentei a palavra “manual” porque não existem manuais para esta área e já há tantos cursos, por isso é, também, um objetivo, chegar a escolas de formação”, salientou, sublinhando  que a ideia de fazer este livro já  tinha sido pensada durante o curso de vitrinismo, tendo ganho mais força com o contacto com os clientes e o conhecimento que foi acumulando.

Fotografia: Bruno Monteiro

“Já tinha tido esta ideia, ainda era estudante de vitrinismo em 2013. Mas falava sempre que o faria quando tivesse 15 anos de experiência, mas longe de saber que ia ter tantos contactos diretos com os clientes e evoluir tanto que acabei por fazê-lo mais cedo, em menos de seis anos de trabalho. O confinamento também ajudou. Muitos formandos, muitos clientes falam da minha forma de trabalho. Neste livro quase que eternizo o meu estilo de trabalho, porque passo alguns dos meus “truques” e isso sei que pode ajudar outras pessoas. Há segredos em todas as profissões, mas sobre esta quase que se tem medo de passar, por isso quis vincar que é uma área que deve ter importância e que todos devemos fazê-lo seguindo as regras. Assim ficamos mais profissionais e ajudamos a aumentar as vendas de quem nos contrata”, afiançou, adiantando que o livro encontra-se na fase de impressão.

Bruno Monteiro declarou que o pré-lançamento via online está a ser tratado.

“Farei pequenos vídeos e publicar na pagina no Facebook com o nome “Manual Visual Merchandising”, disse, sustentando querer que o lançamento do livro seja feito presencialmente.

“Já tenho dois espaços em vista que fazem sentido, um na cidade de Paredes e outro no Porto. Posteriormente será também lançado numa das lojas Fnac no Porto. A correr bem meados de março ou abril, tudo dependerá das novas medidas”, expressou, adiantando ter contactado duas editoras, tendo optado pela mais viável, a Chiado Editora.

“É uma obra com o meu investimento, mas foi feita em equipa. A editora também seguiu todos os meus pedidos e assim nasceu a obra de um grafismo muito, muito atual. Foi necessário uma grande troca de e-mails e telefonemas, mas consegui com que a obra ficasse da forma como acredito ser apetecível, de fácil leitura e eterno”, frisou, referindo que a obra estará disponível online e nas livrarias com as quais a editora tem contactos.

Bruno Monteiro avançou que esta é a sua primeira obra, mas não quer ficar por aqui.

“É um manual de um volume, mas já estou a pensar no segundo”, atalhou, mostrando-se convicto que esta sua primeira obra será bem aceite pelo público.

“A correr bem, se o Covid nos deixar, tenho uma expectativa boa, não quero elevar demasiado, sou positivo, mas tenho sempre pés e cabeça nas minhas ideias. Acredito que será muito bem aceite, até esperado por muitas pessoas que me conhecem”, manifestou, confirmando estar convicto que a obra possa abrir caminhos para uma área que nem sempre é bem vincada.

“Espero que tenha um bom feedback, até por profissionais que cheguem a ler, espero que me digam algo. Acredito que este livro vai ajudar a abrir caminhos para uma área que nem sempre é bem vincada. Acredito que escolas de formação, câmaras e associações queiram ficar com exemplares, pois, irá ajudar muito na evolução de novos estudantes. É sempre um apoio. Normalmente é um curso técnico, falamos para pessoas que estão a fazer o 12.º ano, por isso, é mais um manual, tal como um manual de português. É necessário para a aprendizagem”, retorquiu.

“Acredito que este livro também possa ser um passaporte para outros profissionais que queriam fazer carreira nesta área cá ou investir em empresas e tenham possibilidade de analisar o mercado e a forma de como trabalharmos”

O autor realçou que o livro possa ser também um passaporte para outros profissionais no estrangeiro que queriam fazer carreira na área do vitrinismo e do visual merchandising ou investir em empresas em Portugal.

“Sou contactado por profissionais do Brasil, Itália, e outros, que até me perguntavam muitas vezes como era o mercado aqui em Portugal, que queriam vir para cá. Estamos a falar em países que existem muitos livros da área, com um nível de vitrinismo/visual merchandising muito, muito elevado e quando me contactam dizem que me seguem e que gostam da minha forma de trabalhar. Daí fazerem muitas perguntas, mas pelo instagram parece tudo fácil, mas é muito trabalho. Fico elogiado que façam as perguntas e saber que consigo chegar longe. Por isso acredito que este livro também possa ser um passaporte para outros profissionais que queriam fazer carreira nesta área cá ou investir em empresas e tenham possibilidade de analisar o mercado e a forma de como trabalharmos”, confessou.

Interpelado sobre os projetos que tem a curto/médio prazo, Bruno Monteiro declatou que pretende continuar a investir o seu tempo nos livros/manuais, assumindo que esta é uma área que pode ser explorada com pequenos detalhes que podem fazer a diferença.

“Por isso a minha ideia é se tudo correr bem é continuar a partilhar a minha visão e assim ajudar comerciantes, pessoas interessadas na área, estudantes e outros”, referiu.

Bruno Monteiro tem uma certificação de técnico de vitrinismo no Centro de Formação Profissional para o Comércio e Afins, tem uma vasta experiência em Vitrinismo e Visual Merchandising, sendo responsável pela coordenação de vários estabelecimentos.

Atualmente tem uma vasta carteira de clientes, trabalha no Grande Porto, mas também no Vale do Sousa, em especial em Paredes e Paços de Ferreira, sendo conhecido no meio pelo forte impulso que tem dado ao Visual Merchandising.


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