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Reportagem: Líder do Chega assume importância de reforçar votação no distrito do Porto e atingir objetivo de governar Portugal

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O presidente demissionário do Chega que esteve, esta sexta-feira,  num hotel do Porto, numa convenção com militantes, para apresentar também a sua recandidatura aos órgãos internos do partido, reafirmou o compromisso de reforçar a votação do partido já nas próximas eleições autárquicas e atingir o objetivo de vir a governar Portugal.

“Nas presidenciais  evidenciamos que somos muito fortes, ficamos em terceiro, poderíamos ter ficado em segundo lugar, mas este é um processo que será feito passo a passo, mas há uma coisa que é certa, no distrito somos já umas das principais forças políticas e o que queremos para as autárquicas é uma representatividade condizente com esse estatuto de sermos já uma das principais forças políticas. Queremos eleger vereadores, deputados municipais, eventualmente presidentes de câmara e assegurar representatividade em todo o país para que o partido não seja visto como um partido de Lisboa, do centro do país, mas que está próximo das populações que têm autarcas que respondem aos problemas das comunidades, quer como deputados municipais, quer como vereadores”, disse, afirmando que o objetivo do partido passa por criar uma rede por todo o território nacional para mostrar que tem um discurso em que as pessoas se reveem.

“Mas também que temos pessoas, alguém que luta pelos seus interesses, que procura dar respostas às suas questões”, disse, adiantando que é difícil para um partido que não tem ainda implantação autárquica conseguir dar esse salto de forma imediata.

“Não vou estabelecer metas, nem dizer que vamos ficar em segundo ou terceiro. Sabemos que é difícil um partido que não tem implantação autárquica conseguir dar esses salto de forma imediata, mas queremos estar condizentes com o estatuto que temos nas sondagens e diria que ser uma das principais forças políticas no distrito do Porto é o nosso objetivo”, frisou, sustentando que o processo das autárquicas não está fechado.

“Estamos a trabalhar nesse sentido, existe uma equipa de coordenação autárquica, estamos a dialogar com várias personalidades, nos próximos meses será feito esse anúncio, quem serão os candidatos no distrito do Porto e na cidade do Porto”, acrescentou, sustentando que o Chega quer ir a votos sozinhos para medir a forma do partido.

“Queremos ir sozinhos para medir a nossa força, apresentar as nossas propostas e perceber a força que os portugueses nos dão. Outra coisa diferente é o cenário pós-eleitoral. Pode ser preciso para assegurar a governabilidade de alguns dos municípios e aí não falharemos como sempre à chamada”, afiançou.

André Ventura, na sua intervenção, não poupou críticas aos sistema instalado e mesmo ao Governo, garantindo ter como objetivo vencer as eleições de março e o congresso e assumir-se como candidato a primeiro-ministro.

“É um objetivo exequível . Sabemos que a política em Portugal está a mudar rapidamente. Neste momento, somos a terceira força, mas queremos ser a segunda, não vai ser fácil. Há dois partidos implantados no sistema há muito tempo que asseguram a maior parte do eleitorado, mas tal como conseguimos chegar aqui, achamos que é possível chegar ao segundo lugar. Foi mais fácil chegar ao terceiro do que agora lutar pelo segundo ou pelo primeiro, mas é um objetivo perfeitamente fazível. A nossa força cresce todos os dias, somos um partido com mais militantes em Portugal, vamos ser uma surpresa nas autárquicas como fomos nas presidenciais e acredito que em breve chegaremos ao Governo de Portugal”, manifestou, justificando a força do Chega com o facto das pessoas terem entendido que à uma pessoa e um partido que diz o que todos sentem, que se reveem nesse partido.

“Essa autenticidade, o não ter medo do politicamente correto é a nossa maior força”, afirmou.

Diogo Pacheco de Amorim, o número dois do Chega, referiu que a recandidatura de André Ventura às eleições diretas, agendadas para 06 de março, era uma decisão esperada e aguardada pelos militantes uma vez que o líder do Chega não ficou em segundo lugar, à frente da candidata Ana Gomes, para as eleições presidenciais, como tinha prometido, tendo na sequência da sua demissão devolvido a decisão de continuar à frente do partido aos militantes.

“Era esperado que se candidatasse. Tem muitos anos ainda pela frente ”, adiantou, reforçando a intenção do partido concorrer a todas as autarquias no escrutínio agendado para setembro, às freguesias e assembleias de freguesia onde tal seja possível e obter um “bom” resultado.

“O principal objetivo é implantar o partido no terreno, medir a nossa força e a nossa capacidade de estar no terreno”, afiançou, reconhecendo que as autárquicas  são eleições diferentes das eleições que foram disputadas em janeiro.

“Estamos a falar de um escrutínio diferente, complexo, um desafio para um partido que tem um ano e esperamos que nos corra bem este desafio, assim como o próximo desafio das legislativas”, vincou, declarando que é, também, objetivo do partido reforçar a votação no distrito do Porto.

“Sabemos que as equipas que estão no terreno serão capazes. Vamos ter eleições para a distrital, o processo autárquico só poderá iniciar depois dessas eleições, mas a partir daí seja quem for o escolhido espero que ganhe em prol do partido numas eleições que são fundamentais. É fundamental que o partido ganhe raízes no Porto  para a partir daí se possa desenvolver e crescer”, precisou, desejando que o líder continue com a liderança incansável que tem trazido ao partido, faça uma liderança sem falhas e uma capacidade de afirmação do partido a nível nacional.

“É um facto que é graças a André Ventura, atualmente, o Chega está no centro da vida política nacional e isso é visível até nos noticiários diários. O partido está, neste momento, no cruzamento de todos os caminhos da política portuguesa. É aí que esperamos que continue sendo eleito e será eleito seguramente”, confessou, sublinhando que as eleições presidenciais vieram confirmar o Chega como um os principais partidos do espetro político-partidário nacional.

”Não contávamos ter uma votação tão equitativamente distribuída a nível nacional. Foi uma surpresa agradável e esperamos que agora se consolide nas eleições autárquicas”, recordou.

Rui Afonso, da Comissão Política Concelhia do Chega Porto, concordou que sendo André Ventura, o holofote do partido, figura que tem desbravado caminho, o partido é feito nas bases, nas secções de freguesia e nas secções concelhias e é aí que o partido deve apostar, reiterando que o partido pretende apresentar candidaturas em todos os municípios.

“É um passo fundamental para o partido se deslocar para o grande eleitorado”, retorqui, enfatizando que o partido pretende fazer três convenções autárquicas, uma no norte, outra no centro e outra no sul, com o objetivo de formar as pessoas para que estas estejam aptas para avançar para o processo eleitoral.

Rui Afonso confirmou que além de alargar a base de militantes no distrito do Porto, o partido tem como metas fazer política local, sendo imperioso que tenha representatividade nos 18 concelhos.

O vice-presidente do partido, Nuno Afonso afinou pela mesma tónica quanto aos objetivos no distrito, assumindo que a zona Norte e o distrito do Porto são prioridades existindo ainda margem para o partido crescer a região.

Falando do processo autárquico, Nuno Afonso reconheceu que o processo está mais demorado até porque a distrital está demissionária e vai a votos.

O segundo vice-presidente reconheceu, ainda, que é impossível dissociar André Partido daquilo que são os resultados do Chega, estando o partido “dependente dele”.

Pedro Moura, coordenador do partido no Vale do Sousa, clarificou que André Ventura é a voz do partido não apenas no distrito do Porto, mas no país, pelo que era expectável que depois da demissão avançasse como candidato às diretas.

Pedro Moura estabeleceu, também, como objetivo para as autárquicas reforçar a presença do partido no distrito, garantindo que o partido duplicou o número de militantes, tendo o partido tido quase 10% no distrito nas últimas autárquicas.

“Com as concelhias e as freguesias formadas vamos assistir a um aumento nas autárquicas”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de vir a encabeçar uma candidatura, Pedro Moura foi perentório: “Isso está fora de questão porque não vou ser candidato a nada, nem a nenhuma câmara. Nunca fui político e estou no partido com a convicção e o dever de ajudar o país e ajudar o André Ventura e o Chega a irem o mais longe possível, a formar as melhores equipas, os melhores candidatos”, concretizou, admitindo que vai ajudar o partido a conseguir o objetivo de estar representado em todas as concelhias e freguesias, mas também mobilizar o partido para que André Ventura venha a ser eleito primeiro-ministro.


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