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Petição pela vacinação de todos os médicos já tem mais de 9000 assinaturas

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A petição pela vacinação de todos os médicos, cujo  bastonário da Ordem dos Médicos, é o seu primeiro subscritor, já tem mais de 9000 assinaturas.

A petição endereçada ao primeiro-ministro, destaca que o “plano de Vacinação contra a Covid-19 arrancou há um mês e meio e elegeu os profissionais de saúde como o primeiro grupo prioritário. Contudo, decorrido este tempo, muitos médicos continuam por vacinar, enquanto se assiste ao arranque da vacinação noutros grupos que não estavam inicialmente previstos. Esta situação é inaceitável e representa também um entrave no acesso dos doentes a cuidados de saúde, pelo que a Ordem dos Médicos lançou esta semana uma petição pela vacinação imediata dos médicos, sendo o bastonário o primeiro subscritor”.

Em comunicado que se encontra publicado no site da Ordem dos Médicos,  a instituição recorda que “as prioridades definidas pela OMS e pela Comissão Europeia, e que foram também assumidas pela DGS, não estão a ser cumpridas”.

A Ordem assume que os “profissionais de saúde continuam longe de estarem todos vacinados. De resto, o mesmo acontece com os portugueses com idade igual ou superior a 80 anos”.

O texto da petição sustenta “que o grupo dos cidadãos com 80 ou mais anos de idade devem ser também prioritários por serem aqueles em que a taxa de mortalidade por Covid-19 é inequivocamente mais elevada (cerca de 14%)”.

O mesmo texto insiste que “corrigir a condução política errática e em ziguezague do dossier das vacinas Covid-19 é, neste momento de crise, uma decisão prioritária. Não podemos continuar a empurrar o país para uma situação ainda mais crítica ao nível da saúde dos doentes Covid e não Covid”, refere o texto que pede “respeito, rigor, transparência e equidade no processo de vacinação. Vacinar todos os médicos, de acordo com as prioridades definidas a nível nacional e internacional”.

O texto da petição esclarece que a”situação da pandemia é crítica e está a exigir de todos os médicos um esforço sem limites, com impacto brutal nos níveis de burnout e sofrimento ético”, recordando que .a “forma como tem sido gerido o Plano de Vacinação Covid-19 não está a honrar o nosso país e as vergonhas que se têm vindo a acumular ultrapassam o limite do aceitável”.

A petição relembra que “as prioridades definidas pela OMS e pela Comissão Europeia, e que foram também assumidas pela DGS, não estão a ser cumpridas. Os profissionais de saúde continuam longe de estarem todos vacinados. De resto, o mesmo acontece com os portugueses com idade igual ou superior a 80 anos. No caso dos médicos, pelo que sabemos através da comunicação social, faltam ser vacinados a maioria (cerca de 70%) dos que trabalham no SNS e a imensa maioria (cerca de 90%) dos que trabalham fora do SNS”.

A petição declara, ainda, que “os primeiros grupos prioritários foram definidos com base em dois critérios principais. O grupo de profissionais de saúde que cuidam e tratam dos doentes, por depender deles a saúde de todos os portugueses, numa lógica de ética utilitária e de estarem expostos a um maior risco de infeção, critério seguido por todos os países a nível internacional. O grupo dos cidadãos com 80 ou mais anos de idade, por serem aqueles em que a taxa de mortalidade por Covid-19 é inequivocamente mais elevada (cerca de 14%). Decisões fundamentadas que não deviam deixar dúvidas a ninguém” refere o texto da petição.

o documento declara que “em Portugal, o Plano de Vacinação Covid-19 foi apresentado publicamente referindo os médicos e os outros profissionais de saúde como o primeiro grupo prioritário. A norma da DGS 002/2021 de 30/01/2021 confirma que os profissionais de saúde devem estar na primeira linha da fase 1 dos grupos prioritários para receberem a imunização. Porém, desde o primeiro anúncio, têm-se multiplicado os relatos de vacinações a decorrerem de forma acrítica e distinta de instituição para instituição”.

Os subscritores da petição reiteram o que consideram ser uma “indignação”, “pelo facto de muitos milhares de médicos ainda não terem sido vacinados, estando a ser excluídos no Plano de Vacinação”

“Sendo as vacinas contra a Covid-19 um bem escasso exclusivo do Estado, não podemos deixar de transmitir a nossa indignação, pelo facto de muitos milhares de médicos ainda não terem sido vacinados, estando a ser excluídos no Plano de Vacinação. A falta de transparência e equidade não favorece um processo de vacinação que deveria transmitir confiança e esperança a todos os portugueses. O Plano de Vacinação não está a respeitar aqueles que salvam vidas todos os dias. Não vacinar os médicos representa limitar o acesso dos doentes a procedimentos diagnósticos e terapêuticos (como consultas, exames ou cirurgias). Por cada médico que fica doente ou em isolamento profilático, muitos doentes (Covid e não Covid) ficam com a sua saúde cada vez mais comprometida”.

O texto da petição reforça que não podemos “continuar a empurrar o país para uma situação ainda mais crítica ao nível da saúde dos doentes Covid e não Covid.

“Corrigir a condução política errática e em ziguezague do dossier das vacinas Covid-19 é, neste momento de crise, uma decisão prioritária. Não podemos continuar a empurrar o país para uma situação ainda mais crítica ao nível da saúde dos doentes Covid e não Covid. No SNS a maioria dos médicos não foi vacinado contra a Covid-19. O mesmo acontece nos setores privado e social. Com isso, para além de colocar em risco a saúde e a vida destes profissionais e dos seus familiares, arriscam-se os escassos meios humanos disponíveis que, como se constata, são imprescindíveis no combate a esta calamidade que assola o país”, aludem os subscritores.

“Não vacinar todos os médicos é condenar os doentes a ficarem sem acesso a cuidados de saúde, fazendo perigar ainda mais o direito à saúde constitucionalmente protegido. Não vacinar todos os médicos é discriminar e violar o princípio da igualdade consagrado no artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa. Não vacinar todos os médicos e os outros profissionais de saúde, invertendo as prioridades previamente estabelecidas, é violar o princípio da prossecução do interesse público tal qual foi previamente estabelecido pelo próprio Governo – de acordo com as recomendações europeias – no Plano de Vacinação Covid-19”, acrescenta o documento que assume que a petição foi avança que os subscritores da mesma integram “um movimento solidário na defesa da saúde das pessoas”, concretizam.


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