Novum Canal

mobile

tablet

Deputado penafidelense adverte para situação humanitária grave que se vive em Moçambique

Partilhar por:

O deputado penafidelense, António Cunha, advertiu, esta quarta-feira, na Assembleia da República,  numa interpelação ao Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sobre a crise humanitária que se vive em Cabo Delgado, Moçambique, para a necessidade de Portugal e dos restantes países da União Europeia assumirem uma estratégia  que possa colocar um ponto final a este problema.

“O primeiro-ministro anunciou no âmbito da presidência do Conselho da União Europeia que entre os tópicos prioritários, um deles seria atribuir especial atenção à dinamização e densificação do relacionamento União Europeia/África. O próprio ministro referiu também  que o apoio a Moçambique é uma das prioridades da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia. Ora, precisamente, no norte de Moçambique, em Cabo Delgado, existem os ingredientes para uma tormenta humanitária perfeita: subdesenvolvimento, fome, migrações, refugiados, negligência, pobreza a que se junta um conflito violentíssimo que se arrasta há demasiado tempo. Continua o cenário de horror e de devastação com casas roubadas, destruídas e depois incendiadas, pais que não podem mandar as crianças para a escola, funcionários públicos que recusam  ir trabalhar tal é o nível de insegurança e de medo”, disse.

António Cunha  assumiu que Portugal, a União Europeia e a comunidade internacional não podem continuar a assistir passivamente à situação humanitária “gravíssima” que se verifica no norte de Moçambique.

“Apesar de tudo isto o alto representante da União Europeia para a política externa, Josep Borrell , foi incapaz de se deslocar a Moçambique, mas o senhor ministro esteve lá e referiu que era necessário aproveitar todos os momentos para recolher o máximo de informação e também para recolher todas as impressões, sugestões, perspetivas, propostas necessárias para ponderar e para que apoio seja efetivo e se realize o mais brevemente possível.  Ora, Portugal, a União Europeia e a comunidade internacional não podem continuar a assistir passivamente à situação humanitária gravíssima que se vive em Cabo Delgado sem agir com firmeza e diligência”, disse, sustentando que é necessário que essa ajuda passe para o estado moçambicano, na sua responsabilidade, garantir a segurança da população de Cabo Delgado.

“É urgente que se aproveite a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia para colocar definitivamente na agenda a crise humanitária de Cabo Delgado numa urgente e efetiva resposta à crise humanitária aquela região”, avançou.

O deputado penafidelense, eleito pelo círculo eleitoral do Porto, apontou, também, como sendo fundamental que Portugal contribua para apoiar o Governo de Moçambique na identificação de necessidades e que “respeitando Moçambique, como estado soberano, se promova o envolvimento das organizações multilaterais, regionais, dos países vizinhos e da sociedade civil moçambicana”.  

“É preciso que o processo de elaboração de uma nova estratégia da cooperação portuguesa  seja a oportunidade, no âmbito da cooperação bilateral, de Portugal contribuir a prazo para a pacificação e desenvolvimento de Moçambique e em especial de Cabo Delgado. É fundamental que Portugal se possa comprometer no sentido de que o problema não seja esquecido e para que haja ações concretas que promovam o cessar da violência”, avisou, questionando o ministro sobre qual é o ponto da situação relativamente a Cabo Delgado e qual o apoio efetivo que está a ser prestado pela União Europeia e pelo Governo português a Moçambique.  


Partilhar por:

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!