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Obras no Museu Carmen Miranda decorrem a bom ritmo. Equipamento quer reunir espólio da artista e realçar caráter da emigração (C/ Vídeo)

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O executivo municipal do Marco de Canaveses efetuou, hoje, ao início da tarde uma vista às obras de requalificação do Museu Carmen Miranda, na semana em que se completam os 112 anos do nascimento da artista.

A presidente da Câmara do Marco de Canaveses, Cristina Vieira, realçou que obra está a decorrer dentro daquilo que eram as expectativas traçadas, havendo até a possibilidade do prazo de execução ser antecipado para junho.

“Pelo que o empreiteiro afirmou vamos até ter a oportunidade de antecipar o prazo de conclusão da obra. Mesmo com a pandemia, o empreiteiro que é do Marco de Canaveses, não teve quaisquer constrangimentos que tivessem implicações diretas na execução da obra, conseguiram até ultrapassar todos os constrangimentos”, disse, salientando que o equipamento está orçado em cerca de um milhão e 100 mil euros que excluiu o projeto expositivo e algum do mobiliário que vai ser colocado neste espaço.

“Este espaço museológico vai ser adaptado à dimensão internacional de Cármen Miranda. Trata-se de um novo museu, com muita imagem, dinamismo, som e cor”

A chefe do executivo recordou que a autarquia está, neste momento, a realizar o projeto expositivo, num trabalho que tem contado com o apoio do diretor regional de cultura do Norte, António Ponte, que além  de constituir um tributo à famosa artista do Marco de Canaveses, cuja carreira artística se notabilizou em diferentes domínios artísticos, pretende realçar o caráter dos emigrantes no concelho.  

“Temos contado com a colaboração de António Ponte, Diretor-Geral da Cultura que nos deu o fio condutor e nos tem ajudado. Este equipamento começa com a Cármen Miranda como emigrante, queremos realçar o caráter dos emigrantes que são também importantes neste concelho. Este espaço museológico vai ser adaptado à dimensão internacional de Cármen Miranda. Trata-se de um novo museu, com muita imagem, dinamismo, som, cor e queremos que as pessoas sintam a Carmen Miranda”, expressou, sublinhando que o projeto expositivo está a ter, também, a colaboração da secretaria das comunidades portuguesas.

“Temos tido alguns contactos  com o Governo Federal do Rio de Janeiro, estamos a contar com um corpo diplomático para fazer esses contactos, mas não tem sido fácil devido aos constrangimentos e alguma insegurança daquilo que é o corpo diplomático e do Governo do Brasil, mas temos conseguido estabelecer estes contactos que começaram há ano e meio atrás e espero  que culminem na possibilidade de trazer algum do espólio que está hoje no Museu Cármen Miranda no Brasil para que este Museu tenha também esse espólio da cantora e artista”, defendeu, sustentando que é objetivo do executivo municipal fazer do Marco um marco turístico com a Cármen Miranda e projetar aquela pequena notável a nível internacional com este museu.

Segundo a Câmara do Marco de Canaveses, “o projeto apresentado prevê a instalação do Museu Carmen Miranda onde funcionavam a antiga Biblioteca Municipal Poeta Joaquim Monteiro e o antigo Museu Cármen Miranda. Os edifícios são simétricos e possuem uma traça do estilo “Brasileiro”, descritos como edifícios de arquitetura civil oitocentista”, sendo que o novo museu resultará da “unificação dos dois edifícios, tornando-os num equipamento comum ao qual é acrescido um terceiro volume de ligação e ampliação do espaço”.

“Projeto propõe a abertura de todo o complexo ao exterior. Pretende-se trazer o mundo exterior para o interior, e vice-versa, provocando uma relação entre a cidade e o museu”

De acordo com o município “os acessos ao equipamento serão efetuados pela Alameda do Dr. Miranda da Rocha, sendo caracterizados por três tipos de acessos distintos: acesso principal ao equipamento, provocando a entrada no novo volume ao nível do piso zero, do público em geral. Nesta zona está prevista a implantação do busto existente da Carmen Miranda no antigo museu, bem como réplicas da laje “Estrela da Carmen Miranda” (situada no passeio da fama em Holywwod Boulevard) e painel com “Assinatura e Mãos” da Carmen Miranda (situado no Grauman’s Chinese Theatre); um acesso secundário à zona de bar/cafetaria e esplanada, localizado na zona Sul do terreno, por intermédio de escadas promovendo a abertura deste espaço ao exterior e um acesso de serviço, na zona Norte do terreno, de forma a permitir cargas e descargas para o museu, bem como o acesso de funcionários do mesmo”.

A câmara municipal clarifica que “o projeto propõe a abertura de todo o complexo ao exterior. Pretende-se trazer o mundo exterior para o interior, e vice-versa, provocando uma relação entre a cidade e o museu. Para além da entrada de serviço e da entrada do bar/cafetaria, prevê-se a retirada do gradeamento existente, o rebaixamento do muro e a abertura franca da entrada principal de forma a poder trazer o equipamento para o exterior, abrindo-o à comunidade”.

Quanto ao interior, o executivo municipal esclarece que “optou-se por uma tipologia de museu em “arranjo linear” com um conceito de “início>meio>fim”. Ou seja, partindo da zona de entrada/receção e através do acesso vertical previsto, pretende-se que o visitante inicie a experiência percorrendo o espaço central proposto do piso um. A visita continua pelo espaço do novo volume, passando pelo piso um do antigo museu”.

Ao nível da distribuição espacial, “o piso zero, nos seus espaços laterais prevê a criação de espaços conexos de apoio: na zona da antiga biblioteca está prevista a zona de receção, junto à entrada principal, que distribui para o percurso expositivo (piso um) ou para o espaço multiúsos previsto no piso zero ou, em alternativa, para a área de descanso e social (bar/cafetaria) e Espaço de Serviço Educativo. Nesta zona social são propostas duas áreas – bar com esplanada e a zona de loja para venda de merchandising. O bar/cafetaria terá uma possibilidade de acesso direto a partir do exterior uma vez que é previsto um acesso, por intermédio de escadas, junto à Alameda do Dr. Miranda da Rocha. Este acesso pretende criar uma franca abertura do equipamento à sociedade em geral, tornando o espaço atrativo do ponto de vista urbano”.

Na zona do antigo museu, “será criada uma entrada de serviço que servirá a zona de cargas e descargas, armazém, instalações de pessoal e a área administrativa. No mesmo piso e edifício, ficará instalada a Loja Interactiva de Turismo com entrada, a criar, voltada para o acesso principal central do equipamento. Será ainda instalada neste edifício a zona administrativa ao nível do piso 0 e, no piso 1, uma área de exposição permanente mais reservada e com ligação à grande área de exposição”.

-Na área central do novo edifício “situar-se-á uma zona de exposição temporária que poderá funcionar também como um espaço de receção ou, no caso de eventos singulares, um espaço de grande foyer. No fundo, este espaço terá um caráter multiusos. No piso um deste novo volume, está previsto o grande espaço expositivo de permanência e um espaço de apoio logístico.

Quanto aos conteúdos, o novo museu prevê “complementarmente à estrutura física do edifício, pretende-se que sejam instalados meios auxiliares de exposição com recurso a nova tecnologias. Em substituição dos equipamentos tradicionais de exposição, e tendo em conta o cariz de espetáculo de Carmen Miranda e a sua jovialidade, recorrer-se-á a tecnologia digital e multimédia de forma a potenciar exposições interativas, versáteis e dinâmicas, que induzam o interesse dos utilizadores quer pela novidade, quer pela modernidade”.

“As exposições com recurso a vídeo, hologramas, videomapping no exterior, instalações interativas, realidade virtual, etc, são alguns dos exemplos de conteúdos a explorar”, acrescenta o  comunicado que nos foi enviado que concretiza que pretende-se “um edifício simples, de fácil manutenção e com a versatilidade explorada ao máximo. Por outro lado ainda, pretende-se que este equipamento seja um parco consumidor de recursos”.

“Antevendo a sustentabilidade e futura dinamização e operacionalização do equipamento, haverá uma distribuição que permite a utilização independente ou conjunta dos três edifícios. O facto de existirem áreas programáticas em núcleos correspondentes ao espaço físico dos edifícios permite que a utilização seja feita de forma conjunta ou parcial: a área administrativa localiza-se toda num piso/edifício; a antiga biblioteca poderá ter um programa independente tal como o Espaço de Serviço Educativo, que poderá funcionar de forma independente do museu usando apenas os espaços de apoio deste. Da mesma forma, ao nível do piso um, o novo volume a criar contempla a área de exposição permanente – espaço amplo – que poderá ser subdividida com recurso a painéis amovíveis ou de componente interativa”, confirma a nota de imprensa que nos foi endereçada.


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