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Jovem cientista de Penafiel fala do papel das mulheres na ciência e na investigação (C/ Vídeo)

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Beatriz Vinha, jovem natural de Penafiel, é uma das jovens promessas na área da investigação marinha e dos oceanos.

Com vários trabalhos realizados nesta área, no dia em que se assinala Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência, o Novum Canal esteve à conversa com esta jovem investigadora, licenciada em biologia e com mestrado marinha internacional em Biodiversidade e Conservação Marinha, sobre o papel das mulheres  na área da ciência e da investigação.

Falando dos objetivos da efeméride que passam por alertar para a desigualdade de género que penaliza as oportunidades e carreiras das mulheres nos domínios da ciência, da tecnologia e da inovação, Beatriz Vinha confirmou que na área da biologia marinha o déficit de representatividade de género não será tão significativo como noutras áreas.

“Sempre fui inspirada por melhores cientistas e mesmo o projeto de que faço parte e que sou vice-presidente,  Ocean Hub Portugal, é um grupo voluntário criativo de jovens ambientalistas, estudantes e ativistas que pretendem criar uma nova cultura do oceano em prol de um futuro sustentável em Portugal, é constituído por mulheres cientistas e investigadoras e sou embaixador de um outro projeto que tem como objetivo dar voz às mulheres na conservação dos oceanos. No meu mestrado a minha orientadora era mulher e estou a fazer o doutoramento e duas das minhas orientadoras são também mulheres”, disse, salientando que esta é a sua perceção enquanto cidadã europeia, admitindo que noutras partes do globo esta representatividade possa não estar tão presente.

Beatriz Vinha realçou que apesar das assimetrias que possam existir noutras regiões e países do globo, Portugal é dos melhores ao nível da representativa das mulheres em domínios como a ciência, as tecnologias e a investigação.

“57% das estudantes nas ciências são mulheres sendo que no mundo este número é de apenas 28%, o que demonstra que Portugal está acima da média e é motivador saber que existe uma elevada representatividade das mulheres na ciência”, frisou, sustentando, por outro lado, que cerca de 70% das pessoas em Portugal, sem qualquer nível de escolaridade são mulheres e defendendo um maior acesso à escolaridade.

“Ainda existe no mundo muita desigualdade de género no acesso à educação. Queria levantar a bandeira da Malala ganhou o Prémio Nobel e é a mais jovem ativista na defesa pelo acesso à educação das jovens. Mais de 100 milhões de meninas não têm acesso à educação”, expressou, sustentando que é importante inverter esta realidade.

Beatriz Vinha relevou, também, a aposta na literacia científica desde logo a partir dos primeiros anos de escola.

“No projeto SOA Ocean Hub Portugal um dos meus propósitos é precisamente despertar a curiosidade pelos oceanos, enquanto ativo, o que representam para a humanidade, numa altura em que o nosso planeta continua a ser ameaçado. Este trabalho, que é feito junto deste público, é vital para que comecem desde muito cedo a despertarem para esta realidade e comecem a criar consciência dos problemas, mas também  uma apetência pelo conhecimento científico, nesta área e noutras e, sem dúvida, que a escola tem também um papel predominante neste sentido”, frisou, sublinhando que é, igualmente, fundamental que mulheres investigadores em domínios como o da sustentabilidade ambiental possam também ocupar cargos de tomada de decisão.

“Em 2020, saiu um artigo numa revista reconhecida a nível internacional, que argumenta que, na ciência, mulheres que são orientadas no seu percurso académico por outras mulheres têm uma maior probabilidade de ter menos sucesso e produtividade científica. O artigo foi muito criticado, também devido à metodologia que utiliza para chegar a tal conclusão, e a revista acabou por retirar o artigo, pondo-o novamente para revisão”, acrescentou, enaltecendo que as mulheres têm um papel fundamental a desempenhar em diferentes domínios”, acrescentou , enaltecendo que as mulheres têm um papel fundamental a desempenhar em diferentes domínios.

Referindo-se à sua participação do SOA Ocean Hub Portugal, Beatriz Vinha manifestou que a instituição vai promover o primeiro curso, Bússola, de capacitação em formato digital em parceria com a Sciaena, iniciativa que irá contar com a presença do ministro do mar.  

“Pretendemos apoiar jovens visionários que tenham um oceano de vontade em aprofundarem as suas soluções inovadoras pelo oceano”, precisou, sustentando que o objetivo passa por fornecer as ferramentas necessárias para dar a conhecer a perspetiva de diferentes profissionais que já passaram pelo mesmo processo”, avançou.  

Beatriz Vinha tem como foco principal de estudo do oceano profundo, desenvolveu atividade em vários centros de investigação em Portugal, França e Espanha.

Frequenta o doutoramento na Università del Salento (Itália). É também, vice-presidente do Ocean Hub Portugal e embaixadora do “Global Ocean News” do “The Sirene Project”.

Refira-se que em dezembro de 2015, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou o dia 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência reconhecendo o esforço levado a cabo por um conjunto de instituições mundiais que apoiam e promovem o acesso das mulheres e das raparigas ao conhecimento, à educação e à formação, mas também para que todas participem de forma plena na investigação cientifica visando a igualdade de género na ciência.


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