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“Computadores não chegarão antes de final de março”, Fenprof

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A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) revela que os “computadores não chegarão antes de final de março”, “a tarifa social de Internet para as famílias só chegará em junho” e a “Internet móvel de banda larga nem se sabe se chegará”, numa reação ao ensino à distância que iniciou na segunda-feira.

A estrutura sindical, em comunicado que partilhou no seu site, com a designação “Uma resposta de emergência com problemas que a inépcia do governo agrava”, avança desconhecer até quando se prolongará a nova temporada de ensino a distância, tudo dependendo da evolução da situação epidemiológica.

“O que se sabe é que, segundo tem sido divulgado publicamente, os computadores não chegarão antes de final de março, a tarifa social de Internet para as famílias só chegará em junho e a Internet móvel de banda larga nem se sabe se chegará. Também ficou a saber-se que os contratos com as operadoras para as sessões de “estudo em casa”, dirigidas ao ensino secundário, estavam por celebrar e que os docentes com filhos menores de 12 anos, por estarem em teletrabalho, não terão qualquer apoio, tendo de acompanhar filhos pequenos enquanto concretizam sessões síncronas e assíncronas com os seus alunos”, refere o secretariado nacional da estrutura sindical.  

A Fenprof recorda que “confrontado, em março passado, com a falta de condições para o ensino à distância, os governantes garantiram, em abril, que perante nova emergência tudo estaria a postos para que não houvesse falhas, com computadores e internet móvel de banda larga para todos os alunos e professores. Provavelmente, convenceram-se os governantes que a sorte se iria manter do lado dos portugueses e a situação epidemiológica não se agravaria a ponto de as escolas voltarem a encerrar”.

Na mesma publicação, a Fenprof acusa o Governo de “desvalorizar” a questão do número de escolas com casos de Covid-19.

“Entretanto, foram percebendo que assim não acontecia e que o número de escolas com casos de Covid-19 crescia aceleradamente, mas, ao invés de fazerem o que era sua obrigação, optaram por desvalorizar o problema, encobrindo os números e repetindo que as escolas não eram espaço de infeção e contágio, limitando-se a reconhecer a existência de umas meras dezenas de surtos. Confirmou-se, agora, na sequência de sentença do tribunal, que só em escolas públicas do continente, sem contar com o ensino superior, houve 2933 com casos de Covid-19. Se entrarmos em linha de conta com o privado, o ensino superior e as regiões autónomas, o número é superior a três mil”, avança a estrutura sindical. Que esclarece que enviou, na segunda-feira, um ofício aos responsáveis do Ministério da Educação com situações que têm sido reportadas pelos professores e que urge regularizar, com o objetivo de contribuir para a resolução, dentro do possível, de problemas identificados.

A estrutura sindical declara que optou por “criar uma plataforma que está a divulgar junto dos docentes para monitorizar a forma como está a ser concretizado o ensino a distância e, na sequência do levantamento que for feito até final desta semana, propor soluções para os problemas identificados”.

A Fenprof reconhece que “ o ensino a distância é uma resposta de emergência com custos elevados para as aprendizagens de todos os alunos, agravados para alguns, por norma os que já sentem maiores dificuldades, que cava desigualdades profundas. Lamentável é que a inépcia do Governo agrave o problema, quando o que dele se esperava eram medidas que o atenuassem”, acrescenta a federação.

Refira-se quo o Governo, na sequência do Conselho de Ministros de 4 de fevereiro, aprovou uma resolução que possibilita “a compra imediata de mais 15 mil computadores, que vão somar-se aos 100 mil kits já distribuídos às escolas no 1.º período letivo e aos 335 mil equipamentos comprados no âmbito do programa Escola Digital, com recurso a fundos comunitários”.

“A Resolução do Conselho de Ministros, que autoriza uma realização de despesa adicional de 4,5 milhões de euros, permite responder à oportunidade de mercado que surgiu nos últimos dias. O procedimento de compra destes 15 mil computadores está já a ser desencadeado pela Secretaria-Geral da Educação e Ciência”, refere o Governo em comunicado.

O Ministério da Educação concretiza, também, que “adicionalmente, no sentido de tentar agilizar os procedimentos para ultrapassar os atuais constrangimentos logísticos no transporte internacional de carga, o Governo tem vindo a trabalhar com as empresas fornecedoras para procurar garantir que a entrega dos 335 mil computadores já comprados aconteça dentro dos prazos contratualmente previstos”, tendo sido abertas “quatro linhas de financiamento do PT2020, no valor de 14 milhões de euros, que permitem aos municípios adquirir equipamentos informáticos, como já tem sido prática, complementando o trabalho de dotação de equipamentos e conectividade no âmbito da Escola Digital”.


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