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“Todos darão o seu melhor, mas faltam equipamentos e acesso à internet a alunos e professores”, diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Machado Matos

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O diretor do Agrupamento de Escolas Dr. Machado Matos, em Felgueiras, António José Bragança, disse ao Novum Canal, no arranque d mais um ensino à distância e na sequência do fim da interrupção letiva decretada pelo Governo na sequência da prorrogação do estado de emergência e do agravamento da crise pandémica, que as expectativas, neste regresso são muitas, mas faltam ainda equipamentos e acesso à internet a alunos e professores.

“As minhas expectativas são muitas, como devem ser as de muita gente. Primeiro é preciso ter consciência que o ensino à distância é diferente do presencial e, só por isso, já se encara com expectativa como poderá decorrer. Segundo, porque esta é já a segunda vez que nos acontece este cenário num curto espaço de tempo… Será que evoluímos e melhoramos? Espero sinceramente que sim! Além disso, resta ver como todos se readaptarão a esta realidade. Acredito que tudo decorrerá da melhor forma, pelos menos no meu Agrupamento, uma vez que fizemos um vasto trabalho de articulação para a sua preparação”, disse, salientando que apenas os alunos com Ação Social Escolar do ensino secundário foram contemplados com o empréstimo de equipamento informático e acesso à internet.

Questionado sobre que tipo de dificuldades espera encontrar, o diretor do agrupamento esclareceu: “principalmente dificuldades de ordem tecnológica. Acredito que todos darão o seu melhor, como sempre o têm feito. Mas faltam ainda equipamentos e acesso à internet a alunos e professores. Apenas os alunos com ASE do ensino secundário foram contemplados com o empréstimo de equipamento informático e acesso à internet, mas ainda temos algumas dificuldades nos restantes ciclos de ensino. Todos teremos de nos adaptar e encontrar soluções. A escola acolherá presencialmente alguns alunos que necessitam desse apoio e procuraremos todas as soluções possíveis para não deixar ninguém para trás ou a um ritmo diferente”.

Interpelado se a aquisição de mais 15 mil computadores que o Governo afirmou que vão ser entregues às escolas e se estão reunidas as condições técnicas e tecnológicas para promover o regresso do ensino à distância, António José Bragança realçou que “seria um ensino à distância certamente mais universal se todos os alunos e professores tivessem as mesmas condições de acesso aos meios tecnológicos”.

“Vamos tentar apoiar de outras formas os alunos que não tenham os meios tecnológicos ou as condições de acesso necessárias, nomeadamente através do seu regresso presencial à escola onde terão uma sala com todas as condições necessárias”

“Como respondi anteriormente, a 100% não temos todas as condições de equipamentos para o ensino à distância. Felizmente, o nosso corpo docente é muito altruísta, tem demonstrado uma enorme vontade de fazer com que tudo corra pelo melhor e acredito que todos se superarão na procura de alternativas às dificuldades de ordem tecnológica que venham a surgir. Seria um ensino à distância certamente mais universal se todos os alunos e professores tivessem as mesmas condições de acesso aos meios tecnológicos. Estamos a caminhar para lá, mas nesta instabilidade em que vivemos não é fácil conseguir tudo de uma só vez”, expressou, confirmando que o agrupamento não tem 100% de alunos com todos os meios necessários.

“ Vamos tentar apoiar de outras formas os alunos que não tenham os meios tecnológicos ou as condições de acesso necessárias, nomeadamente através do seu regresso presencial à escola onde terão uma sala com todas as condições necessárias para assistir às aulas à distância e em segurança”, concretizou.

Já se vai ser possível recuperar os cerca de 15 dias que os alunos estiveram em casa privados de aprendizagens, o responsável pela Agrupamento de Escolas de Felgueiras concordou “o calendário escolar foi reorganizado, logo nenhum dia se perde”.

“As aprendizagens continuarão a acontecer ainda que adaptadas ao ensino à distância, mas o facto de os dias terem sido reintegrados no calendário escolar permite a manutenção do mesmo tempo para o ensino e aprendizagem”, precisou, manifestando que as alterações apresentadas recentemente pelo Ministério da Educação de fazer reajustes no calendário escolar, com aulas no  Carnaval, Páscoa e terminar ano letivo acabar cinco dias mais tarde, foi a solução encontrada para dar tempo às escolas de se reorganizarem no ensino à distância, não se perdendo, desta forma, nenhum dia do calendário escolar.

“ Foi uma boa opção. Permitiu que os professores e direções se reunissem, programassem e articulassem as melhores estratégias para a retoma do ensino à distância. Assim, com mais calma, após estes 15 dias, todos poderão regressar às suas tarefas escolares sem o sobressalto do ano passado e já com os planos devidamente definidos”, acrescentou.


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