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Covid: último relatório de monitorização das linhas vermelhas com tendência estável

OM, SIM e Federação Nacional dos Médicos advertem para “ falta de organização do processo de vacinação”

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Fotografia: DGS

A “falta de organização do processo de vacinação coloca em risco os cuidados de saúde à população coloca em risco os cuidados de saúde à população”, referem a Ordem dos Médicos  (OM) em comunicado de 27 de janeiro, que partilhou no seu site oficial, num texto que é também subscrito pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM).

Segundo as três instituições, o objetivo de vacinar todos os profissionais de saúde na primeira fase, como tinha sido anunciado pelo Governo, está longe de ser atingido.

“O Ministério da Saúde anunciou que iria arrancar a primeira fase do Plano de Vacinação Covid-19 com os médicos e profissionais de saúde, cumprindo as normas da União Europeia. Anunciou ainda a intenção de vacinar todos os profissionais de saúde na primeira fase. Um mês volvido, estamos muito longe de cumprir esse objetivo”, lê-se no respetivo comunicado que esclarece que “a Ordem dos Médicos (OM), o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) têm recebido milhares de contactos dos seus associados, reclamando o direito a ser vacinados de acordo com as prioridades anunciadas e preocupados com a falta de informação e desorganização, e exigem que todos os médicos sejam vacinados”.

As três instituições declararam que “menos de metade dos profissionais do SNS estão vacinados”.

“Em hospitais como Alcoitão, Ortopédico da Parede, SAMS, Cruz Vermelha, misericórdias e hospitais e consultórios privados por todo o país, os profissionais de saúde não fizeram sequer a primeira dose, a que se juntam os prestadores das atividades de risco, de limpeza e segurança. Com isso, para além de colocar em risco a saúde e a vida dos profissionais de saúde e seus familiares, arriscam-se os escassos meios humanos disponíveis para combater a calamidade que assola o nosso SNS”, referem.

A OM, FNAM e SIM expressam, também, a sua indignação pelo “facto de muitos milhares de médicos estarem a ser renegados no plano de vacinação”.

Fotografia: Sindicato Independente dos Médicos

“Sendo as vacinas contra a covid-19 um bem escasso, da responsabilidade do Estado, vimos desta forma expressar a nossa indignação, pelo facto de muitos milhares de médicos estarem a ser renegados no plano de vacinação, num processo cuja falta de transparência e equidade é indisfarçável. A situação é grave tanto para os médicos do SNS, como para os médicos que não pertencendo aos quadros do SNS e que todos os dias contactam doentes, nomeadamente doentes infetados. Por cada médico infetado ou contacto de alto risco, além do impacto no próprio e na sua família, ficarão por realizar muitas consultas, exames e cirurgias, e aumenta ainda mais a pressão sobre os serviços de saúde. Não vacinar todos os médicos é condenar os doentes a ficarem sem acesso a cuidados de saúde”, sustentam estas três entidades que advertem: “esta situação torna-se ainda mais grave quando, por decisão da tutela, já somamos quase um ano de atraso de assistência a muitos doentes “não Covid”, com o consequente impacto na sua morbilidade e mortalidade”.

A OM, A SIM; a e FNAM concordam que a “vacinação pandémica é estratégica para a recuperação do sistema de saúde, para a retoma económica e para a recuperação de Portugal como um todo. Gerir este dossier crítico sem transparência e de forma propagandística, de anúncio em anúncio, é condenar-nos a todos a um confinamento sem fim à vista e a uma situação insustentável”, avançando que “para proteger a saúde dos doentes, muito em particular dos mais frágeis, os médicos precisam de ter o seu direito à saúde também assegurado pela tutela”.

“A OM, o SIM e a FNAM vão exigir às autoridades competentes um ponto de situação oficial sobre a vacinação dos médicos por região e local de trabalho, e denunciar e reclamar junto das autoridades nacionais e internacionais a tremenda injustiça, de consequências imprevisíveis, a que temos vindo a assistir”, acrescentam as três instituições.


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