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Legalização da eutanásia aprovada por maioria na Assembleia da República

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Fotografia: Assembleia da República

A Assembleia da República aprovou, ao início da tarde, com 136 votos a favor a legalização da morte medicamente assistida. Os grupos parlamentares do PS e do PSD deram liberdade de voto aos respetivos elementos de cada uma das bancadas.

José Luís Ferreira, deputado do partido ecologista os Verdes, referiu-se à lei da eutanásia com sendo “equilibrada”, “sensata” e “justa”, manifestando que a mesma garante o cumprimento dos critérios legais.

O deputado dos Verdes esclareceu  que o seu partido irá continuar a defender os investimento necessários nos cuidados paliativos

Isabel Moreira, PS,  concordou que a lei, hoje, aprovada no plenário, é uma “lei tolerante, plural” que acolheu as escolhas de vários atores e agentes da sociedade, tendo sido o culminar de intensos debates abertos à sociedade civil e que contaram com o contributo de instituições e várias entidades

Falando da Lei da Eutanásia, Isabel Moreira avançou, ainda, que esta é o resultado de um processo “sério” e “aberto” que foi debatido na especialidade, integrou vários contributos e que cujo resultado final espelha a pluralidade democrática desses mesmos contributos.

A deputada socialista, na sua intervenção, disse que o PS não deixou ninguém para trás e que o grande teste da civilização é o da tolerância

André Silva, PAN, concordou que a aprovação final da lei foi precedida de um intenso e informado debate social e político, atestado pelo Presidente da República, que contou o com os contributos de vários atores e agentes e quadrantes da sociedade civil.

O deputado manifestou que a aprovação da lei traduz o sentimento geral dos portugueses, é uma decisão “definitiva com efeitos irreversíveis”, que envolveu vários partidos, entidades que fizeram uma lei “justa e rigorosa”.

André Silva precisou que o  Parlamento não se deixou obstaculizar pelo medo, alargou liberdades e cuidou dos mais vulneráveis.

“Uma vida que se vive por inteiro incluiu por inteiro o seu fim”, disse, congratulando-se cm a decisão da Assembleia da República que reconhece “a última liberdade de alguém poder decidir sobre o momento mais difícil da sua vida”.

Fotografia: Assembleia da República

Telmo Correia, do CDS-PP, manifestou, por seu turno, que a aprovação da morte medicamente assistida representa uma “derrota para todos”.

“A resposta nunca é abandonar os que sofrem. Nunca é desistir. O CDS votou contra porque é um erro”, afirmou, sustentando que esta é uma lei que “permite matar vidas que pelo avanço da medicina poderiam ser salvas”.

O deputado centrista falou em “cultura de morte e suicídio”.

Telmo Correia lembrou que esta lei é “contra a deontologia e ética dos médicos  e profissionais de saúde”, sendo contra a Constituição da República Portuguesa.

O deputado do CDS-PP reiterou  a necessidade de  continuar a apostar nos cuidados paliativos dignos, reiterando que é “inaceitável que num momento em que morrem milhares de pessoas por semana, que o Parlamento tenha para oferecer uma ideia de morte. É uma indignidade, aviltante”, acrescentou.

Refira-se que a lei vai ser agora apreciada pelo Presidente da República.


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