Novum Canal

mobile

tablet

Escolas: Confap admite que nada substitui regime presencial, mas aceita decisão do Governo

Partilhar por:

Fotografia: Agrupamento de Escolas de Felgueiras

O presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), Jorge Ascensão, admitiu, em declarações ao Novum Canal, que nada substitui o ensino presencial,  mas confirma que a decisão do Governo de suspender das atividades letivas e não letivas e de apoio social, a partir de 22 de janeiro e pelo período de 15 dias acaba por ser a mais acertada face à crise sanitária e aos números exponenciais que continuam a assoberbar o país.

“Teve de ser. Era inevitável”, disse, numa alusão ao agravamento da situação da pandemia da doença Covid-19 que se tem verificado nos últimos dias, sustentando, no entanto, que a escola tem uma missão a cumprir e  é sempre mais difícil reabrir estabelecimentos quando se tomam estas decisões.

O presidente da Confap concretizou que a suspensão das atividades letivas afeta sobretudo os mais vulneráveis, os alunos com necessidades específicas (NEE), as crianças e jovens em perigo, os alunos com dificuldades de aprendizagem e também os jovens que têm objetivos traçados e necessitam do acompanhamento dos seus docentes para atingirem a sua progressão académica e de vida.

Ao Novum Canal, Jorge Ascensão insistiu na ideia veiculada, já por várias vezes,  que o ensino à distância “não funciona”, é  “muito desigual”, sendo de baixa eficácia nas aprendizagens, funcionando apenas para os discentes que têm condições para beneficiar do respetivo ensino à distância.

O dirigente destacou, ainda a este propósito, que a formação par dar o ensino à distância não são as melhores, uma vez que este dependem também do acompanhamento que os alunos têm em casa por parte dos encarregados de educação e dos pais, da concentração e de outras condições, realçando que o contacto com o professor é vital até para perceber as dúvidas dos alunos.

Fotografia: Confederação Nacional das Associação de Pais

Jorge Ascensão reforçou, por outro lado, a ideia de que as escolas não são o problema, não são o foco de transmissão da doença, reiterando que os casos relacionados com as escolas surgiram sobretudo por contágios fora das mesmas.

O líder da Confap criticou a “irresponsabilidade” de alguns, apelou à consciência cívica e à responsabilidade individual de forma a garantir o bem comum e controlar a pandemia.

Questionado  se a suspensão das atividades letivas por um período de 15 dias decretado pelo Governo será suficiente para inverter a subida exponencial da doença, Jorge Ascensão, reconheceu  que será um tempo curto, mas defendeu, apesar de tudo, que seja um tempo que dê sinais de mitigar e minimizar  a crise sanitária e inverter os números registados.

O presidente da Confap concordou, por outro lado, que é importante reduzir o tempo perdido em termos presenciais, que este interregno letivo implica, encontrar um equilíbrio, e ajustar as medidas à evolução da situação pandémica, admitindo a possibilidade de ser necessário encerrar parcialmente as escolas, optar por um ensino misto ao nível do secundário.


Partilhar por:

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!