Novum Canal

mobile

tablet

Paredes: Vereadora da Cultura mantém propósito de continuar a valorizar cultura e espaços culturais

Partilhar por:

Fotografia: Beatriz Meireles

A vereadora da Cultura da Câmara de Paredes, Beatriz Meireles, assegura que autarquia pretende  manter como metas para este ano, à semelhança do que já tinha feito no ano transato,  a valorização da cultura, nas suas diferentes vertentes, assim como a dinamização dos equipamentos culturais.

Numa altura em que o setor da cultura volta a ser  visado pelas medidas decretadas em Conselho de Ministros, na sequência da crise sanitária que continua a assoberbar  a região e o pais, com os números a subir de forma significativa, a autarca assume que a estratégia do executivo paredense foi sempre a de valorizar os atores e agentes culturais assim como os seus equipamentos.

“É verdade que o setor da cultura, acrescentamos também o setor do turismo, são dos mais atingidos pela crise sanitária. No entanto, logo na primeira vaga, quisemos demonstrar que a cultura não pode ser esquecida, lembrando, a título de exemplo: o Dia Mundial da Poesia, o 25 de Abril, o Dia Nacional do Azulejo, o Dia do Autor Português com um Ensaio sobre José Saramago. Conseguimos prever de forma atempada a abertura dos espaços culturais, que estavam encerrados em virtude da pandemia (também estão agora), avançando com a Magazine Cultura em Casa e uma solução mista com público presencial e/ou online. Assim, adaptamos toda a programação anual e os projetos existentes, muitos desde há três anos, à situação pandémica, por exemplo: Café Literário, Da casa para as famílias (com pequenas atuações de teatro ou fantoches), Noites Negras e atribuição do Prémio Literário António Mendes Moreira, Caminhar pelo Património, Descobrir Paredes, Prémio Artístico Henrique Silva, O Maior da minha Aldeia, Paredes Nyckelharpa Meeting, do Centro Português de Nyckelharpa, em parceria com o Conservatório de Música de Paredes, Workshop Património e Pintura, Orpheu Paredes Social, Espalhar Magia por Paredes…”, disse, salientando que é propósito do município  manter a mesma metodologia e estratégia de valorização este ano.

“Para este ano, seguiremos a mesma metodologia de trabalho e programação  – presencial e/ou online. Trabalhámos os primeiros meses do ano as Janeiras, o Dia dos Namorados, o Dia do Pai, o evento Primavera Festival da Flor, o Café Literário e a apresentação da Revista Cultural Orpheu Paredes, bem como todos os outros projetos que referi anteriormente. Um dos grandes projetos do ano – o Bicentenário do Nascimento de José Guilherme Pacheco (1821-2021) –  foi apresentado o programa pelo Senhor Presidente da Câmara, numa conferência de imprensa da semana passada, com atividades socioculturais, que inclui muitos dos projetos, também mencionados anteriormente, adaptados à efeméride. Para além deste, serão apresentados dois projetos culturais, cujas candidaturas foram aprovadas, mas não quero, nem devo, já revelar”, afirma.

Fotografia: Beatriz Meireles

No domínio do teatro, Beatriz Meireles adianta que a câmara municipal criou, no ano transato, o projeto Visões, com o objetivo de através das artes essencialmente da música, da dança e da poesia, dar a conhecer o património de Paredes.

“Para darmos visibilidade às mais variadas formas de expressão (teatro, escrita, dança, cinema, música, entre outras) criamos um projeto chamado Visões, em parceria com o Conservatório de Dança do Vale do Sousa, que pretende também divulgar o património cultural e a cultura. Assim, contamos com a participação de atores, declamadores, escritores, poetas, dançarinos, músicos, os Cavaquinhos de Baltar, as Bandas Filarmónicas, os Bombos, os Ranchos, entre outras entidades culturais. Para além disso, da recolha para um novo cancioneiro, projeto integrado na Culturinha Sai à Rua, iremos incluir manifestações populares nos vídeos a apresentar. Apesar de não termos permissão pelas Delegação de Saúde Local para avançarmos com o projeto Paredes no Palco (que engloba os dois Conservatórios do Concelho, o de Música e o de Dança, e os dezoito grupos de teatro amador de Paredes), a Câmara Municipal de Paredes pagou, no ano transato, os custos com os encenadores de cada grupo de teatro, no valor de 40.950,00 Euros. Assim, estaremos em condições de estrearmos, quando tivermos autorização, dezoito peças de teatro mais o evento final do programa”, avança, sustentando que o município apostou “na Astro Fingido, apoiando logisticamente e com recursos humanos as peças Terra Queimada, nas freguesias de Recarei e Aguiar de Sousa, sendo o principal parceiro ativo na candidatura que falei, mas que não quero já revelar a programação para 2021″.

“Para comemorarmos este ano o Dia Mundial do Teatro, iremos apoiar também um novo projeto desta associação: um livro sobre o espetáculo Mulheres Móveis, entre outras peças – A Torre dos Alcoforados e o Português Voador (sobre Ribeiro da Silva)”

Falando ainda do teatro, a responsável pela pasta da cultura, esclarece que a câmara municipal irá apoiar um novo projeto desta associação.

“Para comemorarmos este ano o Dia Mundial do Teatro, iremos apoiar também um novo projeto desta associação: um livro sobre o espetáculo Mulheres Móveis, entre outras peças – A Torre dos Alcoforados e o Português Voador (sobre Ribeiro da Silva)”. Contaremos com participações dos outros grupos na programação Cultura em Casa e continuaremos a relembrar o Antigo Teatro de Revista, em memória de António Mendonça, que só não foi ativo em 2020 por causa da pandemia”, acrescenta.

Questionada sobre as linhas de apoio criadas pelo Governo, nomeadamente, a “linha de apoio social”, a “linha de apoio a entidades artísticas” e a “linha de apoio à adaptação dos espaços” e da sua pertinência e eficácia para apoiar o setor  e os seus agentes, a responsável pela pasta da cultura da autarquia paredense declara que só a evolução da pandemia ditará se serão ou não suficientes.

“Contudo, entendo que, com falta de visitantes dos espaços culturais, pela impossibilidade real da pandemia, será mais evidente a degradação do património cultural. Gostava de ver mais verbas destinadas ao Património Cultural e aos Arquivos Históricos, por exemplo. Temos de conhecer para amar a cultura”.

Beatriz Meireles confirma, também, que a aposta nas exposições na Casa da Cultura vai continuar a ser um objetivo que o executivo municipal irá prosseguir.

“É uma aposta ganha, que traz, como pretendíamos, muitos artistas e a comunidade a interessar-se por cultura e pela Casa da Cultura. Assim se viu na Exposição Coletiva de artistas do Vale de Sousa “De quem ama”, inspirada num poema do Poeta natural de Baltar, Daniel Faria, cujo curador foi José Rosinhas. Para o ano 2021, temos, até ao momento, agendadas quinze exposições para as salas clássica, moderna e contemporânea. Caso a pandemia não o permita, as exposições ficam disponíveis online e os catálogos disponíveis para consulta”, afirma, recordando que: “muitos dos eventos transmitidos online no Cultura em Casa são gravados na Casa da Cultura, caso não seja possível a realização de concertos e outros eventos com público nesse mesmo espaço”.

Também no domínio a preservação e promoção do património cultural concelhio, a autarca manifesta que é objetivo e uma preocupação incluir a promoção do património cultural na programação cultural do município.

“Foi, desde a primeira hora, e é um desiderato a cumprir. Desde logo, há uma enorme preocupação em incluirmos a promoção do nosso património cultural na programação: Descobrir Paredes, Caminhar pelo Património, Revista Cultural Orpheu Paredes, Workshop Património e Pintura, Young Guitar Masters, entre outros. Quanto à preservação, defendo que são insuficientes as verbas para apoiar o património cultural e deviam ser seriamente repensadas em sede de fundos comunitários”, precisa.

“Entendo que o ano de viragem foi quando definimos, logo quando iniciámos o trabalho, uma estratégia para a cultura que engloba todo o concelho, que valoriza os investigadores, escritores, poetas, artistas locais, atores, a história e o património cultural do concelho de Paredes”

A vereadora assume, também, que desde que assumiu funções foi traçada e definida uma estratégia cultural, em diferentes áreas, que o executivo quer continuar a promover, afirmando culturalmente o concelho.

“Entendo que o ano de viragem foi quando definimos, logo quando iniciámos o trabalho, uma estratégia para a cultura que engloba todo o concelho, que valoriza os investigadores, escritores, poetas, artistas locais, atores, a história e o património cultural do concelho de Paredes. Até aqui, não havia uma agenda que o público pudesse contar, com programação para todos os espaços culturais do Município, as pessoas de todo o concelho não eram chamadas para aí estar… agora vê um poeta de Recarei a participar no Café Literário, na Biblioteca Municipal, e um artista da Sobreira e de Aguiar de Sousa a expor na Casa da Cultura, por exemplo, vê também os Amigos da Cultura de Paredes (de todo o concelho) a colaborar na Revista Cultural Orpheu Paredes. A envolvência da comunidade é um trabalho demorado, mas já se notam alguns frutos, para não dizer muitos, apesar da pandemia. Estivemos a fazer o que ainda não estava feito, muito trabalho que não se vê, por exemplo, a atualizar o catálogo na biblioteca, informatizar o catálogo completamente obsoleto, inventariar os azulejos…”, explica.   

Interpelada se defende ser necessário fazer-se um reforço dos apoios e incentivos às instituições culturais, a responsável pela pasta da cultura admite que a prolongar-se  a atual crise sanitária, a autarquia terá de “pensar em alguns apoios que eram dados a muitas das instituições culturais”.

“Se a pandemia se prolongar durante o ano de 2021, impossibilitando algumas manifestações culturais, entendo que teremos de pensar em alguns apoios que eram dados a muitas das instituições culturais, por exemplo, aos Bombos e aos Ranchos, por atuarem nas Festas da Cidade e do Concelho de Paredes. Todos os outros apoios, serão dados como até aqui, mesmo que existam menos espetáculos, atuações ou peças de teatro”, confessa, declarando que qualquer reforço da fatia do bolo a atribuir ao setor da cultura terá de ser ponderado, tendo em conta a evolução da própria pandemia.


Partilhar por:

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!