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“Tem sido difícil o reagendamento dos espetáculos”, Luiz Oliveira diretor artístico do Jangada Teatro

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Fotografia: Jangada Teatro

Numa altura em que são muitas as dúvidas e as incertezas que pairam  no setor da cultura, um dos mais fustigados e penalizados com a crise sanitária e com as sucessivas medidas restritivas que têm sido adotadas, agravadas agora por um novo confinamento e  o encerramento de vários espaços e equipamentos culturais,  o Novum Canal esteve à conversa com o diretor artístico do Jangada Teatro, Luiz Oliveira, companhia de teatro profissional, com um trajeto do  domínio do teatro  que tem sido reconhecido além e aquém fronteiras.

Luiz Oliveira, diretor artístico da companhia, confessa que tem sido  difícil proceder a reagendamento de espetáculos, mas diz acreditar que 2021 será um ano de adaptação ou readaptação a este novo paradigma, o apelidado “novo normal”.

Ao Novum Canal, o também ator e encenador da Companhia Jangada Teatro, mostrou-se convicto que a partir do segundo trimestre a situação possa melhorar.

Falando daquilo que são as expectativas da Jangada Teatro, em termos culturais, para 2021, Luiz Oliveira mostrou-se convicto que a produção cultural da companhia e os cadência de espetáculos possa voltar a ser uma realidade.

“Que possamos regressar à vida cultural que tanto nós quanto os nossos espetadores, em Portugal e no estrangeiro, vimos ansiando. 2020 foi, infelizmente, um ano de cancelamentos e/ou adiamentos”, disse, salientando que apesar da dificuldade em proceder ao reagendamento dos espetáculos, a Jangada Teatro destacou que tem já duas novas produções na calha.

Fotografia: Jangada Teatro

“Em 2021, iremos estrear duas novas produções. A primeira será “Noite de Reis” de William Shakespeare, com estreia prevista para maio. A segunda produção será “A Bela e o Monstro”, a estrear em setembro, numa parceria com a Orquestra Filarmonia das Beiras. Entretanto, devido às obras que decorrem no auditório municipal, os locais de estreia estão, ainda, por definir”, expressou.

Questionado acerca da realização do Folia, Folia Festival de Artes de Espectáculo e do Foliazinho, dois eventos referência da companhia,  Luiz Oliveira realçou que a edição do Folia está prevista para finais de junho e início de julho, num formato de rua.

Já o Foliazinho decorrerá na primeira semana de dezembro.

“Sim, logo que o auditório municipal reabra, depois das obras de ampliação e manutenção”, referiu, sustentando que a companhia tem na calha outros projetos até ao final do ano, mas que estão dependentes da evolução do surto pandémico.   

“Estamos a planear alguns novos projetos, contudo, na incerteza da sua efetiva concretização, motivado pela situação atual, preferimos aguardar a sua divulgação, num momento que se verifique mais oportuno”, atalhou, sublinhando que 2021 será um ano sobretudo de adaptação.

“Será, certamente, um ano de adaptação ou readaptação a este novo paradigma, o apelidado “novo normal”. Mas, principalmente uma reaprendizagem no modus operandi artístico pós-Covid”, concretizou.

O ator reconheceu que existe uma vontade e necessidade efetiva do público afluir aos espetáculos ao vivo, manifestando que a peça “Pinóquio” que o Jangada Teatro apresentou em várias salas, na reta final de 2020, acabou, apesar de tudo, e depois de ter sido adiada desde Março, por ter excelente aceitação por parte do público.  

“O espetáculo “Pinóquio”, adiado desde março, estreou, entretanto, em outubro, com elogios rasgados do público. Este “Pinóquio” vem, ainda, contando com a participação da Orquestra Filarmonia das Beiras, o que resulta num espetáculo completo de teatro, música, luz e cor. Um deslumbre para os verdadeiros amantes das artes de palco”.

“Sabemos da vontade e da necessidade de o público afluir aos espetáculos ao vivo. Acreditamos que este ano nos venhamos a livrar da situação pandémica que continua a aterrorizar o mundo, podendo trazer de volta os públicos às artes de palco”, acrescentou, confirmando que 2020 em termos culturais foi uma “verdadeira desgraça”.

“Os artistas, sem trabalho, ficaram numa situação dramática, desesperante. E o público viu-se privado do direito ao consumo de bens artísticos e culturais”.

Interpelado sobre as as linhas de apoio criadas pelo Governo, nomeadamente, a “linha de apoio social”, a “linha de apoio a entidades artísticas” e a “linha de apoio à adaptação dos espaços” se foram suficientes para suprir as dificuldades que o setor, Luiz Oliveira confessou: “Infelizmente não. Isto é transversal a todos os setores (turismo, restauração, indústria, etc.), que se entrecruzam. E as artes e a cultura no geral fazem parte de todo este sistema. A crise agudizou-se de tal forma que não será possível restabelecer as economias tão cedo”.


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