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Inquérito AHRESP revela que 56% das empresas de restauração e bebidas têm quebras superiores a 60%

Fotografia: Restaurante O Farela

Um inquérito da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) realizado no âmbito da inquirição mensal que a associação tem vindo a realizar às empresas do alojamento turístico e das empresas da restauração e bebidas, referente ao mês de dezembro, realizado pela Nielsen, empresa internacional conhecida pela execução de estudos de mercado e de opinião, evidencia que no setor da restauração e bebidas “56% das empresas registaram uma quebra superior a 60% na faturação de dezembro, face ao mês homólogo”.

Refira-se que o inquérito decorreu entre os dias 6 e 12 de janeiro de 2021, tendo sido obtidas um total de 965 respostas válidas (505 na restauração e similares e 460 no alojamento turístico).

Ainda no setor da restauração e bebidas, o inquérito evidencia que “em janeiro, face às estimativas de faturação, 57% das empresas indicam que não irão conseguir suportar os encargos habituais (pessoal, energia, fornecedores e outros)”, sendo que “39% das empresas ponderam avançar para insolvência, caso não consigam suportar todos os encargos”.

Ao nível dos salários e emprego, “13% das empresas não conseguiram pagar salários em dezembro, e 18% apenas pagou uma parte”, sendo que os dados  do inquérito demonstram que “desde o início do estado de emergência, 49% das empresas efetuaram despedimentos. Destas, 30% reduziram o quadro de pessoal entre 25% e 50%, e 19% reduziram em mais de 50% os seus postos de trabalho” e “19% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano”.

Quanto às perspetivas de recuperação da atividade económica, os indicadores referem que “43% das empresas referem que o setor só deverá começar a recuperar em 2022”, sendo que “35% das empresas indicam que será a partir do 2º semestre de 2021, com o início do Verão.

No Alojamento Turístico, o estudo no que toca à faturação, evidencia que “61% das empresas registaram uma quebra superior a 80% na faturação de dezembro, face ao mês homólogo”, sendo que “em janeiro, face às estimativas de faturação, 34% das empresas indicam que não irá conseguir suportar os encargos habituais (pessoal, energia, fornecedores e outros)”.

O inquérito aponta para que “16% das empresas ponderam avançar para insolvência, caso não consigam suportar todos os encargos”.

Quanto ao item funcionamento e ocupação, “20% das empresas indicam estar com a atividade suspensa”, “das empresas com atividade em funcionamento, 43% indicaram uma ocupação máxima de 10% no mês de dezembro”, sendo que “para o mês de janeiro e fevereiro, 40% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e 36% das empresas perspetivam uma ocupação máxima de 10%”.

O estudo informa que “à data de preenchimento do inquérito, apenas 12% das empresas indicaram terem reservas para o período da Páscoa”.

No que toca a salários e empregos, o inquérito da Nielsen, declara que “4% das empresas não conseguiram pagar salários em dezembro, e 9% apenas pagou uma parte”, sendo que “desde o início do estado de emergência, 31% das empresas efetuaram despedimentos. Destas, 30% reduziram o quadro de pessoal entre 25% e 50% e 33% reduziram em mais de 50% os seus postos de trabalho” e   “10% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do ano”.

No que concerne às perspetivas de recuperação da atividade económica, o inquérito conclui que “38% das empresas referem que o setor só deverá começar a recuperar em 2022”, sendo  que “37% das empresas indicam que será a partir do 2º semestre de 2021, com o início do Verão”.

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