Novum Canal

mobile

tablet

AHRESP defende redução da taxa do IVA

AHRESP revela que empresas da restauração e alojamento não resistem sem “vacina” a fundo perdido

Partilhar por:

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) revela que empresas da restauração e alojamento não resistem sem “vacina” a fundo perdido.

Em comunicado enviado ao Novum Canal, a associação manifesta que as atividades de restauração e similares, impõe-se uma forte injeção financeira a fundo perdido.

“Perante uma nova fase de confinamento geral, com a drástica imposição de encerramento legal das atividades de restauração e similares, impõe-se uma forte injeção financeira a fundo perdido nas empresas da Restauração, Similares e do Alojamento Turístico. A AHRESP apresentou hoje ao Governo uma proposta de novas medidas que visam Proteger as Empresas e o Emprego nos próximos meses e que consiste no reforço dos apoios a fundo perdido para a liquidez das empresas, na maior proteção do emprego e na intensificação do apoio ao pagamento das rendas”.

Segundo a associação, “as restrições impostas no âmbito deste novo confinamento, com o dever de permanecer em casa, a obrigatoriedade do teletrabalho e o substancial aumento das coimas pelo não cumprimento das regras sanitárias agravam a já muito debilitada situação financeira de toda a atividade turística. Para além do encerramento legal da restauração e similares, também o alojamento turístico se vê obrigado a suspender a atividade, com consequências dramáticas para a sustentabilidade dos negócios e manutenção dos postos de trabalho”.

Com base no estudo realizado pela NIELSEN, uma empresa internacional de elevada reputação na execução de estudos de mercado e de opinião, com enorme experiência no Canal HORECA, a associação esclarece que as empresas do setor não têm sem meios e condições para continuar a lutar pela sua sobrevivência.

De acordo com o estudo, na restauração e similares, “39% das empresas ponderam avançar para insolvência, dado que as receitas realizadas e previstas não permitirão suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua atividade”.

O mesmo estudo confirma eu para as empresas inquiridas, a quebra de faturação do mês de dezembro foi avassaladora, tendo “56% das empresas registaram perdas acima dos 60%”.

O estudo da Nielsen constata que como consequência da forte redução de faturação, cerca de “13% das empresas não conseguiram efetuar o pagamento dos salários em dezembro e 18% só o fez parcialmente”.

“Perante esta realidade, 50% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 19% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. 20% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do primeiro trimestre de 2021”, refere o estudo que salienta que quanto às perspetivas de recuperação da atividade económica, “43% das empresas referem que o setor só deverá começar a recuperar em 2022, e 35% indicam que será a partir do 2º semestre de 2021, com o início do Verão”.

Já no Alojamento Turístico, o estudo evidencia que “20% das empresas indicam estar com a atividade suspensa”, das empresas com atividade em funcionamento, “43% indicaram uma ocupação máxima de 10% no mês de dezembro. Para o mês de janeiro e fevereiro, 40% das empresas estimam uma taxa de ocupação zero, e 36% das empresas perspetivam uma ocupação máxima de 10%”.

  “À data de preenchimento do inquérito, apenas 12% das empresas indicaram terem reservas para o período da Páscoa”, refere o inquérito que declara que “16% das empresas ponderam avançar para insolvência por não conseguirem suportar todos os normais encargos da sua atividade”.

Para as empresas inquiridas, “a quebra de faturação do mês de dezembro foi devastadora: 61% das empresas registaram perdas acima dos 80%”.

No âmbito deste inquérito, e como consequência da forte redução de faturação, “24% das empresas não conseguiram efetuar pagamento de salários em dezembro e 8% só o fez parcialmente”.

Ao nível do emprego, “30% das empresas já efetuaram despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 32% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo. 10% das empresas assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do primeiro trimestre de 2021”.

Sobre as perspetivas de recuperação da atividade económica, os indicadores do inquérito apontam para que “38% das empresas referem que o setor só deverá começar a recuperar em 2022, e 37% indicam que será a partir do 2º semestre de 2021, com o início do Verão”.

Neste contexto, a AHRESP defende a urgente a adoção de medidas específicas e excecionais para a Proteção das empresas e do emprego, nomeadamente, o “reforço das tesourarias com a atribuição de apoio a fundo perdido através do programa Apoiar.PT, aumentando a intensidade de apoio nas micro, pequenas e médias empresas; apoio excecional à manutenção do emprego, com o apoio a 100% dos salários dos trabalhadores (sem limites de quebras de faturação), e isenção a 100% da TSU e o apoio a fundo perdido ao pagamento de rendas, com o reforço do programa Apoiar Rendas, nomeadamente com o apoio a 100% do valor das rendas nos meses de janeiro e fevereiro”.

“Quando a tão desejada recuperação da atividade económica se iniciar e a procura se acentuar, teremos de garantir a necessária capacidade de oferta, protegendo e preservando as 120.000 empresas da restauração, similares e do alojamento turístico e os seus 400.000 postos de trabalho diretos”, avança a associação que confirma aguardar que “as propostas apresentadas e que incidem sobre estas atividades, reconhecidamente mais afetadas pela pandemia, irão obter o devido acolhimento por parte do Governo, de forma ágil, célere e simplificada”.


Partilhar por:

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!