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Recolhimento domiciliário e teletrabalho obrigatório a partir de sexta-feira

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O primeiro-ministro, António Costa, anunciou, esta quarta-feira, na sequência da renovação do estado de emergência aprovado, esta terça-feira, na Assembleia da República, que as escolas vão manter-se em funcionamento e o teletrabalho será obrigatório já a partir das 00h00 de sexta-feira.

O governante esclareceu que o comércio manter-se-á aberto,  os cabeleireiros e barbearias, ginásios e pavilhões serão encerrados. Já as atividades de lazer serão mantidas, tendo o primeiro-ministro realçado que as competições da Liga Profissional e equiparadas irão prosseguir.

António Costa confirmou que os tribunais manter-se-ão em funcionamento, funcionando os serviços públicos por marcação.

Falando das escolas, António Costa  declarou que ao longo do primeiro período o número de surtos foi diminuto e os casos no universo escolar não tiveram um peso significativo.

“A escola é um local seguro e essencial ao processo de aprendizagem. O primeiro período correu bem e é por isso que tendo o Governo pesado os prós e contras, os prós superam os contras. Não podemos sacrificar uma geração que nos dará continuidade. Vamos manter as escolas abertas”, disse.

O primeiro-ministro, no seu discurso, frisou compreender a angústia para os cidadãos e os constrangimentos para as empresas, a economia, o Estado, mas foram as circunstâncias que ditaram esta desfecho.

“Quando em abril anunciei o programa de desconfinamento a iniciar em maio, recordo-me de ter dito aos portugueses que não teria vergonha de voltar atrás.  Estou a dar a cara sem vergonha. São as circunstâncias que o impõem. Tenho consciência o que é que significa para todos e em especial para aqueles que vivem a angústia de perder o emprego e procuram manter as empresas”, afirmou, sustentando que as medidas económicas serão alargadas e renovadas e todas as atividades encerradas terão acesso ao lay-off simplificado.

“Sabemos bem os transtornos daqueles que vêm prejudicada a sua vida social, a sua liberdade afetada, mas há algo que todos sabemos: a vida não tem preço e que o preço que estamos a pagar é insuportável”, expressou, sustentando, que o recolhimento domiciliário e o teletrabalho vão diminuir o nível de circulação.

“Lutamos para evitar o que estamos hoje a decidir”, atalhou, sublinhando que o Orçamento de Estado para 2021 dispõe de ferramentas que ajudam a proteger as famílias, as empresas, melhor que as medidas que foram adotadas em março, aquando da primeira vaga.

“Hoje temos um conjunto de medidas mais fortes do que as tínhamos em março. O lay-off simplificado, o programa Apoiar vai ser alargado e as medidas de apoio ao setor social vão ser reforçadas”, recordou.

António Costa confirmou, ainda, que estão a ser dados passos no sentido de garantir um acordo geral sobre o Fundo de Recuperação, limite até ao final do primeiro trimestre deste ano, estão a ser feitos esforços para aprovar o regulamento do fundo de recuperação no Parlamento Europeu.

O governante manifestou, ainda, ser fundamental que se concluam o mais rapidamente possível dos planos nacionais de recuperação com a Comissão Europeia.

“É possível dar cabo desta pandemia, mas importa salientar que vai ser um processo demorado”, atalhou, reiterando a necessidade de não desvalorizar o perigo que esta pandemia continua a significar.

Sobre a eficácia das medidas, o primeiro-ministro concretizou que estas são revistas de 15 em 15 dias, mas  seria Iludir os portugueses afirmar que em 15 dias o país possa estar a aliviar as restrições, agora, anunciadas.


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