Novum Canal

mobile

HOJE

tablet

Publicidade

Primeiro-ministro defende medidas mais restritivas

Partilhar por:

Fotografia: Página Oficial do Governo

O primeiro-ministro, António Costa, disse, no final da reunião da Situação Epidemiológica em Portugal – Covid-19, que decorreu no Infarmed, em Lisboa, que as medidas de confinamento que têm sido adotadas aos fins de semana têm revelado insuficientes para fazer face à crescida significativas de infeções por Covid-19.

António Costa avançou, mesmo que esta quarta-feira, serão implementadas medidas mais restritivas  no sentido de fazer face ao número crescente de novo casos registados nos últimos dias.

“Houve matérias sobre as quais houve convergência total, ou seja, que não se pode perder tempo, é necessário adotar medidas e com um perfil semelhante ao que adotamos em abril e março”, frisou, sustentando que já na questão das escolas houve uma divergência particularmente  viva entre os cientistas que tem a ver com a faixa etária dos 12 anos para cima.

“Havendo essa divergência entre os cientistas, o decisor político não vai poder tomar a decisão, com base no que os cientistas disseram. Ouvimos uns argumentos, ouvimos outros argumentos e teremos a perceção de perante os argumentos diferenciados que ouvimos tomar uma decisão”, disse, recordando que o Governo tem estado  em conversão e articulação  com a Confederação Nacional das Associações de Pais, com a Associação Nacional dos Diretores de Escolas no sentido de garantir as melhores condições para que a escola se possa desenvolver.

António Costa destacou que apesar desta divergência, foi consensual para os especialistas e cientistas que a escola em si não é um foco de infeção e perturbação.

“Não tem a ver com o funcionamento da escola em si, mas ser mais um fator de acréscimo de movimentação. É esse o tema da divergência, mas temos tempo para todos ponderarmos”, acrescentou.

Fotografia: Página Oficial do Governo

O governante manifestou, ainda, que os números que hoje já estamos a viver são alarmantes, confirmando, no entanto, ser estritamente necessário continuar a prometermo-nos uma vez que o período de vacinação vai ser longo.

“Hoje temos números acima dos sete mil novos infetados e tem havido mesmo uma habituação a estes  números. A perceção do risco aparenta ter vindo a diminuir e isso traduz-se numa diminuição significativa da utilização de máscaras, o que significa um risco grande, Convém não esquecer que não é pelo facto de já haver vacina que estamos protegidos. O período de vacinação vai ser muito longo, não é pelo de facto de conhecermos pessoas que tiveram a doença e não tiveram sintomas que devemos desvalorizar a gravidade desta doença, todas as medidas de prevenção, a higiene das mãos, a máscara o distanciamento social continuam a ser uma arma absolutamente imprescindível e essencial para controlar a dinâmica da pandemia. Essa menor proteção individual pode justificar este crescimento”, atalhou.

António Costa recordou, ainda, que estamos a viver uma vaga de frio, sendo esta também, a época em que o pico da gripe habitualmente se manifesta.

“Estamos a viver um período de risco particular, porque estamos a viver dos períodos mais frios do ano, estamos a viver o período onde tradicionalmente temos o pico da gripe que este ano está a ter menos influências, mas estão criadas as condições naturais para haver um crescimento e um desenvolvimento. Há incertezas sobre a nova estirpe britânica e por isso recomenda-se toda a cautela e essa cautela implica confinamento”, expressou.  


Partilhar por:

Receba todas as novidades!

Subscreva a nossa Newsletter

Ajude o Jornalismo Regional

IBAN: PT50 0045 1400 4032 6005 2890 2
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo

Obrigado!

Estamos a melhorar por si.
Novum Canal, sempre novum, sempre seu!