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Prémio sobre esterilização para animais de companhia e abandonados vence OPJ de Lousada

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Fotografia: Iolanda Pinheiro

O projeto “Plano Municipal de Esterilização para Animais de Companhia e Abandonados”, promovido pela jovem lousadense Iolanda Pinheiro, foi o vencedor da edição do Orçamento Participativo Jovem de Lousada 2021.

Ao Novum Canal, a jovem admitiu que apesar de ter concorrido pelo terceira vez foi com um misto de alegria e surpresa que recebeu a notícia de que o seu projeto tinha sido o mais votado, reconhecendo tratar-se de um projeto necessário para o concelho.

“Mesmo tendo sido o terceiro ano a concorrer a esta iniciativa do meu município, com este mesmo projeto, foi sem dúvida com alegria e muita surpresa que recebi a notícia. É um projeto necessário em Lousada e uma causa nobre, mas como não temos acesso à votação e depende muito da vontade dos lousadenses, nunca dei por garantida a vitória”, disse.

Falando do projeto e dos seus objetivos, Iolanda Pinheiro realçou que este tem como metas minimizar o problema do excesso de animais abandonados nas ruas e colmatar a dificuldade financeira que é esterilizar e vacinar os animais domésticos.

“Como o próprio nome do projeto o diz, é um Plano Municipal de Esterilização e Vacinação para Animais de Companhia e Abandonados. Este projeto foi pensado para combater o problema que já temos em mãos, o excesso de animais abandonados nas ruas. Para não falar do esforço de todas as associações no ramo, que se torna incomportável, devido ao rácio entre os que nascem e são abandonados, e os que são adotados/recolhidos. O projeto também pretende colmatar a dificuldade financeira que é esterilizar e vacinar os animais domésticos, além de desmistificar dúvidas da população em relação ao tema”, disse.

“Educar e sensibilizar a população para os benefícios da esterilização dos seus pets; proceder ao registo e levantamento da população animal em Lousada e as suas necessidades, sensibilizar para a importância do não abandono animal e apresentar soluções para cuidado dos animais para o verão ou férias da população ( período crítico de abandono)”

Fotografia: Iolanda Pinheiro

Questionada sobre as medidas que o projeto preconiza, Iolanda Pinheiro realçou que propõe um plano de esterilização municipal assente em três princípios: “educar e sensibilizar a população para os benefícios da esterilização dos seus pets; proceder ao registo e levantamento da população animal em Lousada e as suas necessidades, sensibilizar para a importância do não abandono animal e apresentar soluções para cuidado dos animais para o verão ou férias da população ( período crítico de abandono)”, sendo esta uma medida a implementar no futuro.

O projeto propõe-se, também, proceder “à vacinação e esterilização geral, o  resgate, esterilização e vacinação dos animais abandonados, de modo a evitar a sua reprodução e prevenir perigos para população e em colaboração com associações e outros modos de divulgação tentar a adoção”.

Outras das medidas que o plano preconiza passa pela criação do site do projeto, “com todas as informações do projeto, onde se prevê uma plataforma de inscrição dos pets para esterilização, secção informativa, secção de adoção, entre outros”.

Fotografia: Lino Silva

“Todavia o projeto será executado pela CM Lousada, por isso pode sofrer alterações ao que eu, enquanto promotora da ideia, tinha idealizado”, avançou a jovem lousadense.

Interpelada sobre o prazo para a implementação das medidas, Iolanda Pinheiro referiu que o “Orçamento Participativo Jovem, é uma iniciativa adotada pelo município que permite a jovens proporem projetos que achem que acrescentem valor, ou, sejam necessários em Lousada. O projeto mais votado pela população, é implementado pela Câmara Municipal nesse ano. Todavia dependendo da magnitude do projeto e das burocracias envolvidas para conseguir realizar o projeto, pode sofrer atrasos na sua implementação. Por este motivo, não consigo responder com precisão, mas estou convicta que será para breve!”, sustentando que a verba que o projeto recebeu é um primeiro passo para implementar algumas das medidas.  

“Sim, é um ótimo início para a implementação do Plano. Não é suficiente para o projeto na totalidade, contudo é suficiente para dar início ao projeto e fazer mover a máquina! Isto porque depende sempre das parcerias que serão feitas, e, da adesão por parte da população ao projeto”, atalhou.

“Com os canis cheios e a implementação da nova lei que proíbe o abate de animais como medida de controlo da população, os animais continuam na rua e reproduzirem-se desenfreadamente, aumentando esta bola de neve, mesmo com o trabalho incansável de associações animais”

A jovem reconheceu que o abandono dos animais é um flagelo em crescendo, que urge combater.

“Sem dúvida! Mais presente do que nunca, com os canis cheios e a implementação da nova lei que proíbe o abate de animais como medida de controlo da população, os animais continuam na rua e reproduzirem-se desenfreadamente, aumentando esta bola de neve, mesmo com o trabalho incansável de associações animais e particulares que vão cuidando a nível pessoal dos mesmos”, declarou, sublinhando que este é, também, um problema visível em Lousada, estando mais concentrado em locais como serras e locais isolados.  

“Existe e está mais concentrada em locais como serras e locais isolados, mas vemos um pouco por todo o município. Durante o tempo que andei a divulgar na rua o projeto e pedir para as pessoas votarem, sensivelmente 70% das pessoas, diziam ser um projeto muito necessário, porque na zona delas existia esse problema”, disse.

Iolanda Pinheiro destacou que o aumento de animais abandonados é, também, um problema que comporta implicações ao nível da saúde pública.

“Sim, com o aumento dos animais abandonados, aumenta também as doenças entre eles, doenças transmissíveis para os humanos, e, formação de matilhas que colocam em risco a segurança pública e o bem-estar da população. Também o facto das pessoas não saberem as vacinas obrigatória e/ou os cuidados de higiene e sanitários que tem de ter com os seus animais, pode progredir para um problema de saúde pública”, confirmou, sustentando que no caso de Lousada existe uma consciencialização para esta realidade e uma sensibilização para aquilo que são os direitos dos animais.

“Tendo em conta que o projeto passou para a fase de votação e isso é uma escolha feita pelo promotor da iniciativa, no caso a CM Lousada, e, também foi escolhido pela população como projeto vencedor, posso afirmar que ambos estão sensíveis a esta temática. Por isso, agradeço a todos que permitiram que tal acontecesse”, concretizou.   


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