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Secretário de Estado afirma que Programa de Resiliência será oportunidade para inscrever obras

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Fotografia: Câmara de Castelo de Paiva

O Secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Rural, Carlos Miguel, afirmou, esta segunda-feira, no arranque das obras de requalificação do Largo do Conde, em Castelo de Paiva, cujo investimento é de cerca de um milhão de euros, que Programa de Resiliência e Recuperação que vai chegar da União Europeia vai permitir inscrever obras de melhoramento de acessibilidades.

O governante destacou, a este propósito, que é necessário estar-se atento aos próximos programas comunitários e ter projetos prioritários já bem definidos para aceder aos fundos.

Carlos Miguel realçou, na sua intervenção, que a ligação de 10 km da Variante à EN 222 entre a ZI de Lavagueiras e o Nó da A32 em Canedo, não está esquecida, devendo avançar entre 2022/25, lembrando também a necessidade da conclusão do IC 35, acessibilidade necessária também defendida pelo presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, Gonçalo Rocha.   

Falando da requalificação do Largo do Conde, o Secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional considerou a intervenção e o projeto “bem pensado e desenhado” manifestando que, no âmbito do PARU, esta seja uma obra de referência e uma oportunidade para trazer “alguma modernidade ao centro da vila”.

Carlos Miguel esclareceu, também, terem sido contratadas através do PT 2020 e a CIM do Tâmega e Sousa obras de 2,2 milhões de euros, sendo metade para esta intervenção do Largo do Conde e as outras duas intervenções em falta, na Escola EB1 de Oliveira do Arda e no Centro Escolar de Sobrado, com cerca de 1,5 milhões de euros de investimento.

Gonçalo Rocha referiu-se a esta requalificação como “uma obra ambiciosa”, que assenta num “conceito minimalista, funcional e esteticamente apelativo, sem retirar as características únicas que este espaço permite”.

Fotografia: Câmara de Castelo de Paiva

Citado em comunicado, o  autarca enalteceu a equipa projetista de jovens paivenses, salientando ser “projeto magnífico, uma obra pensada para conferir ao principal espaço público de Castelo de Paiva, maior qualidade e facilidade de uso, uma melhoria que vai contribuir para o tornar a zona central da vila mais convidativa, criando uma identidade urbana positiva e moderna associada à qualidade do ambiente urbano e ao dinamismo socioeconómico”.

Na sua intervenção, o chefe do executivo avançou que a intervenção “vai contribuir para tornar ainda mais convidativo este espaço público de Castelo de Paiva, criando uma identidade urbana, moderna e atrativa, associada à qualidade do ambiente urbano e dinamismo socioeconómico, com espaços públicos renovados dos quais as pessoas, a sua segurança e conforto, são o principal foco, sublinhando ainda o presidente do Município que, o Largo do Conde será sempre um local privilegiado, que continuará a manter a sua história, que será agora mais valorizada e projetada para as pessoas”.    

Referindo-se à requalificação em curso, o responsável pelo executivo paivense concretizou que esta irá permitir “reduzir as áreas de circulação viárias, a plantação de mais espécies arbóreas promovendo a biodiversidade local, promover a mobilidade pedonal e ciclável, removendo obstáculos físicos e desníveis que dificultam a deslocalização, bem como a melhoria da qualidade estética, paisagística e urbanística”, disse, apontando também como propósitos da empreitada “diminuir o impacto arquitetónico de edifícios em mau estado de conservação, assim como beneficiar a contemplação de edifícios de maior interesse, preservar e enaltecer o valor histórico e cultural da estátua do Conde de Castelo de Paiva e o Cruzeiro, promover o conceito de desenvolvimento sustentável e preservação ambiental na utilização de métodos de recolha de águas pluviais, capazes de separar o lixo acumulado, assim como a criação de espaços que facilitem a instalação de estruturas associadas ao comércio local”.

O chefe do executivo recordou que estes fundos comunitários estão alocados a este tipo de intervenção e não poderiam ser usados para outro tipo de ações, confirmou que “é uma nova página na história da vila” que “respeita o valor histórico e cultural de Castelo de Paiva”,  “introduzindo características modernas que se encontram nos centros urbanos, facilitando a mobilidade, a circulação pedonal, a segurança das pessoas e a preservação dos valores ambientais”.

O autarca confirmou que neste espaço urbano vão manter-se “14 árvores ( tílias ) e serão colocadas mais seis árvores novas, sendo apenas retiradas oito, por uma questão de organização de espaço e em função da distribuição dos componente arquitetónicos definidos“.

No âmbito  do Fundo Financeiro, Gonçalo Rocha recordou que estão definidas um conjunto de intervenções importantes, que serão desenvolvidas em breve, representando um fundo de investimento na ordem dos 2 milhões de euros, cabendo mais de 300 mil euros à autarquia.

O presidente da câmara municipal referiu-se, também, aos melhoramentos e equipamentos concretizados junto ao “Bairro Social da Vila, à requalificação da Avenida General Humberto Delgado, a reabilitação da Rua Emídio Navarro, as intervenções que decorrem nas Ruas Direita e Julio Strecht, para além de outras obras, tal como a beneficiação da estrada municipal em Serradelo, anunciando para breve a assinatura do contrato de empreitada da beneficiação da Rua Mário Sacramento, representando um investimento de mais de sete milhões de euros do orçamento municipal”.

Gonçalo Rocha enfatizou, ainda, o esforço que o executivo municipal tem feito na amortização da dívida de juros e da dívida de capital, apontando valores na ordem dos “17 milhões de euros”, honrando os compromissos assumidos, anunciando a Loja do Cidadão que ficará no edifício do Tribunal Judicial e também a segunda fase da intervenção da Zona de Lazer do Choupal, em Pedorido.

O edil relembrou, também, o apoio permanente ao setor social e ao associativismo, onde já se investiram mais de três milhões de euros, bem como o apoio às empresas e à industria local, enaltecendo o projeto que está em curso, de capitais privados, que será o Centro Empresarial de Castelo de Paiva, nas antigas instalações da Cerne, na ZI das Lavagueiras.


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