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Dia Mundial do Braille assinala-se esta segunda-feira

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Fotografia: SNS

Assinala-se esta segunda-feira, o Dia Mundial do Braile, data instituída pela  Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em novembro de 2018, que tem como objetivos promover a “consciencialização sobre a importância do braille como meio de comunicação”, naquilo que é a efetivação “dos direitos humanos das pessoas com deficiência visual”.

O Novum Canal, com objetivo de conhecer  as dificuldades com que se depara este grupo ouviu José Maria, assistente técnico de bibliotecas e documentação que trabalha desde 2003 na Biblioteca Municipal de Lousada, ele próprio um deficiente visual.

Falando do Dia Mundial do Braille, José Maria, que é também presidente da Associação Lousadense dos Deficientes, dos seus Amigos e Familiares (ALDAF), instituição de solidariedade social sem fins lucrativos, que integra outros portadores de deficiência e incapacidades no concelho, realçou que a data  assinala a invenção, em 1825, deste sistema pelo francês Louis Braille.

Segundo José Maria, a descoberta do Braille, enquanto  sistema de leitura e escrita para as pessoas com deficiência visual é  um método que hoje está perfeitamente consagrado e que permitiu a alfabetização dos cegos, o acesso à leitura, à escrita, mas também ao emprego.

Fotografia: ALDAF – Associação Lousadense dos Deficientes, dos seus Amigos e Familiares

Questionado sobre as dificuldades e os avanços que foram dados relativamente àquilo que são os direitos humanos das pessoas com deficiência visual, José Maria declarou que têm sido dado passos significativos mesmo ao nível da secretaria de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, chefiada por Ana Sofia Antunes, uma deficiente visual, admitindo, no entanto, que as sociedades continuam a ter problemas ao nível da inclusão não apenas nesta área, da deficiência visual, mas noutras problemáticas relacionadas com a deficiência.

José Maria confirmou que no domínio do emprego urge fazer progressos, criar mais acessos de forma a permitir o acesso ao mercado de trabalho das pessoas com deficiência e incapacidades várias.

“Somos também pessoas válidas para o mundo do trabalho”, disse, salientando, de acordo com os indicadores e estatísticas existentes, o acesso ao mercado do emprego para os portadores de deficiência continua a ser mais difícil existindo algum desconhecimento por parte dos empresários no que toca às potencialidades dos portadores das mais variadas deficiências.

Questionado sobre o impacto que a crise sanitária teve nos deficientes visuais, José Maria reconheceu que com  crise sanitária este grupo viu as suas dificuldades acrescidas.

“Como é do conhecimento geral, utilizamos o tato para nos orientar, no meu caso cumpro com todas as regras e diretrizes definidas pelas autoridades de saúde, nomeadamente desinfetar as mãos, mas como é óbvio não me consigo afastar socialmente das pessoas”, acrescentou.

Já quanto à Aldaf e àquilo que são os seus objetivos,  José Maria avançou que a instituição tem como principais metas “representar e defender os direitos e interesses das pessoas com deficiência e incapacidades no concelho” e “promover a inclusão social e a participação ativa destas pessoas na comunidade evolvente”.

A associação tem, também, como propósitos incrementar “atividades que visem promover a educação, formação, emprego, cultura, prática desportiva e ocupação dos tempos livres das pessoas com deficiência”.

A Aldaf dispõe de um espaço, dedignado Espaço Comviver+ na freguesia de Alvarenga, promovendo aí atividades diversas que vão do desporto, iniciativas culturais e artísticas, entre outras.


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