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Bispo do Porto defende a cultura do cuidado

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D. Manuel Linda, Bispo do Porto, defendeu, esta sexta-feira, na Homilia Do Dia Da Paz de 2021, data em que se assinalou o Dia Mundial da Paz, num texto que está publicado no site oficial da Diocese do Porto, a cultura do cuidado.

Recorrendo a uma mensagem que o Papa Francisco emitiu no Dia Mundial da Paz , tendo com tema “A cultura do cuidado como percurso de paz”, D. Manuel Linda escreveu que o “cuidado para com alguém é sempre um ato de amor que exige empenho”.

“O cuidado para com alguém é sempre um ato de amor que exige empenho. Pensemos no exemplo máximo dos pais para com o seu bebé como, certamente, foi o caso de Maria e José na relação com Jesus. Quantas e quantas noites sem dormir; quanta preocupação e cuidado; quantos trabalhos de higiene que têm de ser feitos por mais que custe; quanto pão é preciso ganhar para que a nova boca o possa comer! Mas tudo isso se faz com uma alegria indescritível de tal forma que, criar um filho é, sem dúvida, o mais estimulante que pode acontecer. O cuidado pode custar, mas gera alegria!”, disse.

O responsável pela Diocese do Porto assumiu que a cultura do cuidado presente no núcleo familiar pode e deve ser alargada a todos os setores da sociedade.

“Se é assim no núcleo familiar, a cultura do cuidado também se pode e deve alargar a todos os setores da sociedade. Porque Deus é Pai comum de todos, é possível, de facto, ampliar as fronteiras da família até ao círculo dos vizinhos e conhecidos; é possível encarar de frente o outro e ver nele um irmão, seja qual for a cor da pele, a raça, a religião ou a condição social; é possível olhar para os pobres, estejam perto ou longe de nós, e fazer nossas as suas angústias e misérias; é possível cultivar e guardar o jardim deste mundo que Deus criou e cujo cuidado nos confiou; é possível olhar para o Alto e ver aí o “grande seio” acolhedor e libertador”, lê-se na publicação que a Diocese do Porto partilhou no seu site  oficial.

D. Manuel Linda confirmou que as atitudes adotadas pela maioria relativamente à crosse sanitária  e aos esforços que foram feitos pelos mais diversos atores ligados à ciência e investigação, mas também pelos cidadãos, de uma forma geral, do voluntariado e do socorro, deixam antever um “futuro mais humano e mais solidário”.

“A pandemia que nos massacrou em 2020 exigiu uma específica cultura do cuidado. E ela verificou-se, em parte! Evidentemente, os problemas do nosso mundo não ficaram resolvidos e o sofrimento ainda não passou. Mas as atitudes adotadas pela maioria fazem-nos antever um futuro mais humano e mais solidário. Mais de cuidado mútuo e menos de desinteresse ou individualismo. De facto, como tem sido belo ver o empenho de tantos a nível do socorro e do tratamento sanitário, nas ações de voluntariado dirigidas aos mais atingidos pela crise, na revalorização da família, na investigação científica para o bem de todos, na procura de solução conducentes a novas políticas sociais em favor dos doentes e idosos, no tatear modelos de uma economia mais solidária, em formas de relacionamento internacional que auguram a substituição da velha «guerra fria» por uma cooperação em que todos lucram, na sensibilidade para com a causa da natureza e preocupação ecológica, etc”, refere a mesma publicação, reforçando a ideia de que o que se passou em 2020 e esta crise sanitária “ensinam-nos a importância de cuidarmos uns dos outros”

“Diz o nosso povo que “há males que vêm por bem”. Se a pandemia gerar uma nova cultura do cuidado, como se espera, então compensam-se e valeram a pena as dores que nos causou. E para nós que acreditamos no tal “resgate” que Deus operou ao retirar-nos do mal para o reino da sua família, encaramos o futuro com esperança, alegria e entusiasmo. Os acontecimentos do ano 2020 “ensinam-nos a importância de cuidarmos uns dos outros e da criação a fim de se construir uma sociedade alicerçada em relações de fraternidade”. E ela há de acontecer. Creio que aprendemos a lição”, refere  o texto da homilia do Dia Mundial da Paz.


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