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Primeiro profissional do CHTS foi hoje vacinado contra a Covid-19 (C/ Vídeo)

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Foi esta manhã vacinado, tal como tinha sido avançado pelo Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) o primeiro profissional da unidade, num processo que contou com a presença do presidente do CHTS, Carlos Alberto, e que irá prosseguir nos próximos dias.

Ao Novum Canal, o presidente da direção do CHTS reconheceu que este é o primeiro passo de um processo que se espera possa contribuir de forma decisiva para minimizar o número de infeções que se faz sentir na região e que levou inclusive a que este centro hospitalar fosse confrontado recentemente com um número significativo de doentes infetados.

“Depois de um ano tormentoso como o que vivemos, o facto de ter a possibilidade de poder iniciar a administrar as vacinas contra a Covid-19 é um novo passo na luta que todos teremos que travar, sendo que não pode significar o abrandar da capacidade de organização e proteção da nossa parte, mas é um sinal de esperança grande”, disse, salientando que no final serão todos vacinados.

“Somos 2550 e serão todos vacinados. Nesta primeira fase tínhamos previsto 1100, sendo que vieram 600 does que estão agora a serem administradas, depois as outras seguir-se-ão”, afirmou, assumindo estar absolutamente seguro quanto à vacinação e à sua eficácia e confirmando que no dia em que for chamado irá tomar a vacina.

Questionado se as pessoas devem esperar serem contactadas pelo SNS, Carlos Alberto confirmou que no CHTS serão primeiramente vacinados os seus profissionais, tendo os utentes como primeiro linha os centros de saúde, devendo aguardar o contacto para que no dia certo e à hora marcada sejam vacinadas.

O responsável pelo CHTS reiterou a importância das pessoas serem vacinadas.

“Apesar de ser facultativa, quero acreditar que a adesão vai ser grande. As pessoas podem ter inicialmente alguma reserva e algum receio porque estamos a falar de um processo novo, mas depois de verem todo este envolvimento e o entusiasmo dos que já foram vacinados, certamente que, os que tinham dúvidas, vão vê-las esclarecidas”, avançou.

Carlos Alberto confirmou que entre os profissionais a recetividade ao processo de vacinação foi, também, imediata.

“Dos 1100 tivemos 13 que manifestaram dúvidas”, atalhou, mostrando-se confiante que também esses treze profissionais serão vacinados, uma vez dissipadas estas dúvidas iniciais.

Filipa Silva, enfermeira na mesma unidade hospitalar, reconheceu, também,  que o arranque da vacinação contra a Covid-19 poderá ser  o princípio do fim da doença.

Ao Novum Canal, a enfermeira destacou que  no CHTS estavam à espera de receber a vacina apenas em janeiro, mas foi com alegria, e expectativa que o CHTS e os seus profissionais iniciaram, hoje o processo de vacinação.

“Claro que o desconhecido é assustador, mas preparamos uma sala com o apoio necessário. Para já não existem registos dos outros hospitais de reações graves, esperemos que aqui também isso não aconteça e que seja o princípio do fim da pandemia”, expressou, sustentando que entre os profissionais foram poucos os que recusaram tomar a vacina.

“Estamos a falar, sobretudo, de mulheres que estão a amamentar, que estão grávidas, que têm receio que faça mal ao bebé e que têm de validar essa vacinação com o médico especialista, mas também quem está doente e está a fazer certa medicação e tem algum receio que haja alguma interação”, afiançou, sublinhando que a segunda dose da vacina irá acontecer em janeiro.  

“Quem está a ser vacinado esta terça-feira, a segunda dose será dada no dia 19 de janeiro, quem for vacinado amanhã, a segunda dose será dada no dia 20 de janeiro e quem for vacinado no dia 31 de dezembro passa para o dia 21 de janeiro”, precisou.

Interpelada sobre os critérios que foram adotados para vacinar os primeiros profissionais, Filipa Silva esclareceu que foram seguidas as normas emanadas pela ARS Norte e a norma da Direção-geral de Saúde (DGS).

“ Tentamos seguir pelas áreas mais críticas. Selecionamos todas as áreas que prestam cuidados a doentes Covid, nomeadamente urgência, intensivos, bloco operatório e os internamentos, bem como técnicas respiratórias de gastroenterite.. Por outro lado, começamos pelos profissionais com mais idade que é também um dos critérios da norma e profissionais com patologia associada”, atalhou.  

Falando do impacto da Covid-19 no CHTS, a enfermeira reconheceu que a segunda vaga fez-se sentir com mais intensidade, tanto em termos de doentes como profissionais.

“Houve um amento significativo, mais trabalho  e mais pressão para os profissionais”, realçou, reconhecendo que quando foi diagnosticado o primeiro doente com Covid-19, ainda, na primeira vaga, sobressaíram algumas dúvidas, mas também receios de que quem estava a trabalhar pudesse  infetar os familiares.

“O primeiro dia foi muito assustador, foi  o primeiro diagnóstico e a primeira pessoa a ficar internada. Havia dúvidas, receios, tínhamos medo pela família de levar o vírus para casa. Depois foi necessário reforçar o serviço e saí da área Covid e comecei a fazer o rastreio dos contactos dos profissionais porque começaram a aparecer profissionais infetados. Fazíamos o rastreio dos profissionais que estiveram em contacto com os doentes positivos. Também quando um profissional estava positivo fazíamos a triagem dos profissionais que estiveram em contacto cm esse profissional”, sustentou.

Refira-se que CHTS recebeu esta segunda-feira, 600 doses que foram entregues no centro hospitalar, tendo iniciado esta terça-feira o processo de vacinação nos Hospitais Padre Américo (Penafiel) e São Gonçalo (Amarante).

“Pouco a pouco o caminho vai sendo traçado no combate a este inimigo desconhecido que se atravessou nas nossas vidas neste ano 2020. Uma luz ao fundo do túnel para um começo de esperança para 2021”, referiu o CHTS na publicação online numa reação à chegada das vacinas contra a Covid-19.


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