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Mercadona assina pacto contra a violência e mantém compromisso pela igualdade

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Fotografia: Mercadona

A Mercadona é uma das empresas fundadoras que integra do “Pacto Contra a Violência”, assinado recentemente com a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

A empresa, em comunicado, esclarece que o objetivo deste Pacto é criar e formalizar uma rede de entidades que contribuem ativamente para o apoio a esta causa, sendo que este o convite que feito  pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro se enquadra “dentro do forte compromisso que mantém há vários anos na luta contra a violência”.

“O convite, dirigido pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, é fruto da colaboração que a Mercadona tem vindo a desenvolver com este organismo, contribuindo para a sensibilização dos seus “Chefes” (clientes) e trabalhadores para a problemática da violência, bem como para o apoio a vítimas de violência integradas na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD)”, refere a instituição que informa que a formalização da assinatura do “Pacto Contra a Violência”, contou com as presenças Elena Ribelles, diretora de Igualdade do grupo Mercadona, Rosa Monteiro, Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, e Sandra Ribeiro, presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género.  

Citada em comunicado, a diretora de Igualdade do grupo referiu que “O Modelo empresarial da Mercadona baseia-se na igualdade de oportunidades, fomentando a equidade e respeito mútuo entre os trabalhadores e trabalhadoras. Materializamos isto através de medidas internas – em Espanha já altamente desenvolvidas e em Portugal em fase de arranque. Prova disso é a assinatura deste Pacto Contra a Violência, que sela o nosso compromisso contra esta problemática, que é responsabilidade de todos e na qual as empresas devem ter voz ativa, sensibilizando os seus colaboradores, assegurando espaços de trabalho seguros e apoiando as vítimas”.

A empresa avança que “tal como é prática do grupo em Espanha, a Mercadona tem vindo a colaborar na divulgação de campanhas de sensibilização e informação dirigidas às vítimas de violência doméstica em Portugal, bem como a todas as pessoas que podem ser elementos-chave na identificação de novos casos” que esclarece que “com o objetivo de proteger os seus colaboradores vítimas de violência de género, a Mercadona tem em prática, desde 2014, um protocolo de atuação que consiste em apoiar estas vítimas de forma imediata com assistência, assessoria legal e psicológica”.  

Fotografia: Mercadona

No âmbito da política de responsabilidade social, a “Mercadona doa regularmente bens essenciais a diversas entidades, tendo já apoiado várias instituições sociais que acolhem vítimas de violência nos distritos onde está presente: Porto, Braga, Aveiro e Viana do Castelo”.

A empresa salienta que “defende o princípio da igualdade de tratamento e de oportunidades em todos os âmbitos. Este quadro integrador gera uma política de neutralidade empresarial, comprovada pelos próprios dados: 62% da equipa são mulheres; das 849 pessoas promovidas em 2019, 40% são mulheres”, tendo a empresa “1.877 mulheres em cargos de direção, 47% do total”, sendo que “57 nacionalidades diferentes e 635 colaboradores com vários níveis de incapacidade diferentes compõem os quadros da empresa”.

A empresa garante que a “Mercadona conta com um Plano de Igualdade integrado no seu Contrato Coletivo de Empresa em Espanha, que garante um ambiente laboral com qualidade e que procura avançar na igualdade de tratamento e oportunidades, garantir a equidade retributiva, prevenir e eliminar qualquer possibilidade de discriminação e garantir o exercício corresponsável dos direitos de conciliação pessoal, familiar e laboral. A consciencialização é fundamental para promover um ambiente de trabalho coeso, uma vez que permite construir relações profissionais saudáveis, prevenir a discriminação e gerar equipas unidas e competitivas. A Mercadona desenvolveu ainda, em 2009, um Plano de Igualdade e um Protocolo de Assédio. A igualdade de género é uma premissa base da Mercadona, que conta ainda com uma política salarial transparente e igualitária, baseada no princípio de “para a mesma responsabilidade, o mesmo salário”.

Refira-se que o Pacto contra a Violência tem como metas dar “visibilidade e reconhecer este processo de colaboração, no quadro das dinâmicas de responsabilidade social das entidades, mas também promover um trabalho mais estreito e sistemático na promoção de práticas internas de gestão de prevenção e combate à violência doméstica”.

Recorde-se que este Pacto foi lançado no Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres que promoveu, também, através da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, lançam a campanha #EuSobrevivi, que reforça a vigilância contra a violência doméstica e alerta para os desafios impostos pela pandemia de Covid-19.

Segundo a página oficial do Governo “a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD), abrange atualmente 95% território nacional, incluindo respostas especializadas de atendimento e acolhimento. E rede registou 25 mil atendimentos na primeira vaga da pandemia. Nesta segunda vaga, a rede nacional já regista, desde setembro, 12 500 atendimentos”.


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