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Primeiro-ministro afirma que Portugal poderá contar com União Europeia para combater Covid-19

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Fotografia: Página Oficial do Governo

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou, esta sexta-feira, em mensagem de Natal dirigida aos portugueses, que Portugal irá contar com a solidariedade da União Europeia para ajudar no combate que o Governo e os portugueses estão a travar contra a pandemia Covid-19.

“Poderemos contar, durante o próximo ano, com a solidariedade reforçada da União Europeia para apoiar o esforço nacional de iniciar uma recuperação sustentada, que nos permita não só superar as dificuldades que atualmente vivemos, mas, sobretudo, e mais importante, enfrentarmos os problemas estruturais que historicamente limitam o potencial de desenvolvimento do nosso país. Definimos uma visão estratégica para o futuro de Portugal, e dispomos agora dos meios para a podermos concretizar, abrindo, assim, às novas gerações o horizonte de um País mais justo, mais próspero e mais moderno. É, pois, com gratidão, solidariedade e esperança que desejo a todos vós um feliz Natal e um promissor ano de 2021. E posso assegurar-vos, que neste tempo tão duro e exigente, é para mim uma enorme honra poder aqui estar ao vosso serviço, ao serviço de Portugal”, disse.

Numa intervenção focada  na resiliência dos portugueses no combate à infeção, António Costa recordou que “estamos a viver o maior desafio das nossas vidas”.

“2020 tem sido um ano de combate, dor e resistência. Por isso, neste Natal tão diferente para todos nós, quero dirigir-vos uma mensagem de gratidão, de solidariedade e de esperança. Gratidão a todos os portugueses pela capacidade de adaptação e sacrifício, pela determinação e disciplina, pela responsabilidade cívica com que têm coletivamente enfrentado esta pandemia”, disse, salientando que a Covid-19 transformou por completo “as nossas vidas”, relevando a importância dos portugueses continuarem a cumprir com as regras e diretrizes que foram definidas pelas autoridades de saúde.

“Se algum sucesso temos tido na contenção da pandemia, é justamente aos cidadãos que o devemos pela sua resiliência, pela sua comunhão do propósito, pela união de um povo que soube manter-se coeso na adversidade, coletivamente irmanado num desígnio comum de travar a expansão de um vírus que a todos nós ameaça. Por isso é tão importante que, até à extinção da pandemia, todos continuemos a cumprir as regras e a adotar os comportamentos que, como sabemos, são decisivos para salvar vidas”.

O primeiro-ministro, na sua intervenção, parabenizou o esforço, entrega e determinação dos profissionais de saúde no combate contra a pandemia.

“Gratidão em particular aos que prestam assistência a quem dela mais necessita, sejam funcionários de lares ou da Segurança Social, militares das forças armadas ou elementos das forças de segurança. Gratidão à mobilização da comunidade científica ou aos professores que nunca abandonaram os seus alunos mesmo quando as escolas tiveram de encerrar. Gratidão a todos os que, ininterruptamente, desde março, mantiveram o País a funcionar, na agricultura, na indústria e no comércio têm garantido que nada de essencial nos tenha faltado. Mas de modo muito, muito especial, quero expressar a minha gratidão – estou certo de que a gratidão de todos os portugueses – aos profissionais de saúde que dia e noite dão o seu melhor para tratar quem está doente, tantas vezes com sacrifício das folgas, de tempo de descanso e contacto com a sua própria família”, expressou.

António Costa, no seu discurso, recordou ainda as famílias enlutadas que já perderam os seus entes queridos devido à Covid-19.

“Em segundo lugar, quero também dirigir a todos uma mensagem de solidariedade. Em primeiro, às famílias enlutadas pela perda dos seus entes queridos que sucumbiram a este vírus, a quem expresso sentido pesar. Às famílias que têm familiares doentes, a quem faço votos de rápida recuperação, ou que se encontram em isolamento profilático ou quarenta, a quem desejo que se mantenham de boa saúde”.

O Governante não esqueceu os milhares de emigrantes que devido à crise sanitária se viram impedidos de passar este Natal com as suas famílias.

“Às famílias dos nossos compatriotas da diáspora, que este ano não puderem vir matar saudades ao seu País. Um abraço fraterno e caloroso a todas as famílias, porque, em boa verdade, nenhuma se pôde juntar como habitualmente, e na casa de todos nós, este Natal teve de ser celebrado de uma forma diferente. Quero também expressar solidariedade a todos – e tantos são – que sofrem as graves consequências económicas e sociais desta pandemia”, frisou.

O primeiro-ministro assumiu, também, ter consciência do impacto das medidas que tem implementado, mas reiterou que o fez com o propósito de “conter a transmissão do vírus, garantir capacidade de resposta dos serviços de saúde e, fundamentalmente, salvar vidas”.

“Tenho bem consciência da dureza da muitas das medidas que tivemos de tomar ao longo deste ano, limitando liberdades, proibindo atividades, ou forçando o adiamento de projetos de vida para podermos defender a saúde pública, conter a transmissão do vírus, garantir capacidade de resposta dos serviços de saúde e, fundamentalmente, salvar vidas. Tenho bem consciência do impacto profundo destas medidas na vida de todos nós, no convívio social de que tivemos de abdicar, nos afetos que não pudemos manifestar, em especial aos mais idosos, na estabilidade emocional de muitas pessoas em isolamento, mas também na economia, com tantos empresários a lutar pela sobrevivência das suas empresas e tantos trabalhadores que perderam ou temem perder o seu emprego e o seu rendimento”.

António Costa avançou,  também, que na implementação das medidas tem procurador atuar com “equilíbrio e bom senso”.

Fotografia: Página Oficial do Governo

“Confrontado com um vírus inesperado e desconhecido, o Governo tem procurado responder da melhor forma, com equilíbrio e bom senso, aprendendo dia a dia a lidar com a novidade e a readaptar-se permanentemente perante o imprevisto. Certamente, não fizemos tudo bem e cometemos erros, porque só não erra quem não faz. Mas não regateámos nem regatearemos esforços, com os nossos próprios recursos e junto da União Europeia, para combatermos esta pandemia e aliviarmos o sofrimento dos portugueses. Há exatamente um ano, gravei a mensagem de Natal a partir de uma Unidade de Saúde Familiar que tinha acabado de ser inaugurada. Fi-lo, então, para assinalar a importância do Serviço Nacional de Saúde e a prioridade atribuída pelo Governo ao reforço dos seus meios. Estava então longe, obviamente, de imaginar como essa mensagem se revelaria premonitória. Mas tudo o que aconteceu desde então, apenas veio confirmar o acerto dessa prioridade e a necessidade de continuarmos a reforçar o Serviço Nacional de Saúde”, sublinhou, manifestando que com “solidariedade venceremos a pandemia e recuperaremos da crise económica e social que ela gerou”.

“”Quero deixar uma mensagem de esperança. Aproxima-se um ano novo. Depois de amanhã tem início o processo de vacinação contra a Covid-19, que mesmo sendo um processo faseado e prolongado no tempo nos dá renovada confiança que graças à ciência é mesmo possível debelar esta pandemia”, concretizou.


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