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Empresários da restauração apelam em vídeo para que não se deixe morrer setor

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Vários empresários  do setor da restauração e similares de Paços de Ferreira lançaram, este domingo, um vídeo, num grito de alerta, chamando a atenção para as dificuldades que o setor estar a viver, na sequência da crise sanitária que continua a assoberbar a região e o país.

Com mensagens diretas e num claro apelo aos pacenses para que não deixem morrer os muitos negócios que foram afetados pela crise sanitária e consequente crise económica, o vídeo remete para a importância da restauração e das atividades similares na vida de todos nós, recordando que a missão de todos os atores e agentes do setor “foi sempre fazer do dia de todos os pacenses um dia melhor”.

O vídeo recorda que “alguns destes negócios estão a morrer “ e adverte que “tudo o que um dia foram momentos felizes serão apenas memórias” terminando com o apelo “não nos deixes morrer”.

Ao Novum Canal, Miguel Ribeiro, do Casa da Eira, situado no Parque Urbano, em Paços de Ferreira, um dos empresários que integra o movimento que em novembro realizou o protesto contra as medidas impostas ao setor, à data pelo Governo, e que culminou numa marcha lenta que terminou em frente à autarquia pacense, realçou que o lançamento do vídeo, surgiu na sequência da formação do grupo de empresários, e pretende chamar a atenção da comunidade para as dificuldades com que o setor continua a enfrentar.

“Esperamos  avançar com outras iniciativas que queremos organizar em conjunto com todos os empresários pacenses que fazem parte deste grupo e que integram cerca de 140 espaços e empresários”, disse, sustentado que além do vídeo o grupo criou também uma imagem com a designação “Não nos deixem Morrer”, que vem dar mais força a esta campanha.  

Falando da mensagem do vídeo, Miguel Ribeiro reconheceu que esta é direta, cumpre com os seus objetivos, abrange todas as áreas da restauração e pretende mobilizar a sociedade pacense e a região para uma causa que é de todos.

“Não tem sido fácil trabalhar com o medo, com as restrições. Sabemos que é um problema de saúde, mas mentalmente esta situação tem destruído os empresários. Os apoios não têm sido grandes ou nenhuns, apesar de se falar muito. Este vídeo é uma resposta clara às dificuldades que os empresários pacenses estão a atravessar e espero que a comunidade interiorize o que se está a passar porque esta é uma área importante para economia local”, expressou, sustentando que o vídeo apesar de ter sido lançado apenas ontem, está já a ter imensas visualizações, partilhas, sendo objetivo do grupo passar a mensagem no concelho, mas também na região, pois também há empresários estão a sofrer.

O empresário pacense reiterou, ainda, que a restauração tem sido das atividades mais atingidas nesta tentativa de regresso à normalidade, com quebras na ordem dos 80 a 90% o que não são fáceis de ultrapassar.

“Temos sentido inúmeras dificuldades, vamos ver que apoios poderão surgir que possam ajudar a ultrapassar esta situação aflitiva que atinge já inúmeros empresários do setor”, acrescentou.

Questionado se a abertura que o Governo deu para o Natal  no que toca à circulação e mesmo relativamente aos horários dos estabelecimentos é benéfica para os restaurantes e outros setores, Miguel Ribeiro assumiu que os novos horários relativamente ao Natal e Ano Novo são um claro “engano” e um “desrespeito” para com os operadores do setor.

“O alargamento do horário do Natal e do Ano Novo em nada beneficia a restauração. Quanto ao alargamento no dia 24, até às 01h00 da madrugada, dificilmente alguém irá sair para jantar, estará com a família e também a legislação estabelece que não pode haver grandes grupos. Sabemos que a limitação é de seis pessoas por mesa. Os horários do dia de Natal são também um engano porque as pessoas vão acabar por estar em casa, em família e não vai haver muita gente a almoçar ou jantar fora. No que toca à passagem de ano, que sofreu, entretanto, alterações, no que toca aos horários de funcionamento, o que estava definido é que os restaurantes poderiam estar a operar,  no dia 31, até às 01h00 da manhã e com as alterações que vieram, entretanto, a serem produzidas, passou o encerramento a ser feito às 23h00, ou seja, não há quaisquer festejos para a passagem de ano. Também no dia 01, o Governo tinha estabelecido que os horários de funcionamento seriam ate às 15h30, mas acabaram por passar para as 13h00, o que impossibilita quaisquer almoços”, concretizou, confirmando que estas alterações introduzem um “desrespeito” pelos empresários e até pelos empregados que têm as suas famílias.

Na questão da alteração ao horário do funcionamento para os restaurantes e estabelecimentos, Miguel Ribeiro confirmou que as alterações são mais uma “machadada” que o Governo deu a um setor já em sérias dificuldades.

“Aquela que seria uma noite de grandes possibilidades de faturação, vai ficar diminuída, o que não ajuda em nada. É uma noite que seria de festa e de faturação para os restantes dias do ano. Seria um contributo importante para o setor. Compreendemos todas estas regras, sabemos que estamos a falar da saúde de todos, mas estas situações estão-nos a matar aos bocadinhos”, afiançou.


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