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Orçamento para 2021 aprovado. Executivo fala em diminuição da carga fiscal. PSD critica falta de rigor e prudência.

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Fotografia: Câmara de Paredes

A Assembleia Municipal de Paredes aprovou, este sábado, por maioria, o Orçamento Municipal para 2021, cuja sessão decorreu no Pavilhão Multiusos de Astromil, com 24 votos a favor, nove votos contra e sete abstenções,

A dotação prevista no Orçamento Municipal para 2021 é de 72 milhões de euros.

Na análise aos documentos previsionais, o deputado municipal Luís Baltar, da bancada do PPD/PSD, desafiou o executivo municipal a devolver o desconto do IRS aos paredenses.

“Exatamente no ano em que vivemos mais instabilidade é o ano em que o município vai aumentar  as receitas por via dos impostos diretos dos paredenses. Isto não é correto. Além da redução do IMI que apoiamos devolva o desconto do IRS para os paredenses que tanto estavam habituados”.

Soares Carneiro, líder da bancada do PPD/PSD, acusou uma vez mais o presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, de “iludir os paredenses”.

“Na nota explicativa das Grandes Opções do Plano falou em tem três prioridades: poupança e política de contenção, diminuir a carga fiscal e apoiar as empresas, na retoma do investimento. Fala em poupança e diminuição  da despesa, mas mais uma vez quer iludir os paredenses, pois a despesa corrente prevista para 2021 será de 36, 31 milhão de euros e a despesa corrente real no ano de 2017, último ano da gestão do PSD e em ano de eleições, foi apenas de 26, 7 milhões de euros.  Prevê uma despesa, comparando com o ano de 2017 de mais nove milhões de euros e até confessa  nestes documentos que em relação ao ano passado a despesa corrente aumentará 600 mil euros. E fala em poupança e contenção? Puro ilusionismo”, disse.

O membro da bancada social-democrata esclareceu que o Orçamento para 2021 prevê um aumento com os custos com o pessoal de mais 2, 1 milhões de euros comparativamente a 2017.

“Mas os paredenses precisam de saber mais, os custos com o pessoal aumentaram em relação a 2017 mais 2, 1 milhões de euros. Eram de 10, 89 milhões  de euros em 2017 e passarão em 2021, 12, 97 milhões. Esta é que é a sua poupança? A aquisição de bens e serviços correntes, não confundir com bens e capital, aumentará mais cinco milhões de euros em relação a 2017, mais 4,6 milhões em relação ao primeiro ano da sua gestão que foi o ano de 2018. Onde está a sua contenção? O propalado rigor e a prudência?  Se os números do Orçamento para 2021 não são verdadeiros então está propositadamente a enganar os paredenses e nem saberia como justificar esses números. Se são verdadeiros, então, o seu rigor e a sua prudência são uma falsidade repetida ao longo destes anos”, frisou.

Falando da diminuição da carga fiscal e do anunciado apoio às famílias e às empresas que os documentos previsionais preveem, Soares Carneiro  disse: “enganou os paredenses quando nas eleições de 2017, para ser eleito, prometeu baixar o IMI de 0,4% para 0,3%. Enganou os paredenses quando em 2018, já depois de assumir funções como presidente da câmara e mesmo em 2019 afirmou repetidamente que a diminuição da taxa de IMI implicaria uma perda de dois milhões de euros. Uma mentira repetida por si e propalada pelos deputados do PS não deixa de ser uma mentira como se vê por este orçamento.  A receita do IMI em relação a 2017 diminuirá apenas 394 mil euros, portanto, muito longe daquela fantasioso número dos dois milhões de euros que nos quiseram vender ao longo destes anos. Sabem quanto é que aumentou a receita com IRS cuja taxa subiu de 4 para 5% em 2019, subiu 900 mil euros. Só esta subida chegava para compensar os 340 mil euros da descida do IMI e ainda sobravam 500 mil euros para outras atividades”.

Na sua intervenção, o líder da bancada do PPD/PSD referiu que  “a receita do IMT, subiu 247 mil euros em relação a 2017 e a derrama, apesar deste ano  consagrar uma isenção para as empresas que faturam menos de 150 mil euros, mesmo assim com essa isenção, subiu, 0,5 milhões de euros. O imposto de circulação automóvel aumentou mais 343 mil euros”.

Soares Carneiro insistiu na tese de que “este é um orçamento que desmascara completamente o presidente da câmara e confirma o malabarismo dos números”, acusando o executivo municipal de dar uma migalha aos paredenses de “394 mil euros e sorrateiramente em impostos retira-lhes mais 1,9 milhões de euros do que em 2017”.

“Sabem quanto é que a câmara cobrou a mais de impostos em relação a 2017 durante estes anos? Em 2018, a receita para impostos subiu 1, 1 milhão de euros, em 2019 a receita aumento 1,29 milhões de euros, em 2020, segundo o Orçamento, aumentará 1,39 milhões de euros e em 2021, também, descontando a descida do IMI aumentará mais 1,5 milhões. Isto dá um acréscimo de receita acumulada de impostos, durante estes quatro anos de mais 5,28 milhões de euros que foram sorrateiramente retirados às famílias e às empresas de Paredes. Esta é que é a diminuição da carga fiscal deste executivo municipal. Isto é ser amigo dos paredenses  e das empresas sobretudo num ano de pandemia e de uma crise social e económica.  A realidade, a verdade vem sempre ao de cima e os factos acabam por desmontar as ilusões e as mentiras. Esta é a poupança deste executivo”, concretizou.

Na análise aos documentos, o líder da bancada municipal laranja assumiu que o executivo municipal tem beneficiado, a partir de 2018, do regime financeiro das autarquias locais.

“Só em 2021 esta câmara vai receber comparando com 2017, 2, 81 milhões de euros do Fundo de Equilíbrio Financeiro, mais 5,1 milhões de euros de transferências correntes. Só aqui temos mais 7, 9 milhões de euros que em 2017. Mais 4,4 milhões de euros que 2020. Mais receita de impostos, mais receitas de transferências do Estado e mais despesas e isto para não falar na tal verba ilusória de 14, 9 milhões de euros de ativos financeiros que o presidente da câmara sabe que não tem, nunca vai ter e que no passado levou a processar criminalmente o anterior presidente da câmara por lançar nos orçamentos receita de capital que eram ilusórias e agora descaradamente sem pudor nem vergonha ao longo de quatro anos faz exatamente a mesma coisa”, garantiu.

“As Escolas de Lordelo e Rebordosa, um frete feito por este executivo ao Governo do PS porque estamos a utilizar fundos comunitários que eram para o concelho de Paredes para beneficiar o Governo, 2,45 milhões de euros”

Fotografia: Câmara de Paredes

O líder da bancada do PSD apontou, também, críticas à forma “apressada” e “pouco pensada” como o executivo municipal tem gastos os fundos comunitários, afirmando: “as Escolas de Lordelo e Rebordosa, um frete feito por este executivo ao Governo do PS porque estamos a utilizar fundos comunitários que eram para o concelho de Paredes para beneficiar o Governo, 2,45 milhões de euros. Estádio das Laranjeiras, 2,47 milhões de euros sem quaisquer apoios comunitários, piscinas descoberta, 1,4 milhões de euros também sem financiamento comunitário, cidade desportiva de Paredes onde agora à pressa se gastaram dinheiro por causa do jogo com o Benfica, mais 10,5 milhões de euros, Pavilhão Multiúsos, 2,7 milhões de euros, sendo 1,4 milhões de apoios comunitários, auditório municipal, custará no total 7,8 milhões de euros, sendo 3,6 milhões de euros gastos em 2021 e por fim o realojamento da comunidade cigana que custará três milhões de euros. Estarão os paredenses de acordo com estas prioridades? Será que estes investimentos feitos sem estudos e sem uma visão estratégia são aqueles que poderão levar Paredes para um outro nível de eficiência, satisfação e de competitividade? Era disto que Paredes precisava? Falar de uma diminuição da carga fiscal é um verdadeiro escândalo e é preciso ter descaramento”, atalhou.

Ricardo Santos, também do grupo PPD/PSD, referindo-se à mensagem do presidente precisou, no seu discurso, que “não é possível reduzir impostos e ao mesmo tempo aumentar a despesa”, tendo acusado o executivo municipal de retirar às famílias a “módica quantia de quase um milhão de euros e dão-lhes 250 mil euros”.

Esmiuçando os documentos afirmou: “receitas não fiscais, transferências correntes, mais três milhões do Estado Central, IRS, mais 500 mil euros que tiram às famílias portuguesas, aos jovens licenciados que começam a trabalhar que pouco mais ganham que mil euros, mas que pagam taxas de rico e têm salários de pobres.  Vão receber mais 241 mil euros do iVA, 7,5% sobre o alojamento, água, luz e gás. Estamos a falar de quase quatro milhões de euros a mais. Significa isto que temos a mais cinco milhões de receita via impostos e transferências do Estado.  Despesa corrente mais 610 mil euros, mais 2,9 em despesa com pessoal, mais 1,7% em transferências correntes. Cinco milhões, se dividíssemos pelas freguesias, dava mais ou menos 300 mil euros por freguesia. Tenho a certeza que se for às freguesias do PSD esse valor está muito distante e são só transferências”, acrescentou.

Cristiano Ribeiro, líder da bancada da CDU, confirmou que os documentos previsionais para o ano 2021 são um instrumento politico e técnico de gestão do executivo que refletem e espelham  aquilo que são propostas do executivo.

“Sempre tivemos a noção que são um instrumento e que servem uma estratégia do executivo que tem opções que poderão ser diferenciadas das nossas, mas são as propostas legítimas sufragadas pela população. Com esta ressalva nunca tivemos a pretensão de colocar questões que o executivo não considerasse relevantes. Para nós, CDU, são claras as opções que o executivo assume nestes planos. Discorde-se ou não das obras elas estão programadas e anunciadas. Esta frontalidade e transparência importa salientar. Não temos a tentação de introduzir o programa eleitoral da CDU. É um exercício de uma prova de vida que não é necessária. Sabemos quais são as obras, algumas não acompanhamos, não são prioritários, estou a falar do auditório, embora era importante uma reabilitação daquele espaço. A piscina ao ar livre é uma obra para a qual não estamos sensibilizados. Não é a nossa ambição. A CDU não se agarra aos valores dos IMI, das taxas e da derrama. Não é isso que unifica um orçamento. O IMI é um imposto do património. Pensamos que o Orçamento pode ser bom ou mal independentemente das opções que sobre estes valores se possa fazer. O mais importante são as pessoas e sempre na lógica de que os mais desfavorecidos têm de ser objeto de proteção de uma autarquia e de uma politica autárquica”, expressou.

Fotografia: Câmara de Paredes

“O associativismo muito diversificado sofreu e está a sofrer uma destruição que resulta das condições objetivas da vidas das pessoas. Na área social, cultural e desportiva, há a necessidade de revitalizar instituições que são fundamentais”

Quanto às obras  expressas nos documentos, Cristiano Ribeiro  referiu-se ao saneamento como a questão fundamental deste Orçamento. O depurado chamou, também a atenção para a situação real do associativismo durante e pós-pandemia.

“O associativismo muito diversificado sofreu e está a sofrer uma destruição que resulta das condições objetivas da vidas das pessoas. Na área social, cultural e desportiva, há a necessidade de revitalizar instituições que são fundamentais. Vai ser necessário um esforço redobrado, revitalizar essas associações”, afiançou, recordando que quanto ao Mosteiro de Cete existem passos que têm de ser dados.

O deputado da CDU fez, também, a apologia da defesa dos rios e ribeiros, defendendo a implementação de salvaguarda dos rios e das suas margens.

“É um dossier que temos de abrir e resolver”, atalhou, sustentando que a implantação do realojamento da comunidade cigana tinha de ser possível já e não prolongada no tempo.

A deputada municipal Ana Raquel, do CDS-PP, referiu-se a este Orçamento como de um documento de “ano de eleições”, acusando o executivo municipal de ter falhado vários dos compromissos eleitorais que tinha assumido.

“É um das mais caras e estamos pior do que há três anos. Decidiu entrar em conflito com a empresa distribuidora de água que exigiu uma indemnização de 200 milhões de euros que não sabemos como nem quando irá terminar, mas sabemos quem pagará”

A deputada centrista acusou o executivo PS de não ter cumprido com a atribuição de uma verba no valor de um 600 mil euros para a criação de emprego, recordando que o executivo socialista também não cumpriu com a promessa de baixar o preço da água.

“É um das mais caras e estamos pior do que há três anos. Decidiu entrar em conflito com a empresa distribuidora de água que exigiu uma indemnização de 200 milhões de euros que não sabemos como nem quando irá terminar, mas sabemos quem pagará. Pior do que isso, neste momento, fruto das quezílias, a Be Water que no início da pandemia dava uma moratória de 90 dias para as pessoas, que tinham dificuldades em pagar a água, pudessem fazê-lo, neste momento, fruto do conflito que impera, acabou a moratória e ao fim de 20 dias, após receber a notificação a água, pode ser cortada, ficando as pessoas sem este bem que é essencial”, lembrou.

Ana Raquel apontou, também, como exemplo de uma promessa não cumprida, o aumento a rede de saneamento básico.

“Ao fim deste tempo, pergunto-lhe  quantos pontos de saneamento básico é que construiu? Julgo que nenhum metro. Anuncia que vai fazer saneamento no sul do concelho, nas freguesias de Recarei e Sobreira, mais vale tarde do que nunca  e espero que o que parece ser venha a ser. Há aqui uma dúvida que me resta a Be Water continuará a ter no próximo ano a responsabilidade da construção do saneamento e como tudo indica terá nos próximos anos e nos seguintes com que lógica é que fará obra que é de privados ou que é da responsabilidade de privados e para cúmulo com fundos comunitários. Julgamos ser uma impossibilidade legal, mesmo assim continua a dizer que o fará”, confessou.

Fotografia: Câmara de Paredes

“Os documentos que nos traz hoje não correspondem às expectativas que o PS criou junto dos eleitores, esqueceu o que prometeu fazer para fazer o que nunca prometeu.  Este orçamento não incluiu o fundo de emergência municipal, uma das propostas  apresentadas pelo CDS-PP para minimizar as consequências da pandemia junto das pessoas e das empresas o que nos levou lamentavelmente a concluir que o  presidente da câmara, mais uma vez, em vez de ouvir a oposição queria mais do mesmo tirar uma fotografias para dizer que faz de conta que faz, que é coisa que faz com frequência”, sublinhou, acrescentando:

“Retiro dos documentos o que é mais evidente, aumento das despesas com pessoal. O CDS votará sempre a favor da contratação de mais pessoal, mas achamos escandaloso e até um atentado ao bom nome continuarmos a assistir à contratação de clientela partidária do PS que procura emprego, mas não quer trabalho”.

A deputada centrista, na sua análise aos documentos previsionais, relembrou que o Orçamento para 2021 “não só não é solução para os problemas do concelho”, como “aumenta os problemas já existentes”.

“O orçamento que nos apresenta não é uma solução para os problemas do concelho como, entendemos, aumenta os problemas já existentes, não se preocupa com o desenvolvimento equilibrado de todas as freguesias, acentuando desigualdades e assimetrias”, precisou.

“Por muito que isto doa ao PSD, esta é uma proposta de continuidade do investimento, com grandes preocupações  sociais e com uma nova redução da carga fiscal, com escolhas responsáveis, com um rumo definido, sem cair em loucuras e devaneios como outrora”

Rui Silva, líder do grupo municipal do PS, em defesa da bancada e do executivo municipal, enfatizou a aposta que os documentos previsionais para 2021 assumem em domínios como os apoios sociais às famílias, salientando que estes vão ser reforçados, a aposta na realização de obras em todas as freguesias, no lançamento do saneamento nas freguesias do sul do concelho, apontando, também, o arranque de obras municipais âncora: auditório municipal e centro de congressos e a requalificação do Estádio das Laranjeiras.

“Por muito que isto doa ao PSD, esta é uma proposta de continuidade do investimento, com grandes preocupações  sociais e com uma nova redução da carga fiscal, com escolhas responsáveis, com um rumo definido, sem cair em loucuras e devaneios como outrora, mas  sim com a responsabilidade e o rigor de quem governa os destinos deste território. Tem sido um caminho difícil estes últimos três anos com muitas surpresas e armadilhas a que se juntou a pandemia do novo coronavirus que criou um enorme choque  global que obviamente também se tem feito sentir no concelho. Este executivo municipal tem procurado afincadamente atuar de uma forma assertiva e rápida no apoio às famílias, às empresa e às instituições, essas sim que têm desempenhado um papel imprescindível neste combate”, asseverou.

O deputado municipal socialista enfatizou a contenção de custos do atual executivo municipal  recorrendo sempre que possível a meios próprios, sublinhando o rigor e transparência como instrumentos da “boa gestão” de Alexandre Almeida.

“O cálculo da despesa  sempre na ótica da dívida acumulada é uma prática  o que faz com que as obrigações do município continuem a ser desenvolvidas e alicerçadas na transparência, no rigor e na eficácia, procurando  sempre direcionar os recursos existentes para os apoios sociais, para que os investimentos a serem realizados tenham importância para o concelho e para as empresas no sentido de promover riqueza e o desenvolvimento do tecido empresarial”, retorquiu.  

Rui Silva ressalvou, também, a descida  do IMI, para o mínimo, e a descida da carga  fiscal como uma mais-valia para as famílias e os paredenses, em geral.

“Neste orçamento é de destacar que os paredenses passam a ter a taxa de IMI mais baixa de sempre, 0,3% cumprindo desta forma mais uma promessa eleitoral feita em 2017, permitindo uma maior redução da carga fiscal às famílias. Este orçamento  também se fará sentir no valor dos subsídios prestados às corporações de bombeiros, delegações da Cruz Vermelha e instituições particulares de solidariedade social. A saúde, educação, a habitação e a cultura continuam a merecer obviamente uma atenção especial e mesmo nestes tempos difíceis que continuamos a atravessar não serão descuradas estas áreas continuando a ser prioritário a continuação das condições de acessibilidade”, anuiu.

A nível do tecido empresarial, Rui Silva relevou a aposta do executivo na dinamização do tecido empresarial, na atração de investimento e criação de riqueza.

“Irá continuar a captação de novo investimentos, fomentando a criação de emprego e incentivo às pequenas e médias empresas, sendo aqui de destacar o grande trabalho que tem sido desenvolvido  pelo pelouro desta área. Quanto ao IRS é o imposto mais justo que há. Paga mais quem ganha mais e é justo que quem ganha mais, pague mais para poder proporcionar a quem ganha menos estes apoios”, reiterou.

O líder da bancada do PS admitiu, também, que o recurso a candidaturas a fundos comunitários continuará a ser fundamental na concretização dos investimentos de grande importância e significado para o concelho.

“Isso foi uma das grandes vitórias neste mandato e nunca é demais lembrar que o acesso a estas candidaturas nos estava vedado devido ao comportamento do anterior executivo, pois os fundos comunitários proporcionaram a realização de um conjunto de obras, permitiu a requalificação ou reorientação de equipamentos essenciais ao bem-estar dos nossos habitantes e a construção de várias obras em várias áreas.”, afirmou, reconhecendo que a aquisição de alguns bens permitiu o aumento de oferta de equipamentos da comunidade e economia local, em prol de um desenvolvimento mais sustentado.

“E será também uma candidatura aos fundos comunitários que se dará,  contra vontade do PSD, ao saneamento nas freguesias de Recarei e Sobreira, naquele que será o pontapé de saída de um longo caminho que será percorrido para finalmente se dotar todo o concelho de água e saneamento.  Em 2022 com o resgate e o regresso destes serviços ao SMAS, à esfera municipal vai-se iniciar definitivamente a concretização deste serviço básico indispensável para todos os paredenses”, avisou.

Rui Silva, em defesa do documentos provisionais para 2021, relembrou que “pela conclusão  dos grandes investimentos como a conclusão de obras emblemáticas já em 2021 e o arranque de outras todas elas de grande importância, pelo aumento dos apoios nas várias  vertentes sociais, pela atenção que será dedicada a quem está a sofrer mais com esta crise pandémica, pelo aumento das transferências para as juntas de freguesa com as delegações de competências e para as instituições de socorro e pela continuação de incentivos para a captação de novas empresas e de criação de novos postos de trabalho”, o PS só poderia votar favoravelmente o orçamento.

Fotografia: Câmara de Paredes

Já o presidente da Câmara de Paredes classificou o Orçamento para 2021 como de “continuidade do investimento”, admitindo que os documentos preveem o maior volume de obras e refletem uma clara preocupação com as questões sociais, de que a redução da carga fiscal é um exemplo.

No domínio  dos apoios sociais, o autarca reafirmou a intenção de reforçar o apoio às associações, os subsídios às corporações de bombeiros e à Cruz Vermelha.

O edil assumiu, também, que empresas com um com volume de faturação até 150 mil euros anuais terão  isenção da taxa de derrama, esclarecendo que o Orçamento para 2021 prevê um volume de obras em várias pontos do concelho que ronda 30 milhões de euros.

“Acredito na delegação de competências e não é por acaso que desde 2018 até agora já foram feitos mais de dois milhões de euros de delegação de competências para a realização de obras”

No domínio das obras, o chefe do executivo concretizou que é sua intenção prosseguir com  a delegação de competências nas Juntas de Freguesias.

“Estamos a fazer obras em todas as freguesia, muitas dessas obras que estão a ser feitas diretamente pelos senhores presidentes de junta, acredito na delegação de competências e não é por acaso que desde 2018 até agora já foram feitos mais de dois milhões de euros de delegação de competências para a realização de obras. Ao longo deste mandato vamos fazer delegações de competências acima dos dois milhões e meio de euros, o que significa acreditar na capacidade do trabalho dos presidentes de junta na resolução dos problemas das suas freguesias”, precisou.

Alexandre Almeida apontou, ainda, 2021 como sendo o ano da realização de obras emblemáticas para o município como o auditório municipal de Paredes e centro de congressos, a requalificação do Estádio Municipal das Laranjeiras, o realojamento da comunidade cigana e o início do avanço dos investimentos em saneamento no sul do concelho.

Quanto ao saneamento, o presidente da Câmara de Paredes recordou que estão a ser apresentadas candidaturas a apoios comunitários, sustentando que 2022 será o ano do retomar dos serviços de água e saneamento através dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Paredes.

Falando das criticas feitas pelo líder da bancada do PSD ao Orçamento, o presidente da Câmara de Paredes destacou que uma coisa é o orçamento e outra a despesa.

“Pôs-se a comparar o orçamento com a despesa. Uma coisa é o orçamento, outra coisa é a despesa efetuada. Tentou comparar a despesa corrente desde ano que é de 36,3 milhões de euros, referindo-se que a despesa de 2017 era 26 milhões de euros. A despesa corrente em 2017 são 34 milhões 879. Agora aquilo que foi pago foi apenas 26 milhões de euros e porquê? Porque andámos a pagar aquilo que vocês não pagavam. Eram os subsídios de bombeiros fora do prazo, eram subsídios às freguesias fora do prazo. Isso é que é ilusão aos paredenses. É tentar falar de uma questão objetiva que é o orçamento para 2021 e fazer comparações  que não têm nada a ver com o orçamento de 2021. Em 2021 temos 36,3 milhões e em 2017 teria 34,8. Agora faz-se delegação de competências nas freguesias, transfere-se o dinheiro para as freguesias e na altura não se fazia. Agora, faz-se obras por administração direta e na altura não se fazia”, acrescentou.

No que toca à receita fiscal, o responsável pelo executivo municipal acusou a oposição de querer iludir os paredenses.

“Querer iludir os paredenses de que não baixamos a taxa de IMI de 0,4 para 0,3% e com isso perdemos receita e estamos a beneficiar pequenas empresas particulares, isso é de muito mau tom. Em 2017, que foi o último ano de governação do PSD, uma pessoa com uma casa, que valesse 100 mil euros, pagava 400 euros  de IMI. Quanto é que vai pagar no próximo ano? Vai pagar 300 euros de IMI. Um pavilhão como este, em Astromil, que teria custado um milhão de euros, em 2017 pagava quatro mil euros de IMI. Quanto é que vai pagar para o ano? Três mil euros de IMI. Quem está a gerir o município são pessoas responsáveis e são pessoas que fizeram uma descida gradual do IMI de forma a preparar as contas da câmara para poder continuar a fazer investimento e diminuir a dívida da autarquia. Agora tentar dizer que uma redução da taxa de 0,4 para 0,3% não faz perder dois milhões de euros de receita… Deixe-me explicar: a receita de IMI em 2018 foram 7 milhões 749. Se fôssemos a 2018 e em vez de ter uma taxa de 0,4%, tivéssemos uma taxa de 0,3%, isto é, menos 25%, tínhamos perdido um milhão 937 euros. Querer dizer que isto não é uma redução da taxa de IMI, tenha paciência!. Se fosse o PSD que estivesse aqui eram quase dois milhões de euros que todos os anos tínhamos na nossa mão”, frisou, salientando: . “começamos a fazer os investimentos tarde porque quando chegamos à câmara municipal não tínhamos acessos a fundos comunitários depois de resolvermos essa questão, tivemos que apresentar as candidaturas, estas foram aprovadas, avançamos com os investimentos  e não admira que em 2019 fomos o município que mais avançamos com investimentos e mais reduziu o endividamento”, atalhou.

Quanto às observações do CDS-PP, o chefe do executivo explicou que a Be Water  não reclamou valor nenhum. Já à retirada da moratória de 90 dias para as pessoas que tinham dificuldades em pagar a água, o responsável do executivo municipal recordou que “há uma imposição legal que passou para o semestre de 2021 que impede que as empresas que fornecem bens essenciais retirem essas moratórias”.


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