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Bispo do Porto pede a idosos sacrifício acrescido nesta quadra natalícia

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O Bispo do Porto, D. Manuel Linda, solicitou, esta sexta-feira, aos idosos, em mensagem de Natal que se encontra partilhada no site da Diocese do Porto, para fazerem o sacrifício acrescido de nesta quadra natalícia evitarem os contactos com os familiares devido à crise sanitária que continua a afetar o país.

Na mensagem com a designação, o Bispo do Porto reconhece que “a maior alegria que vos podem dar é a companhia dos vossos. E, de forma especial aqueles que habitualmente vivem nos lares e casas de repouso, anseiam por certas datas para o reencontro com os filhos, os netos e, porventura, os bisnetos”, mas adverte para o facto desta não ser quadra natalícia idêntica às anteriores.

“Este ano, porém, as coisas são diferentes. Exige de nós algumas privações. Porventura, pode exigir que saudemos os nossos e recebamos a sua saudação, mas pelo telemóvel ou pelo computador. É que esta terrível pandemia causa-nos muitos problemas e nem sequer permite que usemos a riqueza maior e que mais apreciamos: a expressão dos afetos que aquece a alma, os afagos de mãos que retiram todas as dores dos ossos, o beijo que diminui vinte ou trinta anos na idade, o sorriso que espevita a fogueira do amor e acende a da esperança”, refere o responsável pela Diocese do Porto que acrescenta: “Precisamente por causa disto, venho pedir-lhes o sacrifício acrescido de, este ano, sabermos prescindir daquilo que mais gostamos em nome da prudência: os contactos familiares por alturas do Natal. Para que o sofrimento de todos não aumente mais. É que todos nós ouvimos falar de conhecidos infetados pelo vírus, de amigos que tiveram de passar dias e dias nos cuidados intensivos dos hospitais, até, porventura, de pessoas que morreram no mesmo Lar. E isso gerou medo de contágio, pavor de que a epidemia se espalhasse mais, receio de nem sequer sabermos se a pessoa que se encontrava à nossa frente estava ou não infetada”.

D. Manuel Linda realça, também, o esforço que foi feito no sentido de se estudar e colocar no mercado uma vacina que possa minimizar os efeitos das infeções por Covid-19 e possibilitar que possamos “voltar aos afetos, às carícias, aos encontros. Numa palavra, à família”.

“Graças a Deus, podemos já reanimar a esperança. Sim, graças a Deus que deu inteligência e determinação a tantos que estudaram, prepararam, testaram, produziram e lançaram as vacinas no mercado. E aí estão elas não apenas como medicamento que cura, mas prevenção que evita que se apanhe a doença. Graças a Deus que, dentro de poucos dias, começaremos o processo daquilo que os entendidos chamam a «imunidade de grupo». E poderemos voltar aos afetos, às carícias, aos encontros. Numa palavra, à família”, disse, mostrando-se confiante que para o ano tudo será diferente.


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