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TAP

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Nos últimos dias têm vindo a público notícias inquietantes sobre a restruturação da TAP tem ocupado as preocupações dos contribuintes portugueses.

A TAP!!! O que dizer… O governo leva hoje a Bruxelas um plano de restruturação da empresa que aponta para a injeção de mais 1800 milhões de Euros dos nossos impostos, a somar aos 1200 milhões injetados este ano, o despedimento de cerca de 2000 trabalhadores, a redução dos salários entre 20% e 25% acima dos 700/800 Euros. Para já, do que conhecemos, é isto e não é pouca coisa.

Não é primeira vez que a TAP é restruturada. Em 1994, o Plano de Saneamento Económico e Financeiro da empresa injetou 1500 milhões de euros, reduziu pessoal com reformas antecipadas, diminuiu a frota e restruturo-a, abdicou de rotas e Portugal comprometeu-se perante Bruxelas que, em 1997, privatizaria parcialmente a TAP. Esse compromisso só veio a cumprir-se em 2015 quando o governo liderado por Passos Coelho privatizou parcialmente a a companhia aérea, cumprindo também a exigência de privatização imposta pela TROIKA no memorando de entendimento que, recorde-se, foi assinado por José Sócrates, em 2011, depois de ter levado este país à bancarrota.

Com a privatização da TAP em 2015, o governo PSD/CDS livrou Portugal de um pesado fardo financeiro. Em 2016, a Geringonça, por viés ideológico de esquerda radical, força o governo de António Costa a reverter a privatização da TAP para nela mandar, todavia continuou sem mandar e começou a pagar! Recomeça, então, o tormento para os contribuintes portugueses. O dinheiro que se injetou e se vai ainda injetar na TAP é mais do que o apoio que este governo vai possibilitar a todas as empresas do nosso país, TODAS, caro leitor!!! Um preço de 300 Euros a pagar por cada português, como diz o líder o PSD, Rui Rio!

Esta injeção de capital na TAP retira recursos à Saúde, à Educação, à Justiça, à Economia, à Cultura, à Agricultura… e não há a garantia de que os portugueses não tenham de continuar a pagar uma empresa cujo historial de gestão danosa de recursos financeiros é tradição.

O empresário David Neeleman deve estar a esfregar as mãos de contente: recebeu 55 milhões de Euros do governo para sair e livrou-se de uma empresa cuja viabilidade a pandemia veio expor.

O governo e a esquerda radical procuram vender aos portugueses a ideia de que se trata de uma companhia aérea de bandeira e estratégica para o país. É, mas a qualquer preço, “para o bem e para o mal”???

A TAP é um buraco criado por este Governo que tragicamente ficará demasiado cara para um país que tem uma enorme carga fiscal, paga por todos nós e a maior de sempre, bem como uma dívida externa brutal. Se a tragédia da pandemia não explica tudo, a comédia ideológica da esquerda radical explica muita coisa quando bate de frente com a realidade.

António Cunha

Deputado à Assembleia da República – Grupo Parlamentar do PSD

10 de dezembro de 2020


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