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Lousada: Paisagem Protegida do Sousa Superior em destaque nas Jornadas do Ambiente (C/ Vídeo)

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Fotografia: Câmara de Lousada

A Paisagem Protegida Local do Sousa Superior foi mote da edição deste ano das XVI Jornadas do Ambiente, uma iniciativa da Câmara de Lousada,

A edição deste ano, tendo em conta a crise sanitária que continua a assoberbar a região e o país foi realizada exclusivamente online, através da plataforma Zoom.

O vereador do Ambiente, Manuel Nunes, fez a apresentação da Paisagem Protegida Local do Sousa Superior (PPLSS), evidenciado que esta estratégia foi alicerçada em vários eixos, como “a investigação e conservação da natureza, a educação ambiental e literacia científica, o envolvimento social, a eficiência infraestrutural e a sustentabilidade interna”.

O autarca realçou que foram muitos os projetos desenvolvidos pela autarquia na área ambiental .

“Com grandes resultados, que refletem o envolvimento dos cidadãos naquilo que o Município vai desenvolvendo. Sem esse empenho direto não teria sido possível plantar as 55 mil árvores, por exemplo”, disse.

Falando da Paisagem Protegida Local do Sousa Superior, o vereador esclareceu que este projeto tem como objetivos “criar um instrumento de gestão para o território do Sousa Superior, de modo a que possa funcionar como um laboratório de experimentação e mostra das intervenções ambientais e sociais. Importa ainda criar uma dinâmica de desenvolvimento e ser referência nacional nas questões ambientais”.

O responsável pela pasta do ambiente avançou que após todo o conhecimento que estava devidamente documentado, participaram em todo o processo mais de 600 pessoas, entre agentes do tecido empresarial, religioso, político, associativo e a título individual.

Fotografia: Câmara de Lousada

“No desenrolar dos trabalhos havia a certeza de que este era o caminho certo. Foram apresentadas mais de 60 propostas em articulação com a equipa de trabalho e, que no final, foram experimentadas”, salientou o autarca.

Os trabalhos desta XVI Jornadas do Ambiente contou com a presença de Carol Ritchie, diretora executiva da Federação EUROPARC, que representa centenas de autoridades e áreas classificadas em mais de 40 países de toda a Europa, e que apresentou um resumo da importância das áreas protegidas na Europa, em termos de economia, saúde mental e social.

Ricardo Martins, do Laboratório da Paisagem, de Guimarães, apresentou as conclusões do Workshop Ibero-Brasileiro sobre Áreas Protegidas, recentemente publicadas em livro, detalhando forças e desafios na gestão de diferentes tipologias de áreas protegidas.

Os contributos nacionais focaram diferentes áreas protegidas criadas e geridas por municípios – no caso, o processo de criação da Paisagem Protegida do Sousa Superior, a experiência transmunicipal do Parque das Serras do Porto, bem como áreas sujeitas a forte pressão turística (Município de Loulé).

Foi ainda apresentada a gestão das áreas protegidas de Lisboa e Vale do Tejo, pela tutela nacional, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas.

Os oradores frisaram aspetos fundamentais para a garantia de funcionamento – nas suas múltiplas vertentes – das áreas protegidas, como a importância de a entidade de gestão dar o exemplo, da informação e sensibilização dos visitantes, da empatia para com os visitantes/residentes e da criação de uma relação afetiva e de proximidade com a comunidade residente.

A edição deste ano das Jornadas do Ambiente ficou, ainda, marcada pela apresentação do quarto volume da Revista Lucanus – Ambiente e Sociedade, por João Carvalho, coordenador, da Universidade de Aveiro, Manuel Nunes, vereador do Ambiente e Prof. Doutor Carlos Fonseca, da ForestWISE e Universidade de Aveiro.

A autarquia esclareceu que este é um projeto pioneiro da câmara municipal em colaboração com o departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

A revista tem dez artigos e, de acordo com o coordenador editorial, “surgiu numa altura excecional sem qualquer tipo de precedentes, que é a pandemia, que nos faz entender que necessitamos muito da natureza”.

O primeiro tema é “Voluntariado ambiental em Lousada. O essencial é invisível à economia”, seguido de “Lousada Guarda Rios: a cidadania ativa na proteção dos recursos naturais” e “Importância na inventariação dos recursos hídricos subterrâneos: o caso da freguesia de Meinedo, em Lousada”. “Era uma vez um esquilo-siberiano em Lousada – o primeiro registo de um esquilo exótico em Portugal” é o terceiro tema, a que se segue “Plano de leitura ambiente: uma estratégia para a literacia ambiental no concelho de Lousada (2015-2020), “Ilustração científica e de vida selvagem!” e “Carvalhos-cerquinhos de grande porte dos concelhos da Batalha e de Tomar como embaixadores dos Bosques de Quercus Faginea Lam (Cercais) na zona centro de Portugal”.

“Inovação e retro-inovação aplicadas ao setor da Bolota para o consumo humano em Portugal”, “Estratégia rewilding em Portugal – a conservação do lobo-ibérico e a renaturalização do grande Vale do Côa como casos de estudo” e “Estudo e gestão do javali urbano em Barcelona” completam a revista Lucanus de 2020.

A Lucanus está publicada em formato papel e em formato digital no sítio de internet do município de Lousada.


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