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XV Semana Gastronómica do Capão à Freamunde está a decorrer

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Fotografia: Câmara de Paços de Ferreira

Está a decorrer a Semana Gastronómica do Capão à Freamunde, que termina no dia da Feira de Santa Luzia, popularmente conhecida pela Feira dos Capões.

A edição deste ano termina no dia 13 de dezembro e conta com 13 restaurantes aderentes.

Segundo a autarquia pacense, este ano, atendendo à atual situação pandémica, a semana gastronómica vai contar com algumas alterações, sendo que “pedidos junto dos restaurantes aderentes deverão ser de meio capão ou capão inteiro e efetuados sempre por marcação prévia, com o mínimo de 24 horas de antecedência”, refere o comunicado da autarquia que esclarece que pela primeira vez está disponível um serviço take away.   

De acordo com o município, a organização da XV Semana Gastronómica oferecerá a todos os restaurantes, embalagens produzidas especificamente para este evento e adequadas a esta iguaria.

“Este ano a feira de Freamunde, no dia 13 de dezembro, realiza-se só até ao meio dia, por causa da pandemia. Haverá concurso de melhor capão vivo! É mais cedo: 10 horas. Neste concurso participam dezenas de criadores de capão, alguns  oriundos de outros concelhos do Vale do Sousa”, lê-se no mesmo comunicado que esclarece que a Semana Gastronómica do Capão à Freamunde tem como objetivos a promoção do capão, continua a surpreender pelo número de restaurantes aderentes.

Refira-se que o concurso de melhor capão vivo visa, fundamentalmente, incentivar os criadores de capão a manterem viva esta tradição de Freamunde.

“A Feira dos Capões foi oficialmente instituída a 3 de outubro de 1719 por provisão d’El-Rei D. João V. Os estudiosos indicam-na como costume medieval, pelos relatos de notícias em documentos do Séc. XV”, sustenta a autarquia que confirma que o concurso é hoje uma referência que é conhecido no país e além fronteiras.

“O melhor da feira, e o que lhe concedeu a fama e popularidade dos dias de hoje, é o imenso mercado de aves que atrai milhares de visitantes à Cidade de Freamunde vindos de todo o Portugal e até de Espanha, sobretudo da Galiza”, alude a nota de imprensa que nos foi enviada que confirma que a “certificação do Capão à Freamunde, com a denominação de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuída pela Comissão Europeia, tem levado a Câmara de Paços de Ferreira a apostar na promoção desta especialidade em diversas capitais europeias, de modo a que o capão à Freamunde ombreie lado a lado com outras especialidades da gastronomia europeia e mundial. No nosso país, durante a noite de consoada, o capão à moda de Freamunde, assado no forno, acompanhado com batatas assadas e grelos, já substitui, desde há vários anos, o peru, outra ave muito apreciada durante as festas natalícias dos portugueses”.

Fotografia: Câmara de Paços de Ferreira

A mesma nota de imprensa esclarece que “o ato de capar remonta ao tempo dos Romanos. Consta a lenda que o Cônsul Romano Caio Cânio, cansado da perda do sono por causa do cantar dos galos, fez aprovar uma lei impeditiva da existência destas aves na cidade de Roma. Sem contrariar a lei, houve quem se lembrasse de uma forma de continuar a usufruir da carne dos galos sem que estes cantassem: capando-os. Surgiu, assim, o capão, que ultrapassa em beleza, tamanho e sabor, o galo macho. Com a romanização de todo o território do Noroeste Peninsular, a tradição de criação do capão foi passando de geração em geração. O animal castrado apresenta peito largo, com grande abundância de massa muscular, patas e pele de cor amarelada e coxas muito desenvolvidas e musculadas”.

O comunicado avança que o Capão de Freamunde é uma ave especial.

A sua carne é mais tenra e macia e, quando assado, adquire um requintado e inigualável sabor. O capão sempre foi apontado como iguaria, habitual nos repastos e banquetes reais. Inúmeros historiadores e cronistas mencionaram-no nas suas obras como sendo um prato de excelência servido aos Reis. Foram três os fatores que contribuíram para este posicionamento tão elevado do capão: primeiro, as inegáveis qualidades gastronómicas da carne da ave; segundo, o facto de o capão ser o “ex-libris” de Freamunde; por último, a vontade de receber bem e sempre de braços abertos, aqueles que visitam o concelho de Paços de Ferreira. Depois de embriagado com vinho do Porto, mata-se o Capão, abre-se e lava-se. Deixa-se em água fria com rodelas de limão, cerca de uma hora. De seguida põe-se a escorrer e coloca-se em vinha-d’alhos durante 24 horas. No dia de o cozinhar, põe-se a estalar, numa caçarola, o azeite, gordura de porco e cebola às rodelas. Deita-se uma boa colher de sopa de manteiga, meio 2,5 dl de vinho branco e vinho do porto e tempera-se com sal q.b. Escorre-se o Capão, esfrega-se todo com este novo molho. Antes de meter no forno recheia-se com o seguinte picado refogado: azeite, cebola, alho, miúdos do capão, presunto, salpicão, chouriço de carne, carne de vaca, vinho branco, piripiri, louro, salsa, etc. Depois de guisado é passado e bem misturado com “farófia” no resto do molho. Enche-se a barriga do capão e cose-se. Coloca-se na pingadeira de barro, e leva-se ao forno a assar lentamente (cerca de 3h), coberto com papel de alumínio para não queimar demais. Deve picar-se com um garfo de vez em quando, ao mesmo tempo que se rega com o molho da assadeira e vinho do porto. A operação de picar com o garfo deve ser cuidadosa para não ferir a pele que deve ficar estaladiça e loura. Meia hora antes, tira-se o papel para alourar. Acompanha-se com batatas assadas e grelos”, refere o comunicado.


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