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Lousada: Voluntariado ambiental, em quatro anos, passou de zero para mais de sete mil

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Fotografia: Câmara de Lousada

Falar do voluntariado ambiental é falar do concelho de Lousada.  São vários os atores a agentes ligados à área do ambiente que assumem que, nos últimos anos, Lousada tem adquirido um crescimento e uma visibilidade crescentes neste domínio, com o município a executar e a desenvolver inúmeras ações, com um forte envolvimento da comunidade e das instituições, enquadradas numa estratégia para o ambiente.

Aproveitando o Dia Internacional do Voluntariado, efeméride que se assinalou, este sábado,  e porque o voluntariado não se reduz à sua dimensão na área da saúde ou no domínio mais social, o Novum Canal  falou com  Milene Matos, coordenadora do Setor de Conservação da Natureza e Educação Ambiental ((SCNEA), no município de Lousada, uma especialista nesta área que assinou recentemente com o vereador responsável pelo ambiente, Manuel Nunes, na revista Lucanus, um artigo sobre o voluntariado para o ambiente, a sua dimensão e importância no município.

As inúmeras atividades e projetos que integram e sustentam a estratégia ambiental do município, evidenciam que há cada vez mais voluntários e instituições a participarem nas ações realizadas e propostas pelo executivo lousadense.

Questionada sobre esta realidade, Milene Matos, confirmou que tem havido um aumento do voluntariado para o ambiente, existindo mais de sete mil voluntários, nesta área.

Fotografia: Câmara de Lousada

“No concelho, sem dúvida. No que respeita ao voluntariado ambiental, há 4 anos havia zero voluntários e agora são mais de sete mil”, disse.

Segundo a revista Lucanus, o investimento realizado pelos voluntários que têm participado entre 2016 e 2020 nas inúmeras ações desenvolvidas pelo município excede os 200 mil euros, confirmando que é praticamente impossível calcular o valor material e imaterial deste tipo de voluntariado e os impactos que o mesmo tem na comunidade.

Milene Matos admitiu que o aumento do voluntariado na área do ambiente está, também, associado à “maior consciência ambiental, mas principalmente ao grande esforço de envolvimento social que a autarquia tem empreendido”.

A especialista da Divisão da Conservação da Natureza e Educação Ambiental da Câmara Municipal de Lousada, manifestou que a crescente visibilidade que o concelho tem dado a esta área tem contribuído para mobilizar  cada vez mais jovens para este tipo de voluntariado.

“Naturalmente… A capacidade de mobilização e a credibilidade é outra”, expressou, sustentando que a aposta na educação ambiental, um dos vetores da estratégia para o ambiente do município, poderá explicar também um eventual aumento do número de voluntários.

“Sim, tratando-se de uma educação ambiental integrada e transversal a toda a atuação da autarquia e em todas as iniciativas formais e não formais, que acabam por gerar outra consciência ecológica e cívica”, acrescentou.

Ao Novum Canal, Milene Matos concordou que a aposta que o executivo municipal lousadense tem feito na educação ambiental é, igualmente, um trabalho que tem dado resultados.

Fotografia: Câmara de Lousada

“Sem dúvida. Os resultados dessa educação repercutem-se em todos os indicadores ambientais: árvores plantadas pelos munícipes, lixo separado e encaminhado para reciclagem, adesão a iniciativas diversas, etc”, sublinhou, reconhecendo que a meta do  município é continuar a promover uma maior consciência ambiental entre os cidadãos, de uma forma geral, e com isso mobilizar mais jovens e envolver a população nas atividades e ações propostas.

 “É esse o nosso objetivo, principalmente o de cativar e mobilizar mais jovens para o contacto com a natureza, ao ar livre”, defendeu.

Interpelada se o Centro de Educação Ambiental Casa das Videiras cabe nesta estratégia de fomentar uma maior consciência ambiental, Milene Matos afirmou que a Casa das Videiras é apenas mais um local da atuação ambiental descentralizada que o executivo tem implementado.

Milene Matos, da Divisão da Conservação da Natureza e Educação Ambiental, e um das especialistas que integram a vasta equipa de colaboradores, responsáveis pela revisão científica da  revista Lucanus, realçou, por outro lado, que a articulação com os estabelecimentos de ensino tem sido um vetor igualmente importante nesta estratégia de consciencialização ambiental.

“Sem dúvida, os resultados do BioEscola assim o demonstram, contando já com mais de 23.000 participações de crianças e jovens em atividades de educação ambiental formal ou não formal”, disse, admitindo que a sensibilização dos mais novos para as questões ambientais e a importância da valorização dos ecossistemas é uma forma de formar ambientalmente os mais novos e atraí-los para estas ações.

“É uma das formas de cativar, mas principalmente, de gerar consciência ecológica e a noção “do indivíduo no grande ecossistema” que é o mundo”, atalhou.

Milene Matos assegurou, também, que na comunidade e entre os adultos, a tendência para o voluntariado ambiental tem sido de crescimento.

“Sim, em todas as faixas etárias dentro da idade adulta (+- mais de 20 anos de idade)”, afiançou, referindo que os voluntários que atuam nesta área são maioritariamente jovens adultos (18 aos 30) e dos 40 aos 60.

Já quanto à convicção de que Lousada é no contexto da região um dos municípios que mais trabalhado a área ambiental,  a investigadora e responsável pela Associação BioLiving, reconheceu que Lousada tem obtido reconhecido nacional e internacional, factos que comprovam a mais-valia, esforço e reconhecimento das suas atividades, ações e projetos na área ambiental.

“Não nos cabe a nós ser juízes em causa própria, mas felizmente temos tido muito reconhecimento nacional e internacional, portanto alguma coisa parece estar a funcionar bem!”, concretizou, precisando que a aposta no voluntariado para o ambiente é para continuar.


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