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Liga dos Amigos Hospital de Penafiel deposita coroa de flores na estátua de Padre Américo (C/ Vídeo)

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A Liga dos Amigos Hospital Padre Américo assinalou, esta sábado, o Dia Internacional do Voluntariado, com colocação de coroa de flores na estátua do Padre Américo que dá o nome ao hospital de Penafiel.

Numa cerimónia singela e simbólica, vários voluntários da Liga devidamente trajados, com a indumentária da Liga dos Amigos do Hospital Padre Américo, deslocaram-se em direção à estátua de Padre Américo, também fundador da Obra da Rua, e aí depositaram uma coroa de flores.

A data ficou também marcada pela atribuição de roupas de bebé (enxovais) à unidade de obstetrícia do hospital, no âmbito do programa que a Liga dos Amigos do Hospital Padre Américo tem, designado Espaço Solidário, através do qual criou um banco de bens de primeira necessidade, (bens alimentares não perecíveis, peças  de vestuário e produtos de higiene intima), e que tem como propósitos satisfazer as necessidades dos doentes internados e com graves problemas económicos.

José Manuel Oliveira, diretor executivo da Liga de Amigos Hospital Padre Américo, relevou a importância do Padre Américo para o concelho, na região e no país, reconhecendo nele uma figura impar da sociedade portuguesa, dotado de uma forte vocação humanista e humanitária que orgulha o hospital e todos quantos se reveem na sua vida e obra.

“Esta foi a homenagem possível, que é mais do que merecida e que vem com uma semana de atraso. No nosso aniversário e aproveitando o facto de passar um ano da canonização do Padre Américo, a Liga dos Amigos do Hospital Padre Américo tinha definido homenagear esta figura que é sem dúvida uma referência no concelho e no país. Como não nos foi possível cumprir com esse desiderato, optamos por, este sábado, no âmbito do Dia Internacional do Voluntariado, depositar uma coroa de flores junto da sua estátua”, disse.

Falando da Liga, José Manuel  Oliveira assumiu que apesar dos voluntários estarem, nesta fase, impedidos de estarem com os seus utentes, devido à crise sanitária que está a assoberbar a região e o país e também se tem feito sentir na unidade, a Liga tem desenvolvido outras ações no sentido de cumprir com aquela que é a sua missão.

O diretor executivo da Liga declarou que a instituição tem presentemente 100 voluntários, reconhecendo que nos últimos nove meses a instituição tem mantido o mesmo número de elementos.

“De há nove meses não tem havido aumento nem diminuição dos voluntários porque não temos tido atividade de voluntariado ativo propriamente dito nos atos assistenciais. Temos tido  alguns voluntários que têm colaborado connosco nalgumas organizações que de uma forma mais à parte do contacto direto com o hospital permitem que possamos ir ajudando os utentes na medida do possível”, disse.

Falando do perfil do voluntário que colabora com a Liga dos Amigos Hospital Padre Américo, José Manuel Oliveira destacou que existe uma diversidade  de escalões etários e profissionais.

“Esta diversidade deve-se também à diversidade que temos na extensão do território a que este hospital presta serviço. A Liga tem voluntários de Penafiel, Paredes, Paços de Ferreira, de Lousada, Castelo de Paiva, do Marco de Canaveses. Temos voluntários praticamente de todos os concelhos que este centro hospitalar abrange”.

José Manuel Oliveira reconhece que a Liga é, presentemente, um parceiro ativo  do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa na ajuda  aos utentes que frequentam este unidade hospitalar que colabora com a administração do Centro Hospitalar.

Referindo-se ao Serviço Social e à articulação com esta valência, José Manuel Oliveira avançou que a Liga de Amigos Hospital Padre Américo – Vale do Sousa, ao longo do tempo tem vindo a reforçar a interação com o hospital, através de iniciativas que resultam de acordos e/ou protocolos com os órgãos de gestão ou com outros órgãos, tais oferta de equipamento ao hospital, tal como, cadeira de rodas e televisores para as salas de espera e enfermarias.

Também em articulação com o Serviço Social e do projeto Espaço Solidário, o diretor executivo da Liga esclareceu que a instituição tem dado apoio a doentes carenciados que necessitem de resposta imediata ao nível de “ajudas técnicas” que comprometam o estado de saúde do doente (medicamentos, vacinas etc.).

“É uma parceria que temos a exemplo de outra que temos com os cuidados paliativos e com a equipa da consulta do pé diabético”, atalhou, sustentando que é da responsabilidade da direção da Liga de Amigos promover o poder de acompanhamento e supervisão da atividade do voluntariado de forma a garantir a prossecução dos seus objetivos.

“A ação do voluntariado terá de ser repensada, o voluntariado hospitalar tem de ser repensado porque a proximidade  com o doente na situação atual é impensável”

Quanto ao futuro do voluntariado, o diretor executivo da Liga dos Amigos Hospital Padre Américo confirmou que a pandemia acabou por criar uma situação de incerteza em relação a várias  coisas que eram assumidas anteriormente.

“A ação do voluntariado terá de ser repensada, o voluntariado hospitalar tem de ser repensado porque a proximidade  com o doente na situação atual é impensável. Vamos ter de repensar qual será a participação do voluntariado que vai ser útil na indicação do serviço, no acompanhamento de alguns doentes. O acompanhamento que era feito anteriormente tem de ser muito repensado, teremos de frequentar ações de formação específicas para essa prática. O tempo nos dirá alguma coisa”, esclareceu, manifestando estar expectante que 2021 seja um ano diferente e que a vacina traga uma parte da prevenção, mas também uma parte da cura.

“Ao longo destes anos recebi mais do que dei”

Palmira Veiga, voluntária na unidade de ginecologia/obstetrícia do Padre Américo, e um das mais antigas voluntárias da Liga dos Amigos, com 29 anos de voluntariado, realçou que foi a vontade de servir, de ajudar os outros que a fez ingressar na Liga e permanecer neste serviço durante estes anos.

“Fui sempre uma pessoa que gostei de ajudar os outros. Logo que o voluntariado abriu, inscrevi-me e vim para cá. Sempre tive esta apetência de servir os outros. Sou um voluntária a tempo inteiro. Ando sempre com a bata vestida”, expressou, sustentando que se sente reconhecida por ser prestável, poder colaborar com os demais atores a gentes do centro hospitalar nesta missão de entreajuda e apoio aos utentes que estão mais vulneráveis.

“Ao longo destes anos recebi mais do que dei. O voluntariado é algo de gratificante e que é hoje reconhecido. Quero manter-se em missão até aos 70 anos. Depois quero dar  o meu lugar a outros que tenham a mesma missão de servir”, declarou, mostrando-se otimista quanto ao futuro do voluntariado.

“Verifico que há cada vez mais jovens a prestarem voluntariado oriundos de várias classes e diferentes áreas de formação que podem acrescentar valor e ser uma mais-valia para o voluntariado”, acrescentou, mostrando-se otimista que 2021 será um ano diferente do que aquele que está a terminar.

Raul Peixoto, Penafiel, voluntário na unidade de cardiologia, um dos mais jovens voluntários da Liga, mostrou-se igualmente grato por fazer parte do grupo de voluntários da Liga dos Amigos.

“Após a minha aposentação optei por ingressar na Liga porque é algo que se coaduna com a minha forma de ser e de estar. Quando se gosta do que se faz fica mais fácil darmos o melhor de nós em prol dos outros. Sinto-me bem com o que faço. Sempre quis fazer algo pela comunidade e encontrei na Liga uma forma de o fazer, de dar um pouco de mim a quem necessita. Faz parte, como disse, da minha forma de ser de estar, de ajudar o próximo”.

“Sempre que saio daqui apetece-me voltar”

Raúl Peixoto assumiu que ser voluntário é, também,  para si um ato recompensador, um motivo de realização pessoal.

“Sempre que saio daqui apetece-me voltar. Quando não podemos estar cá, como está a acontecer devido à pandemia,  sentimos a falta de querer regressar, como se fosse um vício”, afiançou, sustentando que todos os dias é uma aprendizagem e cada doente tem a sua forma de ser e de estar.

“Existem doentes com grande experiência de vida que nos ensinam muito”, acrescentou, concordando que a Liga de Amigos é uma instituição sobejamente conhecida, uma mais-valia dentro do centro hospitalar.

Quanto ao futuro do voluntariado, Raul Peixoto mostrou-se convicto que a Liga irá continuar a desempenhar o seu papel, não próximo do doente, mas desempenhando outras funções.  

“O voluntariado tem regras e temos de cumprir com essas regras”, confessou, asseverando estar convencido que lá mais para o final de 2021 e com a administração da vacina o país possa voltar a adquirir a normalidade que todos anseiam.

Refira-se que Liga de Amigos do Hospital Padre Américo tem voluntários distribuídos pelos diversos serviços do hospital, que disponibilizam algumas horas do seu tempo disponível para amparar os doentes.


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