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Autarca de Lousada releva trabalho das EMA em articulação com autoridades de saúde

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Fotografia: Nélson Oliveira

O vereador da Saúde da Câmara de Lousada, Nélson Oliveira, realçou o trabalho que as Equipas Multidisciplinares de Acompanhamento, EMA Lousada, têm vindo a realizar em articulação com as autoridades de saúde, com objetivo de minimizarem no combate à Covid-19 que continua a assolar a região e o país.

“Com os dados de novos infetados a atingirem números alarmantes há umas semanas atrás (felizmente atualmente em decréscimo acentuado), o Ministério da Saúde acedeu às nossas pretensões que por diversas vezes vínhamos sugerido, para aceitar a colaboração do Município de Lousada junto das pessoas com covid19, nomeadamente nos contactos telefónicos ou acompanhamento e, nessa medida, surgiram nos concelhos deste ACeS, as Equipas Multidisciplinares de Acompanhamento – EMA -, neste caso, EMA Lousada”, disse, salientando que  com esta equipa, já a funcionar com técnicos do município, Clds (Acip), SCML, técnicos RSI, Raízes, CSP Caíde De Rei e Segurança Social pretende-se garantir o apoio aos cidadãos em situação de confinamento obrigatório.

“Sei que várias centenas de cidadãos já foram contactados pela EMA Lousada e têm sido possível contactar as pessoas de forma mais célere que no passado quando este trabalho era exclusivo da autoridade de saúde. A equipa encontra-se neste momento a contactar todos os casos positivos, via telefone e SMS, através de uma plataforma eletrónica, que sejam sinalizados por parte da saúde publica”, lê-se no comunicado que o responsável pela pasta da Saúde partilhou na sua página oficial do facebook.

Nélson Oliveira manifesta que com medida o executivo municipal tem como objetivos “verificar se os cidadãos em confinamento obrigatório necessitam de ajuda alimentar; verificar a necessidade de apoio social ao próprio ou à sua família; constatar a necessidade de apoio psicológico; a adequação das condições da habitação para cumprimento do confinamento obrigatório, assim como esclarecer os cidadãos relativamente às questões relacionadas com as orientações de isolamento”.

Esta equipa tem também coo metas “diligenciar as situações em que as declarações de isolamento ou CIT’s (Baixas) possam não ter sido, ainda, emitidos” e “articular com as Unidades Funcionais do ACeS, qualquer situação de prestação de cuidados, em situações de populações de risco ou vulneráveis e com condições excecionais de isolamento social e falta de retaguarda social”.

“Estamos também a fazer o levantamento de contactos de risco, dos casos sinalizados pela Saúde Publica, que precisem de declaração de Isolamento Profilático. Para isso as pessoas que testaram positivo, estão a receber um SMS onde devem responder se tem contactos de risco ou não. Podem ainda ser os próprios a entrarem numa plataforma (link) que recebem por mensagem, e sinalizar as pessoas que precisam da declaração. Para isso é muito importante que recolha os seguintes dados dessas pessoas: Nome completo; Cartão de Cidadão, Morada, Telefone, Numero utente, Data do ultimo contacto que teve consigo” acrescenta o autarca que esclarece que “esta é mais uma equipa de profissionais disponíveis e um mecanismo de apoio que disponibilizamos à população em conjunto com o ACeS e os Município de Paços de Ferreira e Felgueiras, que muito tem ajudado as nossas comunidades”.

Fotografia: Nélson Oliveira

Referindo-se aos últimos indicadores do número de infeções no concelho, o vereador destaca que o município recebeu um novo relatório da ARS Norte que reporta a “contínua descida de Lousada”.

“Nada disto está terminado e é sempre necessário redobrarmos os cuidados”, avança.

Numa outra publicação, de 27 de novembro, Nélson Oliveira recorda que as notícias relativas à descida dos números de infetados na região são positivas mas não servirão de muito se não for feito um esforço por parte de todos no sentido de inverter o atual número de infeções.

“Estamos melhor que no passado recente mas nada impede que amanhã ou na próxima semana não voltemos a subir drasticamente. A mensagem passada tem que ser sobretudo de responsabilização e cautela, porque ainda não há soluções definitivas para este problema e os especialistas dizem que sofreremos vagas sucessivas, até que haja uma vacina eficaz e, mesmo assim, aguardamos a sua verificação.  Nenhuma entidade local, regional ou nacional está a passar uma informação de que tudo está bem e controlado. Não está. Ainda temos vários infetados por dia e só descansaremos quando não tivermos nenhum”, disse.

O responsável pela área da saúde do município lousadense admite que as pessoas possam estar exaustas, mas reitera para que continuem a cumprir com as diretrizes das autoridades de saúde, na tentativa de inverter esta realidade.

“Sabemos que as pessoas estão saturadas e exaustas com esta situação, mas não podemos facilitar. O que tradicionalmente tem de bom o nosso território, neste momento, pelo contrário, torna-se um fator negativo e multiplicador da doença – uma região densamente populosa e industrializada, com muita juventude e com fortes ligações familiares, onde todos moram relativamente perto uns dos outros e os contactos entre si são, normalmente, bastante regulares. Até lá, com avanços e recuos, com fortes preocupações em termos de saúde pública e da situação económica das empresas, enfrentaremos a situação e trataremos de quem mais precisar de ajuda”, declara.


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