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“10% das empresas planeiam reduzir postos de trabalho até ao final do ano”, revela AHRESP com base em estudo do BP e INE

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A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) revela, no seu boletim informativo, com base nos resultados do Inquérito Rápido e Excecional às Empresas – COVID-19, lançado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em parceria com o Banco de Portugal que “10% das empresas planeiam reduzir os postos de trabalho até ao final do ano”.

De acordo com o inquérito a “situação empresarial é dramática, com especial enfoque nos setores da restauração e similares e do alojamento turístico”, sendo que “no alojamento e restauração, a proporção de empresas que planeia reduzir os postos de trabalho aumenta para 35%”.

De acordo com o mesmo inquérito “42% das empresas de Alojamento e Restauração afirmam só conseguir subsistir sem medidas adicionais de apoio durante cerca de 5 meses”.

O inquérito conclui que “como medidas mais importantes a adotar, as empresas do Alojamento e Restauração destacam o alargamento ou reposição do Lay-off Simplificado e a suspensão de obrigações fiscais e contributivas”,

Tendo por base o mesmo estudo, o INE destaca, na sua página oficial do facebook, que “mais de metade das empresas respondentes reportou um impacto negativo ou muito negativo na evolução presente do volume de negócios associado à redução das encomendas/clientes (59%) e às novas medidas de contenção (56%). Estas percentagens sobem para 84% e 82%, respetivamente, entre as empresas do setor do Alojamento e restauração”.

De acordo com o INE, as empresas que beneficiaram do apoio e das medidas anunciadas pelo Governo no âmbito da pandemia, avaliam as medidas como muito importantes.

“As empresas que beneficiam atualmente de apoios anunciados pelo Governo devido à pandemia COVID-19 representam entre 19% e 30% do total, dependendo da medida. A maioria das empresas beneficiárias avaliam as medidas como muito importantes para a sua situação de liquidez. Pelo menos 50% das empresas do Alojamento e restauração beneficiavam de alguma medida apresentada pelo Governo no período de inquirição”, refere o INE que esclarece que “85% das empresas deverão manter os postos de trabalho até ao final de 2020, enquanto 10% das empresas têm planos para a sua redução. Em 2021, 74% das empresas planeiam manter os postos de trabalho, sendo a percentagem que planeia aumentar e reduzir idêntica. No Alojamento e restauração, a proporção de empresas que planeia reduzir os postos de trabalho, quer até ao final do ano quer em 2021, ronda os 35%”.

Com base no estudo, “59% das empresas consideram muito provável a redução do número de viagens”.

“Relativamente a alterações permanentes na forma de trabalhar motivadas pela pandemia, 59% das empresas consideram muito provável a redução do número de viagens de negócios e 31% o uso mais intensivo do teletrabalho”, refere o estudo que esclarece “34% das empresas consideram que a atividade já voltou ou voltará ao normal num intervalo médio de 9,8 meses”.

“Num cenário de controlo efetivo da pandemia em 2021, 34% das empresas consideram que a atividade já voltou ou voltará ao normal num intervalo médio de 9,8 meses. No mesmo contexto, 4% das empresas não preveem o retorno ao nível normal e 62% não conseguem antecipar se o seu volume de negócios voltará ou não ao nível normal. 90% das empresas manifestam um grau de preocupação elevado ou moderado face a um agravamento ou prolongamento das medidas de contenção da pandemia a implementar pelo Governo. 84% das empresas não preveem o encerramento num cenário de agravamento das medidas de contenção da pandemia e de ausência de medidas adicionais de apoio. Em oposição, 16% das empresas estimam conseguir subsistir, em média, apenas cerca de 7 meses num tal cenário. Nas empresas do setor do alojamento e restauração, esta percentagem situa-se em 42% e o tempo médio de subsistência em 5,3 meses”, acrescenta o mesmo estudo.

Os resultados do inquérito evidenciam que “pelo menos 40% das empresas consideram muito importante uma extensão das medidas de apoio do Governo face a um cenário de agravamento das medidas de contenção. No Alojamento e restauração, 90% e 79% das empresas consideram muito importante o alargamento ou reposição do layoff simplificado e a suspensão de obrigações fiscais e contributivas. Apenas 8% das empresas tencionam recorrer aos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (“Next Generation EU”). Das restantes, 45% consideram que não existe ainda informação disponível suficiente para uma tomada de decisão”.

No boletim informativo da AHRESP enviado ao Novum Canal, a associação defende a revisão urgente do O Decreto-Lei nº 99/2020, de 22 de novembro, veio prever, de forma excecional e temporária, e mediante comunicação ao Turismo de Portugal, a possibilidade de afetação de Empreendimentos Turísticos a novos usos considerados compatíveis com a normal atividade turística.

“AHRESP defende que o Alojamento Local possa destinar unidades a outros usos – O Decreto-Lei nº 99/2020, de 22 de novembro, veio prever, de forma excecional e temporária, e mediante comunicação ao Turismo de Portugal, a possibilidade de afetação de Empreendimentos Turísticos a novos usos considerados compatíveis com a normal atividade turística. Esta possibilidade foi dada apenas aos Empreendimentos Turísticos, deixando de fora o Alojamento Local, facto que a AHRESP lamenta e razão pela qual se pede revisão urgente. Esta crise tem atingido todas as formas de alojamento turístico por igual, e qualquer medida legislativa destinada a suportar a atividade neste momento de quebra histórica de faturação, deve ser transversal por forma a não promover uma discriminação negativa sobre uns agentes em detrimento de outros”, avisa.


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