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Bombeiros de Cinfães celebraram 50 anos ao serviço à comunidade na expectativa de um futuro melhor

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Fotografia: Câmara de Cinfães

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cinfães comemorou, esta quinta-feira,  50 anos de existência ao serviço da comunidade.

Para assinalar a data e dado que este ano não foi possível  cumprir  com quadro festivo  que a instituição tinha programado para assinalar as bodas de ouro, nomeadamente a inauguração do memorial do bombeiro, a coletividade optou por celebrar a data fazendo acionar a sirene por 50 vezes.

O presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cinfães, Adriano Cardoso, destacou que além da inauguração  do memorial do bombeiro, uma estrutura que pretendia homenagear os soldados da paz, a direção da associação decidiu adiar também a tradicional cerimónia com as condecorações aos bombeiros e o respetivo desfile apeado e motorizado, que estava agendado para este sábado, para o próximo ano.

“Em primeiro lugar, quero agradecer ao Novum Canal a disposição em levar o nome da AHBV de Cinfães chegar mais  além,  dando a conhecer o seu empenho e dinâmica , por isso em nome desta mui nobre Associação o meu muito obrigado. Pois efetivamente, hoje (quinta-feira)  é o dia  do nosso aniversário, os nossos cinquenta anos de existência. Mas  Deus quis que o nosso cinquentenário calhasse num ano mau onde um maldito vírus assolou o mundo, colocou a nu a fragilidade humana e nos retirou aquilo que somos pródigos, tirou-nos o poder de celebrar em sociedade e receber merecidos afetos. No início do ano tínhamos agendado alguns eventos para comemorarmos o nosso cinquentenário. sendo os mais importantes, o lançamento do livro dos cinquenta anos, concertos alusivos ao ato, inauguração do Memorial dos Bombeiros, este com o total apoio do município, na pessoa do Sr. Presidente Armando Mourisco, que desde a apresentação deste projeto, quis assumir todos os custos, agarrando para o município este importante monumento que desta forma homenageia todos os bombeiros do concelho. Tudo isto estava pensado, sendo o dia marcado para a cerimónia principal, o sábado de 28 de novembro, onde haveria a habitual cerimónia com as merecidas condecorações dos nossos estimados bombeiros e o respetivo desfile apeado e motorizado. Em reunião ordinária de direção foi decidido por unanimidade adiar para o ano de 2021 todos estes eventos”, disse, recordando que, este ano, a celebração passou por, ao meio dia de ontem, como forma de manter presente o lema” Vida Por Vida” , em vez das cinquenta velas, foi acionada a sirene por cinquenta vezes.

“Assim, desta forma, fazer renascer a esperança de um mundo melhor”, disse.

Ao Novum Canal, o responsável pela direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cinfães admitiu que é uma responsabilidade acrescida estar à frente de uma instituição como a dos bombeiros e poder contribuir para a afirmação  da instituição naquilo que é a sua missão de servir a comunidade.  

“É um orgulho muito grande, primeiro por fazer parte desta grande família e em segundo por trabalhar em prol de um valor sem igual. Trabalhar para que os nossos bombeiros estejam sempre na linha da frente equipados com material adequado  por forma a desempenhar, ao mais alto nível, a sua missão principal que é de proteção e socorro das pessoas e bens.  Este trabalho tem sido feito com o empenho de todos os que compõem o corpo diretivo e ativo. Tudo isto, para dificultar o trabalhos dos que vêm a seguir e honrar os que me antecederam na construção deste caminho”, disse.

Falando  das dificuldades com que enfrenta presentemente a associação, Adriano Cardoso, admitiu que os Bombeiros de Cinfães, tal com muitas  outras corporações, vivem  momentos de incerteza que requerem de todos determinação e resiliência face àquilo que são as dificuldades e adversidades com que estão diariamente confrontados.

“Esta associação tem um prejuízo mensal na ordem dos vinte mil euros, que só é superado devido à sua saúde financeira. Costumo dizer que não é uma instituição rica mas é bem gerida”

Fotografia: Câmara de Cinfães

“Esta instituição, como todas as outras, atravessa um período de incertezas, com muita preocupação. Pois tem que estar à altura dos seus pergaminhos e tem que estar na linha da frente no combate ao Covid-19. São obstáculos que  têm de ser ultrapassados sem que a motivação  nos abandone. Isto só se consegue com determinação, organização e um grupo fantástico bem liderado.  Também neste contexto, como não podia deixar de ser temos um reflexo financeiro negativo bastante acentuado, devido à falta de serviço, no que diz respeito ao transporte de doentes não urgentes”, expressou, reconhecendo que a crise sanitária veio adensar as dificuldades financeiras.

“Esta associação tem um prejuízo mensal na ordem dos vinte mil euros, que só é superado devido à sua saúde financeira. Costumo dizer que não é uma instituição rica mas é bem gerida  e portanto, com a esperança que esta pandemia acabe rapidamente, vamos mantendo tudo em funcionamento com os assalariados a receberem a sua remuneração. Para os próximos tempos logo se verá. Como sou uma pessoa otimista, penso que vamos ultrapassar mais este obstáculo”, acrescentou, admitindo que se a crise sanitária se mantiver por muito mais tempo, poderá criar dificuldades adicionais que ninguém deseja.

“Se esta situação se mantiver por muito tempo iremos ter alguns problemas de tesouraria, o que pode-nos dificultar no honrar dos nossos compromissos. Por isso, espero que este vírus seja controlado o mais rapidamente possível e que venha uma vacina eficaz para que as nossas vidas voltem à normalidade”, atalhou, reconhecendo que ao nível do transporte de doentes não urgentes as dificuldades também se fizeram sentir.

“Esta crise sanitária teve repercussões  negativas a nível financeiro. Pois temos uma quebra nas receitas de cerca de vinte mil euros mensais. Esta crise é no transporte de doentes não urgentes e também no apoio à fisioterapia”, atalhou.

Questionado se a crise sanitária teve também implicações ao nível da operacionalidade da corporação, o responsável pelos Bombeiros de Cinfães realçou que esta nunca este em causa, tendo todos os apoios sido cumpridos.

“Por enquanto,  não tem afetado a nossa operacionalidade. Todos os apoios foram escrupulosamente cumpridos, tanto a nível da nossa área de ação , no apoio e socorro de pessoas e bens, como no âmbito da Proteção Civil. Claro que foi preciso fazer alguns ajustes no apoio logístico, no âmbito do DECIR, principalmente no que diz respeito à alimentação devido aos constrangimentos e regras impostas pelas restrições devido ao COVID. Até agora, esta associação, manteve sempre um elevado grau de prontidão. Realço aqui, o empenho, sempre muito profissional dos nossos bombeiros, na pessoa do comandante Joaquim Madureira, de toda a estrutura diretiva”, manifestou.

O dirigente associativo confirmou que a formação continua a ser um vetor determinante na associação que a direção irá continuar a privilegiar, apesar dos constrangimentos verificados este ano..

“Tanto na formação contínua como na formação inicial de bombeiro, tendo havido constrangimentos nas formações este ano, derivado à fase que atravessamos”, concretizou, almejando que já em 2021 todos possamos regressar à realidade.

“Do ano de 2021 espero um ano que nos deixe cumprir todos os objetivos também do ano de 2020, pois estamos a necessitar dessa esperança e do retorno à realidade. Que nos deixe também  voltar a ser uma sociedade onde o abraço e o afeto seja possível. Sobretudo para deixarmos de ter medo uns dos outros e deixar fluir o percurso normal da vida”, referiu.

Já quanto ao parque automóvel da corporação, Adriano Cardoso declarou que a associação integra 38 viaturas, 22 ambulâncias, sendo que quatro são de emergência, 14 carros de fogo e dois carros de desencarceramento.

“Neste momento são suficientes, embora exista uma avaliação constante para que nada falte a esta associação”, recordou, esclarecendo que a corporação tem 80 bombeiros no coro ativo.

Também a Câmara de Cinfães e a Junta de Freguesia se associaram a esta data e nas suas páginas online felicitaram a coletividade pelas suas bodas de ouro.

A Câmara de Cinfães, na sua publicação, parabenizou a instituição pelos 50 anos de história e pelo “empenho, dedicação e muito trabalho em prol do concelho”.

O município reconheceu e agradeceu o trabalho desenvolvido em benefício da segurança e do bem-estar da comunidade pela corporação.

O presidente da Junta de Freguesia de Cinfães, João Henrique Mendes, enalteceu o trabalho dos bombeiros nestes 50 anos, a sua dedicação, entrega e paixão em honrar a instituição e dignificar o seu serviço à comunidade.


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