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Filhos do Divórcio – Atenção Pais!

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O aumento exponencial de divórcios, fenómeno que é ainda recente em Portugal, tem despertado inúmeras alterações na sociedade atual e na dinâmica das famílias, tornando-se num processo complicado e até doloroso para todos os envolvidos, mas em particular para os mais pequenos.

As crianças são a parte mais frágil da família e ainda que o divórcio não seja, em si mesmo, traumático para os filhos, exige adaptação! E uma boa adaptação implica ter os dois pais como aliados, ainda que estes possam ter perspetivas diferentes, ainda que se sintam ressentidos e revoltados um com o outro e ainda que esta, legitimamente, seja também para eles uma situação difícil de superar.

Embora muitas manifestações psicológicas sejam esperadas, isso não significa que as crianças não precisem de ajuda, sobretudo para uma melhor melhor gestão das suas emoções e para um bom ajustamento a todos os possíveis fatores geradores de stresse associados a esta vivência, entre os quais: a mudança da casa de morada ou de escola, a reorganização do quotidiano, a perda de amigos de referência ou até a perda de poder económico.

A experiência em consulta revela que, não raras vezes, os pais enredam-se em conflitos e não anteveem as consequências negativas que as suas próprias atitudes e comportamentos alienadores, resultantes da intensa conflituosidade, podem ter nos seus filhos.

Vejamos os principais sinais de alerta a ter em atenção:

– alterações no comportamento da criança;

– impacto no rendimento escolar;

– queixas físicas;

– idealização de um dos progenitores;

– recusa em contatar com membros da família;

– sintomas de irritabilidade, ansiedade, tristeza, apatia, culpa ou vergonha.

A intervenção em situações de divórcio pode ser um verdadeiro desafio, visto que é impraticável trabalhar com crianças, adolescentes ou jovens sem que exista a participação dos pais. A comunicação entre todos é fundamental e o contributo de todos é, sem qualquer dúvida, elementar para o sucesso do acompanhamento.

Na terapia familiar, por exemplo, tenta-se abrir espaço para que pais e filhos possam comunicar e resolver questões de forma saudável, o foco não são os filhos ou os pais, é a família. Uma outra opção é a mediação familiar, em que questões mais práticas como definir rotinas, responsabilidades, horários, mensagens e práticas educativas a adotar são traçadas, para que um novo modelo de funcionamento familiar possa surgir.

Na verdade, a intervenção do Psicólogo evita a litigação e, portanto, facilita o processo de divórcio e previne, desde logo, o aparecimento de problemas maiores.

Assim, aqui ficam também algumas recomendações que pais e mães divorciados necessitam de ter em consideração:

– deve-se evitar ou não permitir que a criança esteja presente quando um dos progenitores está a criticar ou a relatar acontecimentos que considere negativos acerca do outro;

– a mágoa do adulto fazem-no, por vezes, esquecer as necessidades da criança, ignorando os seus sentimentos ou tomando-a como um aliado seu contra a o outro;

– o adulto deve avaliar o seu comportamento, no sentido de perceber se está a projetar na criança os ‘defeitos’ do outro progenitor, o que poderá afetar a relação com ela, exemplo: ‘ele é como o pai, teimoso’;

– os pais devem advogar o direito da criança em manter o relacionamento com ambos, o desenvolvimento da criança é tão mais saudável quando existe contacto regular com pai e mãe;

– a consistência e a concordância das práticas parentais entre pai e mãe é fundamental para a estabilidade psicológica e comportamental da criança.

Boa reflexão!

Dra. Marina Ferreira Silva

Consultórios de Psicologia


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