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Covid-19: Presidente da Câmara de Amarante diz que situação é crítica e aponta falhas às autoridades de saúde

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Fotografia: Câmara de Amarante

O presidente da Câmara de Amarante, José Luís Gaspar, reconheceu, numa mensagem vídeo, que se encontra publicada na página oficial do facebook da autarquia, que a situação no concelho, nesta segunda vaga, é “crítica” e está a afetar vários agregados familiares.

O chefe do executivo reconheceu mesmo que a segunda onda pandémica “podia e devia ter sido muito mais bem preparada pelas autoridades de Saúde”.

“Na primeira vaga de disseminação do novo Coronavírus, e apesar de todos termos sido apanhados de surpresa, Amarante conseguiu manter-se à margem das situações mais graves que foram vividas na nossa região. Infelizmente, tal não está a acontecer nesta segunda onda. Atualmente, a situação é crítica e está a afetar muitas famílias em Amarante. Apesar do enorme esforço que, modo geral, os amarantinos têm feito, protegendo-se e esforçando-se por proteger os seus mais próximos, Amarante encontra-se, neste momento, entre os concelhos com elevado número de casos por 100 mil habitantes na análise dos últimos 14 dias. Isto significa que há um número muito significativo de casos ativos e significa, também, que temos de agir com eficácia”, disse.

O autarca manifestou que existiu um “défice de preparação e de planeamento, entre a primeira e a segunda vagas”.

Fotografia: Câmara de Amarante

“Aliás, como há dias dizia o epidemiologista Filipe Froes: “Esta segunda vaga só chegou cedo para quem pensava que ela vinha mais tarde.”  Não resta qualquer dúvida sobre o défice de preparação e de planeamento, entre a primeira e a segunda vagas. Assim como, também, não resta nenhuma dúvida acerca do défice de preparação e planeamento do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, entre a primeira e a segunda vagas”, expressou, salientando que a câmara municipal “em tempo útil”, disponibilizou “ao Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa os meios e recursos da autarquia, para ajudar no que estivesse ao nosso alcance. Não foi esse o entendimento dos responsáveis”.

“Sabemos, hoje, que o facto de terem andado tarde e mal originou, entre outras coisas, o colapso da infraestrutura hospitalar de Amarante, imediatamente após ter começado a receber casos de infeção.  Um equipamento ao qual nunca prestaram a devida atenção, serviu agora para hospital de retaguarda, mas sem terem sido asseguradas as mínimas condições prévias. No entanto, este não é o momento para tratar este assunto”, expressou, salientando que este é o momento para continuar a apoiar os profissionais de saúde, que “têm as vidas suspensas e estão a dar tudo, na linha da frente, para combater esta crise sanitária”.

“É o momento para nos mantermos ao lado dos amarantinos que padecem, não só com esta, mas também com outras doenças e não têm obtido o tratamento que lhes é devido. É o momento para nos mantermos ao lado das famílias que passam privações, afetadas pela diminuição de rendimentos e pelo desemprego.  E é o momento para nos mantermos ao lado das pequenas empresas, que se veem na iminência de terem de fechar portas”, acrescentou.

O chefe do executivo amarantino advertiu, também, para o facto da nova pobreza estar em crescimento.

“Naturalmente que as novas dificuldades e a nova pobreza não identificadas estão em crescimento e, por isso, apelo à atenção de todos, para que possamos sinalizar esses casos e ajudar a minimizar os danos. É do conhecimento de todos que a Câmara Municipal de Amarante alocou meios, desde a primeira vaga, e colocou-os à disposição das pessoas. Entretanto, reforçámos esses meios. [E faço aqui um parêntesis para apelar a que se mantenham informados, junto dos serviços municipais, sobre as medidas que estão à disposição dos amarantinos.]”, expressou, sustentando que o município, desde a primeira vaga, manteve uma estreita articulação com as juntas de freguesia, com instituições locais de solidariedade social, com as instituições locais de saúde.

“Também desde a primeira vaga que mantemos uma estreita articulação com as juntas de freguesia, com instituições locais de solidariedade social, com as instituições locais de saúde e, mais recentemente, desde a abertura do ano letivo, com as instituições locais de educação.  Com todas estas entidades temos estado a trabalhar numa base diária, no sentido de, não só procurar planear a capacidade de resposta a situações eventuais, como também de responder às situações concretas que têm vindo a surgir, com especial incidência nas últimas semanas.  Estamos próximos, estamos no terreno; e é no terreno, trabalhando em proximidade, que nos vamos manter”, afiançou.

José Luís Gaspar reforçou que a autarquia está a trabalhar no reforço das medidas já existentes e a concretizar a forma de operacionalizar esse apoio reforçado e brevemente irá implementar um novo pacote de medidas de apoio à economia local e às famílias em dificuldades.

“De resto, também a nossa proposta de orçamento para o próximo ano contempla um montante muito significativo para a manutenção do combate a esta crise, muito focado no apoio às famílias e às pequenas empresas. Acreditamos que, com estas medidas, contribuiremos para minimizar os efeitos gravíssimos desta pandemia na economia local e no emprego. Termino, com um apelo ao cumprimento das regras sanitárias. Elas são já conhecidas de todos e não podemos facilitar: para a proteção de todos, mas sobretudo dos mais frágeis e dos mais idosos.  Este é o papel que cabe a cada um de nós. Está ao nosso alcance vencer esta batalha, mas não podemos esquecer aqueles que, infelizmente, já perdemos. A nossa responsabilidade individual, com o rigoroso cumprimento das regras de distanciamento social, do uso de máscara e de desinfeção das mãos, é o que protege a saúde da nossa família e da nossa comunidade. Não podemos, por isso, baixar a guarda. Disso depende a saúde de todos nós e com isso, o emprego e a economia – e, no fundo, o regresso à normalidade que ansiamos”, concretizou.


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