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Ministra da Saúde admite medidas mais incisivas para Lousada, Paços de Ferreira e Felgueiras

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Fotografia: Direção-Geral de Saúde

A Ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu, esta quarta-feira, no programa “Política com Palavra – especial OE2021”, da responsabilidade do Partido Socialista, a possibilidade do Governo implementar medidas mais restritivas em municípios com elevada incidência de novas infeções por Covid-19 por 100 mil habitantes, como sejam Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira.

“Há alguma evidência de melhoria nesses três concelhos, mas ela é pouca. Quanto mais alta é ai incidência mais difícil é quebrá-la. Quando estamos com uma incidência de mais de três mil casos por mais de 100 mil habitantes é mais difícil quebrar cadeias de transmissão do que num contexto em que temos 200 casos por 100 mil habitantes. Embora  os indícios nestes três concelhos são de que haja uma inversão, podemos ter de tomar medidas mais incisivas ou pelo menos não poderemos libertamo-nos das medidas que tomamos até agora”, disse, salientando, no entanto,  que a situação do país é toda ela “complexa e grave”.

“Há zonas onde os níveis de transmissão são mais baixos, mas de uma forma geral todo o país apresenta uma situação epidémica complexa. Isso leva-nos a seguir atentamente aquilo que é evolução das medidas que já tomamos e a tentar preservar aquilo que são as outras dimensões da vida económica e social, não agravando medidas”, disse.

A governante explicou que, neste processo, o Governo tem optado por implementar as medidas estritamente necessárias para conter a infeção.

“Em junho estávamos apreensivos porque tínhamos mais de 20 casos por 100 mil habitantes e isso colocava-nos fora dos corredores aéreos como o Reino Unido. Agora estamos a falar de concelhos do país que têm mais de 960 casos por 1000 mil habitantes e temos concelhos do país que têm uma situação epidémica muito complexa. Vamos reunir o máximo de informação possível, ouvir todos os peritos possíveis, coligir toda a informação partilhada pelo Conselho Nacional de Saúde Pública, pelos técnicos que nos apoiam nos serviços centrais do Ministério da Saúde, e com os ministros da saúde de outros países europeus, para tomar as medidas o mais proporcionais possíveis”, avançou.

Fotografia: Direção-Geral de Saúde

Marta Temido reconheceu que o Governo tem tido alguma dificuldade em passar a mensagem por muito que o Ministério da Saúde tente fazê-lo, tornando-a simples, clara e transparente.  

“ A dificuldade de comunicação é uma dificuldade que estamos a sentir porque a mensagem não é simples. A realidade é esta. Esta é uma doença que se transmite pelos contactos. Nós não fechamos restaurantes porque há algo de errado nos restaurantes, não pedimos às pessoas para não saírem de casa porque há algo de errado na rua, não pedidos às  pessoas para irem a determinados locais à noite porque há algo de errado com a noite. O que gera a doença são contactos com infetados e, portanto, quanto menos contactáramos mais contribuímos para quebrar cadeias de transmissão. Isso pode acontecer em espaços que nos são familiares, dentro de nossa casa, onde tendemos a baixar a guarda. Não basta manter a distância, é precisos lavar as mãos, arejar os espaços, é preciso utilizar a máscara. É a combinação destas medidas que permitem algum sucesso”, acrescentou, admitindo que o estamos a lidar com um fenómenos novo relativamente ao qual o Governo só sabe uma coisa: o confinamento é a solução que é eficaz.

“Mas não podemos em termos económicos, sociais e psicológicos voltar a ter uma solução com essa radicalidade”, avisou.

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