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Jovem ilustradora penafidelense é uma das 10 finalistas do concurso “New Talent”

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Fotografia: Matilde Horta

A jovem ilustradora penafidelense Matilde Horta é uma das 10 finalistas ao concurso New Talent, iniciativa que tem como objetivos distinguir talentos nacionais, com menos de 27 anos, que se têm destacado na vertente lifestyle.

Ao Novum Canal, Matilde Horta esclareceu que foi uma das jovens escolhidas para fazer parte do concurso que tem como meta premiar novos talentos emergentes.

“Na verdade foi ao contrário. Não existe uma participação; somos escolhidos! O concurso New Talent promovido pela NiT, Santa Casa da Misericórdia e TVI escolhe anualmente 50 jovens que se destacam no panorama de lifestyle em Portugal. São olheiros. Andam a ver o que de melhor se faz por cá. E este ano, eu fui uma das 50 selecionadas. Tive de passar por uma fase de selecção com um júri que viu o meu trabalho, e felizmente fui uma das 10 finalistas do concurso”, disse, salientando  que o seu  objetivo passa por ter a oportunidade de mostrar o seu trabalho pelo país, ganhar visibilidade e, se possível, vencer, esta competição que associa o talento à ambição.

“A minha expectativa é que este concurso mostre as minhas ilustrações pelo país fora e que as pessoas me conheçam a mim e ao meu trabalho. Mas claro que a verdadeira expectativa é ganhar. Sei que é difícil mas vamos tentar”, revelou, declarando que o concurso integra 50 candidatos que são escolhidos pela NiT que depois se convertem em apenas 10 finalistas.

Quanto aos contornos da iniciativa e como decorre o concurso, Matilde Horta esclareceu que numa primeira fase os candidatos têm de falar os seus  trabalhos e de si próprios e uma vez escolhidos os finalistas decorrem as votações online (a partir do site nit.pt) em que as pessoas podem votar no candidato que achem que mereça a bolsa de 10 mil euros.

“Para mim seria uma grande ajuda para continuar a desenvolver o meu trabalho, os meus produtos e as minhas ilustrações. Ser freelancer não é fácil e esta é uma grande oportunidade para investir na minha carreira”

Fotografia: Matilde Horta

“Quando somos contactados temos apenas de selecionar os nossos melhores trabalhos e falar um pouco de nós. A partir do momento em que estão escolhidos os finalistas, aí sim, começa o dito concurso. De dia 16 a dia 30 de novembro decorrem votações online (a partir do site nit.pt) em que as pessoas podem votar no candidato que achem que mereça a bolsa de 10.000€”, disse, afirmando que ser freelancer não é fácil e esta é uma grande oportunidade para investir na sua carreira.

“Para mim seria uma grande ajuda para continuar a desenvolver o meu trabalho, os meus produtos e as minhas ilustrações. Ser freelancer não é fácil e esta é uma grande oportunidade para investir na minha carreira”, avançou.

“Desde que me lembro que gosto de desenhar. Sempre rabisquei em todo o lado e brinquei a desenhar”

Falando da paixão pela pelo desenho e pela ilustração, Matilde Horta realçou que desde muito cedo sentiu uma aptidão por estas duas formas de comunicar.

“Bem, começou desde sempre! Desde que me lembro que gosto de desenhar. Sempre rabisquei em todo o lado e brinquei a desenhar”, afirmou, esclarecendo que esta sua ligação à ilustração tem o ADN e a marca identitária da sua família.

“Sim. Os meus pais têm também fortes ligações artísticas. O meu pai é arquiteto e a minha mãe estilista. Sempre me inspiraram e incentivaram a continuar. Vivi sempre num meio muito “artístico”, expressou, recordando que logo na escola sentiu uma ligação a tudo o que envolvia Artes: EVT, Desenho, História da Arte.

Fotografia: Matilde Horta

“Na escola sempre escolhi e gostei de tudo o que envolvia Artes: EVT, Desenho, História da Arte…Mas só depois de sair de um curso de Design na universidade de Aveiro é que me apercebi que era de Ilustração que realmente gostava. Foi assim que mudei um pouco a minha vida e comecei a trabalhar por conta própria como ilustradora”, recordou, sustentando que no Secundário escolheu o curso de Artes porque sabia que era ali que ia ser feliz.

“A apetência pela ilustração sempre me acompanhou. No secundário, decidi escolher o curso de Artes porque sabia que era ali que ia ser feliz: a fazer algo que eu gostava (e claro! Onde ia ter melhores notas)”, acrescentou, confirmando que com a entrada na universidade, passou a ver o lado mais profissional da ilustração.

“Sim, completamente. Mostrou-me o lado mais profissional da coisa. No entanto, só depois de começar a trabalhar como designer e ter parado durante um ano é que decidi fazer uma Pós-Graduação em Ilustração na ESAD – Matosinhos. E foi aí que me abriram as portas certas para o mundo da ilustração”, atalhou.

“O que mais gosto de representar são cenas portuguesas. Gosto muito da nossa cultura e gosto de a desenhar à minha maneira”

Questionada sobre quais os motivos e o temas que predominam no seu trabalho, Matilde Horta reconheceu que a sua vasta obra, com trabalhos  que comercializa para vários países, têm como denominador comum a cultura, as tradições, os monumentos portugueses.

Fotografia: Matilde Horta

“O que mais gosto de representar são cenas portuguesas. Gosto muito da nossa cultura e gosto de a desenhar à minha maneira. Claro que também represento outras coisas que vão na minha imaginação, mas as que me dão mas gozo são os trajes tradicionais, os monumentos, as comidas…tudo o que tenha a ver com o nosso país”, afiançou, confessando que a inspiração para os seus trabalhos, regra geral, advém-lhe das viagens que faz pela rua e pelo país.  

“De todos os lados, na verdade. Mas costuma vir se fora de casa: das viagens que faço pela rua, pelas aldeias e pelo país”, confessou, apontando que entre os seus inúmeros trabalhos, encontram-se os calendários e os postais humorísticos A Sardinha de Lisboa, com o qual foi premiada, em 2019, da EGEAC, empresa responsável pela organização de alguns dos mais emblemáticos espaços culturais da capital.

“Fui uma das vencedoras desse concurso e esse prémio mostrou-me que sou capaz de conseguir alcançar os meus objetivos e que sou boa naquilo que faço. Fiquei muito grata e feliz. Foi muito bom para conseguir acreditar em mim e no meu trabalho”, assinalou.

“Em breve também vou lançar um livro (mas isso ainda é segredo)”

No futuro, a jovem penafidelense assumiu que quer investir mais em algumas técnicas de artesanato.

“Os próximos projetos que tenho são os de investir mais em algumas técnicas de artesanato. Gostava de ilustrar em tecidos e em cerâmica. Em breve também vou lançar um livro (mas isso ainda é segredo)”.

Interpelada se a crise sanitária teve algum impacto no seu trabalho, Matilde Horta, esclareceu que o fato de trabalhar no mundo digital e de dominar este meio acabou até por ter um efeito contrário aos demais setores e atividades ligadas à cultura e às artes que estão a sentir dificuldades na sequência da crise sanitária que continua a atingir a região e o país.

“Não. Sinto que até ajudou. Trabalho muito no mundo digital e há muitas pessoas e empresas que viram a pandemia como uma oportunidade para investirem neste meio mais virtual. Tenho feito muitos trabalhos e tenho vendido muita coisa na minha loja online”, avançou, manifestando não temer uma recessão no mercado da ilustração, mesmo que a pandemia se venha a prolongar.

“Não. Acho que a ilustração tem muitos meios de se expressar e que a situação em que vivemos não vai afetar muito esta área”.

A ilustradora referiu trabalhar para dois público-alvo diferentes, para as empresas e particulares.

“Há duas vertentes no meu trabalho: trabalho para empresas e trabalho para pessoas individuais. Com as empresas trabalho para as redes digitais com ilustrações, sites, ilustrar artigos e revistas, criar logótipos ilustrados…Há muita coisa que se pode fazer! Os meu clientes individuais normalmente compram-me produtos criados por mim ou até ilustrações personalizadas para oferecer em alguém”, confessou, destacando que já trabalhou com arquitetura, indústria de madeiras, lojas e estabelecimentos comerciais, industria de calçado, música….

“Qualquer mercado pode ser trabalhado. A ilustração faz uma trabalho de comunicação. Transforma ideias em desenhos e grafismos. Já trabalhei com arquitetura, industria de madeiras, lojas e estabelecimentos comerciais, industria de calçado, música…Há muito pano para mangas”, adiantou.

A ilustradora confirmou que gostava de ter uma relação mais forte com a cidade onde nasceu e onde sempre viveu.

“Se os penafidelenses ainda não conhecem o meu trabalho, espero que conheçam! Gostava de ter uma relação mais forte com a cidade onde nasci e onde sempre vivi. Trabalhar em parceria com lojas, empresas e câmaras. Se quiserem conhecer o meu trabalho e perceber melhor aquilo que faço, visitem o meu instagram @matildehorta e a minha loja online em www.etsy.com/shop/MatildeHortaShop/ E claro, conto com o vosso apoio dia 16 de novembro no site da NiT”, precisou.


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