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Pneumonia mata uma média de 16 pessoas por dia. Movimento Pela Vacinação adverte para importância das vacinas

Fotografia: Câmara de Lousada

Esta quinta-feira assinala-se o Dia Mundial da Pneumonia, doença que pode deixar sequelas irreversíveis ou até mesmo levar à morte, entre os grupos de risco.

Segundo MOVA – Movimento Doentes Pela Vacinação, fundado com o propósito de sensibilizar a população, profissionais de saúde e governantes para a importância da vacinação, a prevenção além de prevenir internamentos, tem um papel decisivo na redução do recurso aos serviços de saúde, nesta fase, sobrecarregados.

“No Dia Mundial da Pneumonia, o MOVA – Movimento Doentes Pela Vacinação lembra que a Pneumonia pode deixar sequelas irreversíveis ou mesmo levar à morte, sobretudo entre os grupos de risco. Nunca, como no atual contexto, foi tão importante apostar em prevenção, um ato com ganhos quantitativos e qualitativos, transversais à sociedade. Para além da proteção individual que, no limite, reduz significativamente o número de mortes, optar pela vacinação é também investir em saúde pública, prevenir internamentos e assim contribuir para a diminuição do recurso aos serviços de saúde, nesta fase, sobrecarregados”, referiu o movimento em comunicado.

De acordo com o movimento e com base em dados, sobre a doença, do Instituto Nacional de Estatística, a pneumonia “mata uma média de 16 pessoas por dia, uma pessoa a cada 90 minutos. Em 2018, foi responsável 43.4% das mortes por doenças do aparelho respiratório, 5.1% do total de óbitos no nosso País. A maioria poderia ter sido evitada através de imunização”.

Fotografia: Câmara de Lousada

Citada em comunicado, a fundadora do MOVA, Isabel Saraiva referiu que “a população sabe o que é a pneumonia mas desconhece os riscos que corre ao contraí-la. Falar de pneumonia é falar de mortes, de morbilidades e de sequelas graves. Podemos preveni-las, basta que nos vacinemos”, relembrando que “qualquer investimento que façamos em prevenção é preferível aos custos da cura.”

Ainda de acordo com este movimento, a “pneumonia pode deixar sequelas permanentes, que reduzem drasticamente a qualidade de vida de quem a contraiu. Bronquiectasias (deformação dos brônquios) e compromisso da função pulmonar são apenas dois exemplos, tal como a permanência de tosse, expetoração ou falta de ar. Podemos evitar grande parte das Pneumonias e respetivas sequelas através de vacinação”.

“Nunca, como hoje, se falou tanto de prevenção. Grupos de risco como pessoas a partir dos 65 anos e quem, independentemente da sua idade, sofre de doenças crónicas, devem estar particularmente protegidos. Em plena pandemia, não temos, ainda, vacina contra a Covid-19 mas, felizmente a imunização já é uma realidade na prevenção de outras doenças graves e potencialmente fatais”, lê-se na comunicação, salientando a importância da vacinação.

“No Dia Mundial da Pneumonia, o MOVA reforça que a vacinação deve ser uma prioridade em todas as fases da vida. A vacinação antipneumocócica está recomendada pela Direção-Geral da Saúde a todos os adultos pertencentes aos grupos de risco – idosos, pessoas com doenças crónicas como diabetes, asma, DPOC, outras doenças respiratórias crónicas, doença cardíaca, doença hepática crónica, doentes oncológicos, portadores de VIH e doentes renais”.

O movimento informa que a “vacina é gratuita para as crianças e alguns segmentos de adultos, para quem já se encontra em PNV, e é comparticipada pelo estado em 37% para a restante população. A sua eficácia está comprovada em todas as faixas etárias, incluindo na prevenção das formas mais graves da doença”.

“A proteção dos grupos de risco através de imunização é uma das grandes causas do Movimento Doentes pela Vacinação. Composto por especialistas e associações de doentes, o movimento de cidadania apela à acessibilidade da vacina a pessoas que se encontrem em situações de maior fragilidade”, acrescenta a nota de imprensa.

Refira-se que o “movimento foi fundado há três anos pela Respira, com o apoio da Fundação Portuguesa do Pulmão e do GRESP, sendo composto por um total de 15 entidades que incluem a Liga Portuguesa Contra a Sida, a Associação Portuguesa de Asmáticos, a Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, a FPAD – Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes, a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a AADIC – Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca, a APER – Enfermeiros de Reabilitação, a ANTDR – Associação Nacional da Tuberculose e Doenças Respiratórias, a Pulmonale, a Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão, a Europacolon Portugal – Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, a MYOS – Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica e a Associação Ares do Pinhal”.