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Vereador da Economia de Lousada contesta critérios desiguais para comércio local e grandes superfícies comerciais

O vereador da Economia  da Câmara de Lousada, Nélson Oliveira,  assumiu, em declarações ao Novum Canal, que o decreto n.º 8/2020, de 08 de novembro , que regulamenta a aplicação do Estado de Emergência decretado pelo Presidente da República e cujas medidas anunciadas em Conselho de Ministros, no último sábado, determinam a proibição de circulação, nos concelhos determinados com risco elevado, entre as 23h00 e as 05h00, bem como aos sábados e domingos entre as 13h00 e as 05h00, introduzem critérios desiguais para o comércio local e grandes superfícies comerciais.

Segundo o autarca, não é compreensível que o comércio local, a restauração e outras atividades continuem  a ser penalizadas em detrimento das grandes superfícies comerciais, que beneficiam de uma discriminação positiva, pelo simples facto de poderem manter as portas abertas para além das 13h00, não acontecendo o mesmo com o pequeno comércio.

O autarca esclareceu mesmo que compreende perfeitamente que “não há soluções mágicas para debelar a atual situação pandémica e socioeconómica que assola o país e o mundo” e que “é dificílimo tomar decisões equilibradas quando nos deparamos com uma crise de saúde pública que só pode ser combatida com a diminuição dos contactos pessoais e, por outro lado, uma brutal crise financeira que assola setores fundamentais para a economia do país como é o turismo e a restauração”, contudo, segundo o Vereador do Município de Lousada “há que ter em conta o mínimo de sentimento de justiça, nomeadamente junto dos pequenos comerciantes, a perceção destes e do público em geral, face às medidas anunciadas”.

Nelson Oliveira adianta que, “se é difícil aceitar que a restauração e comércio local tenham que encerrar às 13h00, dados os fortes impactos financeiros, não se compreende como as grandes superfícies comerciais estão abertas e, pior ainda, com horários alargadíssimos por todo o país”, dando como exemplo a dualidade de critérios ao comparar que “não é possível manter a livraria aberta, mas é possível comprar um livro no hipermercado; não é possível comprar roupa numa loja de rua, mas é possível no hipermercado”.

Nesta questão, o responsável pelo pelouro da economia avançou que “em virtude do forte impacto económico que se tem vindo a sentir face às medidas de combate à pandemia, onde o setor da restauração e comércio estão a ser bastante prejudicados, o Município de Lousada está a preparar um conjunto de medidas, dentro da sua área de atuação e competências legais, para auxiliar estes setores económicos”.

Nélson  Oliveira declarou, também, esperar que o Governo disponibilize, rapidamente, apoios financeiros para o comércio local e os empresários no sentido de ajudar o setor a fazer face às adversidades a que tem sido sujeito.