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PRO.VAR diz que setor da restauração se encontra “à beira da bancarrota”

O presidente da Associação Nacional de Restaurantes – PRO.VAR, Daniel Serra, solicitou ao Governo, através na página oficial da instituição, e numa reação às medidas que foram apresentadas este sábado que ampliam as limitações à circulação, “a criação urgente de um gabinete de crise, para se encontrar formas de  corrigir algumas das restrições”.

O dirigente da PRO.VAR assumiu mesmo que o setor se encontra “à beira da bancarrota”.

“A PRO.VAR, em face das medidas que foram apresentadas, ontem à noite, pelo Sr. Primeiro Ministro, pediu ao Governo a criação urgente de um gabinete de crise, para se encontrar formas de  corrigir algumas das restrições, designadamente o horário limite do take away, ser às 13:00 horas, fazendo aqui toda a diferença se a hora limite fosse alterada para as 15:00 horas. A PRO.VAR está a ultimar uma segunda versão do PROGRAMA DE SALVAÇÃO DO SETOR DA RESTAURAÇÃO, com um conjunto de propostas a apresentar ao Governo”, avançou, numa nota que partilhou na página oficial da instituição.

O responsável pela Associação Nacional de Restaurantes afirmou que o anúncio efetuado pelo primeiro-ministro, António Costa, está a gerar uma enorme “contestação e revolta no setor da restauração”.

“ O anúncio de ontem, está a gerar uma enorme contestação e revolta no setor da Restauração, a PRO.VAR está atenta e está a preparar um conjunto de ações de rua que visam demonstrar publicamente, as incongruências, contradições, exceções e injustiças a que este setor está sujeito, que por oposição, por força de lobby’s e ou outro tipo de interesses, não merecem o mesmo grau de atuação”, referiu.

Minutos antes desta publicação, num comunicado à imprensa, a PRO.VAR anunciava que o “ setor da restauração está à beira da bancarrota”.

“O Governo anunciou medidas restritivas desenhadas a “bisturi”, a escolha de horários e datas, tem um propósito bem definido, causar o maior impacto possível e paralisar quase por completo, o setor da Restauração, as medidas anunciadas ontem caíram com estrondo no setor. O Governo esconde com palavras uma estratégia muito bem definida e de nada adianta dizer que desta vez, o estado de emergência não tem as consequências tão graves quanto no início da Pandemia que obrigara os restaurantes a encerrar. No entender da Associação não deixa ser um ENCERRAMENTO DE PORTA ABERTA, os restaurantes mantêm-se abertos, mas completamente vazios, pois a ordem é para os Portugueses ficarem em casa e nos próximos fins de semana, os restaurantes continuarão abertos, mas só com entregas ao domicílio”, refere o comunicado da PRO.VAR.

A PRO.VAR remete ainda para inquérito realizado entre os dias 05 e 07 de novembro, com respostas válidas de 676 estabelecimentos de restauração, originou, entre os dias 30 de outubro e 03 de novembro, “perdas de faturação estimadas de 60 milhões de euros, em apenas 5 dias”.

“ De acordo com um inquérito da PRO.VAR, que visa medir o impacto destas últimas restrições e que terminou ontem, (realizado entre os dias 05 e 07 de novembro, com respostas válidas de 676 Estabelecimentos de Restauração), originou, entre os dias 30 de outubro e 03 de novembro, perdas de faturação estimadas de 60 milhões de euros, em apenas 5 dias”, acrescenta a instituição que argumenta que “90,1% dos restaurantes apresentam agora perdas superiores a 50% da faturação e um dado ainda mais preocupante, quase metade dos restaurantes (48,1%), sentem perdas superiores a 90% da faturação homóloga”.

A PRO.VAR salienta que a “eliminação das agendas dos restaurantes dos fins de semana e que prevemos que continue até ao final do ano, vieram acrescentar ainda mais dificuldades”.

“Depois de seis meses perdidos o setor da restauração depositava uma réstia de esperança neste último trimestre, as medidas agora conhecidas, entre as quais, a eliminação das agendas dos restaurantes dos fins de semana e que prevemos que continue até ao final do ano, vieram acrescentar ainda mais dificuldades, imprevisibilidade e incertezas ao negócio. A angústia e o medo apoderam-se agora dos empresários, levando a maioria, a interrogar-se sobre a eficácia das medidas de apoio a fundo perdido que foram anunciadas há dias, considerando-as extemporâneas, pois percebem que não serão suficientes para salvar as empresas que já se encontram em risco, quanto mais assumir compromissos de manutenção de empregos”, informa a instituição que acrescenta que o gabinete de crise  deve ser constituído por  associações do setor, para apoiar o Governo com contributos no combate à pandemia e “em contrapartida, encontrar as verbas adicionais extraordinárias mais adequadas”.

“Mas avisamos já que será necessário um conjunto de medidas ROBUSTAS e um MONTANTE COLOSSAL, caso contrário é a “hecatombe” porque já “não há faturação”, lê-se no comunicado.