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Porto: Empresários da restauração e hotelaria em marcha lenta pela defesa dos setores

Vários empresários ligados à restauração e hotelaria vão participar, esta segunda-feira, numa marcha lenta, agendada para Avenida dos Aliados do Porto, em prol da defesa destes setores.

O protesto designado “A Pão e Água” surge na sequência do anúncio das medidas apresentadas, este sábado, pelo primeiro-ministro,  que introduz novas limitações de circulação, em especial, nos concelhos determinados com risco elevado, nomeadamente aos sábados e domingos entre as 13h00 e as 05h00.

Ao Novum Canal, Álvaro Costa,  cozinheiro e um dos dinamizadores da ação, realçou que  esta ação além de tentar sensibilizar as pessoas para a grave situação que vive o setor da restauração e da hotelaria representa o culminar de oito anos de “ataques” a estes dois setores.

 Álvaro Costa esclareceu  que os empresários e demais atores e agentes do setor  não estão contra as medidas que têm sido adotadas no sentido de minimizar os efeitos da crise sanitária e travar a propagação da doença, mas realçou que tem de existir “coerência” na tomada de decisões.

A este propósito, Álvaro Costa precisou que  se há setores que cumpram  as regras as normas que foram definidas pela autoridades de saúde, esses setores são o da restauração e da hotelaria, existindo outros que, no entanto, passam sistematicamente pelos pingos da chuva.

Álvaro Costa recordou, ainda, que há já muita gente com dificuldades, estabelecimentos que estão a fechar, a tesouraria escasseia, sendo que o setor da restauração é o que tem a carga fiscal mais elevada do setor terciário.

Falando da marcha lenta, Álvaro Costa afirmou que será um protesto ruidoso e estético, com carros devidamente caracterizado. Referindo-se ainda à marcha lenta, destacou que o setor quer concorrer aos mesmos apoios, dispor de horários alargados e não compactados.

“Deixem-nos trabalhar”, frisou, salientando que não são apenas os proprietários e empresários da restauração e cozinheiros que são afetados com estas decisões, há toda uma economia circular, composta, por pessoas ligadas ao setor que são também atingidas.

Álvaro Costa avançou, ainda, que depois da marcha lenta, outras ações estão previstas, nomeadamente uma deslocação a Lisboa, um protesto simbólico à hora do almoço, como forma de contestar proibição de circulação, nos concelhos determinados com risco elevado, em espaços e vias públicas diariamente, nomeadamente aos sábados e domingos, entre as 13h00 e as 05h00.