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“Indefinição do tempo que vai durar este período e a cultura do medo que se instalou, não são fatores nada positivos para o desenvolvimento das atividades empresariais”, presidente do CETS

Fotografia: Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa

O presidente do Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa, Emídio Monteiro, destacou, em declarações ao Novum Canal, numa reação ao impacto das medidas anunciadas recentemente com Conselho de Ministros Extraordinário no tecido empresarial esclareceu que a “indefinição do tempo que vai durar este período e a cultura do medo que se instalou, não são fatores nada positivos para o desenvolvimento das atividades empresariais”.

“Os impactos da crise pandémica que atravessamos no tecido empresarial da região são manifestos na operação corrente. A indefinição do tempo que vai durar este período e a cultura do medo que se instalou, não são fatores nada positivos para o desenvolvimento das atividades empresariais.   Esperamos que as novas medidas decretadas pelo Governo sejam eficazes, esperando também que não condicionem de forma abrupta a retoma dos negócios regionais, de forte cariz exportador”, disse, salientando que a retração no consumo, originada pelas restrições à circulação e perda de poder de compra a curto/médio prazo, perspetiva consequências negativas.

“A retração do consumo, originada pelas restrições à circulação e perda de poder de compra a curto/médio prazo – toda uma conjuntura desfavorável à procura por diversos bens e serviços – perspetiva consequências negativas para diversas áreas, como indústria e comércio tradicional, em especial o canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés)”, disse.

Quanto ao critério  escolhido pelo Governo para balizar e definir os concelhos tidos como de elevado risco, Emídio Monteiro referiu que temos de respeitar as decisões e cumprir com as orientações definidas pelas autoridades de saúde, sendo esta uma questão de saúde pública.

“Temos de respeitar as medidas e apelar à cooperação de todos nesta fase em que o número de infetados cresce de modo galopante em Portugal. Trata-se de uma questão de saúde pública em que todos somos chamados a fazer a nossa parte.  Apelamos ao cumprimento destas medidas, mas também a uma atenção redobrada em termos de política de apoio por parte do Governo às empresas da Região”, frisou.

Fotografia: Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa

Questionado sobre qual o estado de espírito e de que forma estão a reagir os empresários da região à crise sanitária e também à crise económica, o responsável pelo Conselho Empresarial do Tâmega e Sousa avançou que tem existido um esforço coletivo no sentido de minimizar os efeitos da crise e ultrapassar os constrangimentos que esta situação está a criar em determinados setores.

“Todos os negócios têm vindo a adaptar-se a esta nova realidade e a todos os constrangimentos criados. Tem existido um esforço coletivo. Neste momento, urge reforçar cuidados, em todas as áreas de atuação”, acrescentou, sustentando que é vital ar um novo impulso à retoma dos negócios.

“Necessitamos de dar novo impulso à retoma dos negócios, que se tem vindo a colocar em marcha após os meses de maior confinamento. Agora, nesta segunda vaga, o grande desafio é a prevenção e os cuidados de saúde, sem prejudicar uma economia já fragilizada. É importante investir na saúde, reforçar as medidas de apoio às empresas e apoiar medidas de readaptação de espaços e transportes públicos que garantam distanciamento social”, confirmou.