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Câmara de Paços de Ferreira aprova projeto para construção da Academia Profissional

Fotografia: Câmara de Paços de Ferreira

A Câmara de Paços de Ferreira aprovou, esta terça-feira, em reunião de câmara, o projeto para a construção da Academia Profissional, estrutura que conta com o envolvimento de vários parceiros institucionais, da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), da Profisousa, bem como 27 empresas locais.

Segundo a autarquia pacense a “Academia Profissional” foi criada com o objetivo de responder, de forma permanente, às necessidades das empresas da região, apostar na formação do capital humano qualificado e afirmar-se como um centro de excelência na qualificação desse mesmo capital, tendo em agosto de 2018, sete das empresas subscrito o documento fundador de um dos pilares da Academia Profissional que começou a funcionar aproveitando a estrutura, a organização e a instituição Profisousa – Associação de Ensino Profissional do Vale do Sousa. 

“De então para cá o Business Club reuniu várias vezes antes do início da pandemia, tendo dado origem a projetos de formação/ação a decorrer em dezenas de empresas, bem como a um projeto de transferência de tecnologia em parceria com uma instituição de ensino superior. Já no período da pandemia foram organizados diversos seminários que se realizaram através de plataformas web, encontrando-se em curso a definição do seu plano de ação”, lê-se na publicação que a autarquia pacense partilhou na sua página oficial.

Tendo vindo a funcionar com os recursos existentes da Profisousa – onde funciona a Escola Profissional Vértice, o município esclarece, na mesma publicação, que mostra-se necessário preparar o futuro desta instituição (que é também a Academia), dotando-a de espaços capazes desta sua nova missão.

“Para cumprir o seu papel, a Academia Profissional necessita de articular e organizar as suas próprias ações com vista a atingir os seus objetivos. Tendo vindo a funcionar com os recursos existentes da Profisousa – onde funciona a Escola Profissional Vértice –, mostra-se necessário preparar o futuro desta instituição (que é também a Academia), dotando-a de espaços capazes desta sua nova missão, bem como conceber a possibilidade de crescer para áreas que o sector do mobiliário vai exigir, nomeadamente na criação de um centro de experimentação e desenvolvimento de produtos, bem como para eventuais necessidades de certificação”, refere a autarquia, salientando que o  projeto de arquitetura para a construção deste equipamento foi aprovado na reunião do executivo municipal, está previsto para o quarteirão circulado pela Avenida Dr. Jaime Barros e a Rua da Escola Secundária, junto ao Pavilhão Municipal.

Fotografia: Câmara de Paços de Ferreira

“Este projeto pretende potenciar a integração urbana do novo edifício com a envolvente urbana, promovendo um espaço pedonal mais alargado, tornando a relação da avenida que serve de charneira ao referido edifício mais “amigável” e segura.  Deste modo, a intervenção procura estabelecer uma ligação inequívoca e simbólica entre os diversos elementos urbanos e ao mesmo tempo fortalecer as relações de proximidade entre os edifícios privados e públicos.  Este edifício pretende dar resposta a um conceito diferente na educação profissional, sendo um sistema educacional muito prático e técnico assente em pressupostos mais vocacionados para as oficinas de trabalho e as aulas práticas.  Todo o projeto está fundamentado por pilares educativos de gestão de qualidade, por princípios universais e princípios fundamentais do ensino profissional e pretende assim integrar as empresas do concelho com a formação dos novos profissionais que vão entrar no mercado de trabalho”, acrescenta a câmara municipal.

O município informa que o projeto “divide-se em dois volumes principais que se integram no edifício já existente da Escola Vértice. No volume maior serão desenvolvidas as salas de aula com salas preparadas para variadíssimos tipos de aulas teóricas e práticas, com capacidade máxima de 600 alunos. Os espaços direcionados a este fim estão projetados de forma a puderem mudar a sua configuração a qualquer momento, conforme a necessidade surgir.  Deste modo, podemos afirmar que todo o edifício se desenvolve em espaços polivalentes, com paredes desenhadas para serem rebatidas conforme a função pretendida. Perante o tipo de função deste espaço, o edifício ainda integra um auditório capaz de albergar 150 pessoas na sua totalidade.  No segundo volume, serão as salas das oficinas com capacidade mínima para 34 alunos, com a possibilidade de aumentar a sua capacidade e ainda o espaço positivo com os devidos serviços de apoio (casas de banho, gabinetes administrativos e bar)”.

Segundo a autarquia, o projeto de arquitetura foi integralmente realizado por técnicos da Câmara Municipal, sendo a sua autoria do arquiteto Gilberto Martins, que contou com a colaboração da Arquiteta Paula Moreira.

De acordo com o município “a Academia Profissional resultou da intenção de criar mecanismos de coordenação entre as políticas e instrumentos de educação e de formação profissional, no sentido de responder às falhas de mercado identificadas no Plano Estratégico, instrumento que definiu o quadro estratégico para a promoção do desenvolvimento económico sustentado dos setores do mobiliário e adjacentes no município”.