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Associação Sindical dos Profissionais de Polícia diz-se “surpreendida” com declarações de ministro sobre subsídio de risco para os polícias

Fotografia: Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP)

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) confessou estar “surpreendida” com declarações veiculadas, esta terça-feira, na Assembleia da República, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento de Estado para 2021, pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, sobre subsídio de risco a atribuir aos polícias.

“A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP) foi ontem confrontada e surpreendida com as declarações do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, sobre o subsídio de risco para os polícias e a respetiva negociação com os sindicatos. A ASPP/PSP esclarece que numa das reuniões, e que pode ser consultada em ata, questionou o secretário de Estado se o subsídio de risco que era solicitado pelos polícias iria ser discutido. Até porque já tinha sido aprovado por maioria pelos grupos parlamentares e nunca houve resposta por parte do governo”, referiu a associação, salientando que “o secretário de Estado respondeu que o subsídio de risco não era uma matéria que estava para discussão no âmbito das negociações nem estava legitimado sequer para o fazer. A partir daquela reunião nunca mais se abordou o referido subsídio”.

Fotografia: Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP/PSP)

“Podemos concluir que, ou o secretário de Estado não estava devidamente informado ou articulado nas matérias a discutir com o ministro ou o ministro e o governo evoluíram recentemente no que diz respeito a este assunto. É importante que o ministro da Administração Interna deixe bem vincado de que forma e quando estarão disponíveis a fazer a negociação deste subsídio”, refere em comunicado a direção da ASPP/PSP.

Sobre a revisão de suplementos e subsídios para polícias,  a página oficial do Governo refere que Eduardo Cabrita está “a discutir com as estruturas sindicais da PSP e da GNR todos os suplementos e subsídios”.

 “Começamos a discutir o subsídio de risco, porque estamos a discutir com os representantes das estruturas sindicais todos os suplementos e subsídios” para “que haja coerência no modelo remuneratório”, lê-se na mesma página.

“Este diálogo social com as estruturas sindicais da PSP e da GNR já tem resultados em relação aos retroativos, admissões nas forças e serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho e remunerações”, alude o texto da página do Governo de Portugal.