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PSD Paredes promoveu debate sobre segunda vaga e consequências da Covid-19

Fotografia: PSD Paredes

O PSD Paredes promoveu, na sexta-feira,  um debate que contou com a presença dos autarcas eleitos pelo partido no concelho de Paredes, tendo como tema a segunda vaga da Covid-19, os seus efeitos e consequências.

Em comunicado enviado ao Novum Canal, o PSD Paredes realçou que todos os autarcas “foram unânimes em apelar aos seus conterrâneos para que se protejam, e aos seus, cumprindo as normas de segurança. Os problemas económicos, sociais e até educativos que podem advir desta segunda vaga COVID 19 estiverem no rol das preocupações destes presidentes de junta”.

As dificuldades de atendimento dos Centros de Saúde e a eventual saturação de doentes Covid-19 foram alguns dos temas que estiveram em debate.  

“A deficiência na comunicação por parte do Governo, e também da Câmara de Paredes, foi alvo de crítica por estes responsáveis das freguesias do concelho de Paredes, já que a mesma é díspar, e contraditória, no universo dos municípios portugueses”, refere a nota que nos foi enviada pelo PSD Paredes.

Carlos Franclim, presidente da Junta de Freguesia de Cristelo, numa das suas intervenções, realçou que há aspetos que são menos conhecidos nesta doença e compete aos autarcas e demais atores, com responsabilidades nas suas comunidades, transmitirem tranquilidade aos habitantes, apelando à responsabilização de todos os cidadãos.

O autarca reconheceu a importância de todos cumprirmos com as indicações da Direção-Geral de Saúde, salientando que a Junta tem articulação com o Centro de Saúde, a Câmara de Paredes e a Proteção Civil tem apoiado a população mais vulnerável, naquilo que são as suas necessidades.

Nuno Serra, presidente da Junta de Freguesia de Lordelo, realçou que os números desta segunda vaga são superiores aos da primeira. O presidente da Junta de Freguesia da cidade de Lordelo reconheceu que relativamente à primeira vaga existe um sentimento diferente, houve um baixar da guarda o que fez com que população tenha que andar, agora, atrás do prejuízo para minimizar o problema.

“O nosso futuro depende daquilo que cada um de nós pode fazer no dia a dia”, disse.

A presidente da Junta de Freguesia de Vilela, Mariana Machado Silva, manifestou que o que se está a passar nesta segunda vaga foi em grande parte responsabilidade da governação nacional, que chegado o verão, terá dado a entender que o problema estaria resolvido.

“Grande parte do que se está a passar tem quota de responsabilidade da governação a nível nacional. Na primeira vaga fizemos um esforço para chamar a atenção para o problema. Neste verão, a mensagem era de que tudo estaria resolvido. Depois de um confinamento, passamos para uma abertura abrupta. As pessoas interpretaram que a Covid-19 estava controlada e que a segunda vaga não iria acontecer. Sentimos isso no dia a dia. Tenho imensos casos de pessoas positivas. Isto não é uma constipação, pessoas que estão hospitalizadas”, frisou, elogiando a articulação que tem existido entre as juntas de freguesia no sentido de contribuírem com soluções que ajudem a minimizar esta situação, apontando a decisão de encerrar os cemitérios, como uma decisão acertada.

O autarca Américo Castro, da Junta de Freguesia de Sobrosa, alinhou pela mesma bitola dos colegas, e esclareceu que na sua freguesia existem mais casos agora do que na primeira vaga.

O responsável pelo executivo da Junta de Freguesia lançou um repto à comunidade para não baixar a guarda, manter-se vigilante e cumprir com as orientações e diretrizes das autoridades de saúde, numa atitude pedagógica.

“Peço à comunidade que sejam honestas para com os colegas de trabalho, a família. Se todos formos honestos iremos minimizar esta situação. Temos casos de pessoas hospitalizadas que passaram um mau bocado. Devíamos ter feito mais. Na primeira fase fizemos mais do que estamos a fazer agora. Na primeira fase tivemos meia dúzia de caos, agora temos às dezenas. Há lojas que estão a levar alimentação a casa das pessoas porque estes não podem sair de casa”, disse.

António Bessa, autarca de Duas Igrejas, apelou à consciencialização individual na luta contra a pandemia.

“Em duas igrejas há muito mais pessoas infetadas e em isolamento agora do que na primeira vaga. Na primeira vaga era algo novo e todos nós tivemos mais cuidado, prevenimo-nos mais. Chegamos a maio, junho parecia que o problema estava ultrapassada e todos nós facilitamos demais e estamos a passar uma segunda vaga com mais pessoas infetadas.  Isto vai depender de cada um, pois só assim conseguiremos evitar a propagação da doença”, avançou, recordando que os ajuntamentos e as festas contribuíram para fazer disparar os números.

Fotografia: PSD Paredes

Tomás Correia, presidente da Junta de Freguesia de Cete, destacou que a situação na vila não é tão grave como a de outras freguesias.  

“Na vila de Cete, a situação felizmente não está tão grave como noutros sítios, não temos ninguém internado. Nesta segunda fase começaram a aparecer mais casos, o número de mortos subiu a nível nacional. O município deu-nos máscaras no início, mas nós compramos máscaras, temos sempre máscaras disponíveis para quem aparece. Estamos a fazer um acompanhamento próximo. Temos 14/15 pessoas infetadas. Algumas pessoas terão alta domingo”, frisou, recordando que têm existido algumas dificuldades nos contactos com o centro de saúde.

Já  Lucília Barbosa, em representação do executivo de Gandra, assumiu que a situação é preocupante,  confirmando que a situação está a tomar proporções que poderão ser difíceis de travar.

“Há muita gente preocupada. Sei que há alguns casos na CESPU. O cerco começou a apertar e nas duas últimas semanas e as coisas têm melhorado. Temos na escola bastante famílias em confinamento. O sistema de saúde está sobrecarregado. Não vejo que com estas medidas a coisa vá resultar. Há pessoas que facilitam muito em termos de uso de máscaras, distanciamento. Nos mercados não há o cuidado que havia no início. Há gente que facilita imenso. Acho que é preocupante. Isto está a tomar proporções que vai ser difícil travar”, expressou, salientando que a Junta de Freguesia tem disponibilizado medicação às pessoas idosos e colaborado sempre que é solicitada.

O presidente da Comissão Política Concelhia do PSD Paredes, Ricardo Sousa, relevou a ação positiva que os autarcas tiveram quer na primeira vaga, quer agora, lembrando que apesar dos parcos recursos, as juntas de freguesia têm estado na primeira linha do combate, tentando minimizar a doença e intervindo junto das pessoas mais vulneráveis.