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Presidente da Câmara de Lousada defende que funcionamento das feiras não constitui um risco acrescido face às outras atividades comerciais

O presidente da Câmara de Lousada manifestou, na sua página pessoal do facebook, ser a favor do funcionamento das feiras, reconhecendo que este não constitui um risco acrescido face às outras atividades comerciais.

Refira-se que no sábado, após o Conselho de Ministros Extraordinário, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou um conjunto de medidas com o objetivo de minimizar os efeitos das infeções por Covid-19 e fazer face à situação epidemiológica que se verifica em Portugal, entre as quais se incluiu esta proibição da realização de feiras e mercados de levante, medidas que entram e vigor já no dia 4 de novembro para Lousada, Paços de Ferreira e Felgueiras e mais 118 municípios considerados de elevado risco.

Refira-se que logo após o anúncio do primeiro-ministro, vários autarcas vieram a público contestar esta decisão anunciada  pelo Governo, tendo já esta segunda-feira, o presidente da Câmara de Paredes, em reunião realizada por videoconferência, decidido comunicar à Área Metropolitana do Porto e ao Governo a disponibilidade do município de Paredes para rever a medida de proibição das feiras, que considera demasiado gravosa para o setor das feiras e que deixa os feirantes do Concelho sem poder trabalhar.

A autarquia anunciou que iria proceder de imediato à isenção das taxas de ocupação de terrado referentes ao último trimestre de 2020 e devolver de forma automática o valor aos feirantes que já pagaram essa mesma taxa.

Recorde-se que, durante a primeira vaga da pandemia da Covid-19, a autarquia já anteriormente tinha isentado os feirantes da taxa de ocupação de terrado e relembra que o funcionamento das feiras em Paredes decorre com organização de acordo com o plano de contingência e regras apertadas, com ”todos os feirantes a usarem máscara e a cumprirem as normas de distanciamento e de higienização”.

Também o autarca lousadense, relativamente à proibição da realização da feira, já tinha manifestado a  sua discordância face  à decisão do Governo de proibir a realização de feiras.

“Decorrente das medidas que implementamos, o funcionamento da mesma não constitui um risco acrescido face às outras atividades comerciais. Esta feira tem sido realizada com regras e parcimónia, pelo que apenas se compreende a medida pela transversalidade a outros locais, noutros concelhos, mas é claramente uma medida que prejudica os feirantes, já de si, bastante castigados. Estamos a fazer tudo, junto das entidades centrais, para que esta medida seja revertida, com as devidas condicionantes e respeito pelas normas da DGS”, informou.