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Lousada: Vereador da Economia defende que Governo deve reverter, com condicionantes, a proibição da realização de feiras e mercados

Fotografia: Câmara de Lousada

O vereador responsável pelo pelouro da Economia da Câmara de Lousada, Nélson Oliveira,  defendeu, em  mensagem que publicou e partilhou na sua página pessoal do facebook, que a proibição de não permitir a realização de feiras e mercados, uma das medidas anunciadas, no sábado, no âmbito do Conselho de Ministros, não é solução, sendo necessário criar e prever exceções, no sentido de não prejudicar ainda mais os feirantes.

“É importantíssimo que o Governo repense e reverta, com condicionantes, a proibição da realização de feiras e mercados. A proibição cega e definitiva não é solução.  Estes homens e mulheres, trabalhadores empenhados, não podem ficar de um momento para o outro sem capacidade de fazerem o seu trabalho. É necessário criar e prever exceções, com controlos de entradas e fiscalização, mas salvaguardando os seus direitos e apoiando financeiramente este setor (entre outros), tão castigado ultimamente”, disse, salientando que esta é uma opinião partilhada por muitos governantes.

“Sei que esta é a opinião de muitos governantes e não é fácil decidir e criar equilíbrios quando está em causa a saúde ou a falência, mas tudo faremos para promover e imperar a sensatez, a par do cumprimento das normas de saúde pública, junto de quem decide”, frisou.

A este propósito, refira-se que, aquando da presença do primeiro-ministro, António Costa, em Paços de Ferreira, encontro que contou com a presença dos autarcas das Câmaras de Felgueiras e Paços de Ferreira e que contou com a presença de diversos organismos locais, regionais e nacionais, no sentido de analisar a incidência crescente de novos casos de infeção por SARS-Cov-2 na região, o presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, falando das medidas anunciadas, manifestou a sua discordância relativamente a este tema.

“A este nível, a novidade é a proibição da realização de feiras, bem como a redução do horário dos estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços, bem como os que se encontrem em conjuntos comerciais, que passam a encerrar às 22h00, com algumas exceções. Relativamente à proibição da realização da feira, manifestei a minha discordância, uma vez que, decorrente das medidas que implementamos, o funcionamento da mesma não constitui um risco acrescido face às outras atividades comerciais. Esta feira tem sido realizada com regras e parcimónia, pelo que apenas se compreende a medida pela transversalidade a outros locais, noutros concelhos, mas é claramente uma medida que prejudica os feirantes, já de si, bastante castigados”, expressou.

Fotografia: Câmara de Lousada

Recorde-se que a resolução do Conselho de Ministros aprovada no sábado  além de renovar a situação de calamidade em todo o território nacional continental, das 00h00 do dia 4 de novembro de 2020 até às 23h59 do dia 15 de novembro de 2020 e de alargar a outros concelhos as medidas especiais que tinham sido estabelecidas para os concelhos de Felgueiras, Lousada e Paços de Ferreira, introduzindo-se ainda algumas alterações adicionais, determinou a proibição da realização de feiras e mercados de levante.

“Determina-se a proibição da realização de celebrações e de outros eventos que impliquem uma aglomeração de pessoas em número superior a cinco pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar e determina-se a proibição da realização de feiras e mercados de levante, sendo permitidas as cerimónias religiosas e espetáculos de acordo com as regras da Direção Geral da Saúde”, refere o comunicado do Conselho de Ministros de 31 de outubro.